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Colunas — Cotidiano

O leitor pergunta

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Sou casado há 12 anos e atualmente vivo um conflito muito grande. Sei que o casamento é para a vida toda, mas minha situação é a seguinte: não temos intimidade há vários anos, dorminos em quartos separados e minha esposa não gosta de discutir nossa situação nem quer buscar ajuda de terceiros. Já fiz algumas tentativas de terapia com piscólogos, ministério de casais da igreja e não deu certo. Posso me divorciar? E se vier a fazê-lo, poderei me casar novamente?

Meu irmão, acolho sua dor e tristeza em oração por você e sua esposa. A orientação do Novo Testamento é interpretada basicamente de três maneiras. Primeiro há os que entendem que o divórcio é permitido apenas nas situações que se encaixam no casuísmo bíblico: imoralidade sexual (Mt 19.9) e abandono pelo descrente (1Co 7.10-16); em ambos os casos, os divorciados devem permanecer sem se casar novamente. Outros acreditam que, se o divórcio for justificado pelas duas cláusulas de exceção bíblicas citadas, o novo casamento é permitido. Uma terceira maneira de entender a orientação bíblica afirma que nem Jesus nem Paulo estavam definindo situações em que o divórcio e o novo casamento eram permitidos, mas apenas respondendo às situações específicas do seu contexto social e histórico. Jesus faz pelo menos três afirmações a respeito do tema: o ideal é que não haja divórcio: “No princípio não era assim; o que Deus uniu, não separe o homem”; a Lei de Moisés autoriza o divórcio “por causa da dureza do coração”; e o divórcio não deve ocorrer por qualquer motivo, “apenas em caso de imoralidade sexual”. O apóstolo Paulo, ao orientar uma comunidade nascente, que enfrenta dificuldades com os cônjuges não-convertidos, afirma que a opção pelo divórcio deve partir do não-cristão. Tanto para Jesus como para Paulo o princípio é: “Considere o divórcio como algo que fere o propósito original de Deus e opte por ele apenas em caso extremíssimo”. Nessa terceira maneira de interpretar, consideraríamos que o divórcio e o novo casamento são permitidos quando o processo de divórcio não é leviano, isto é, quando o divórcio é uma medida extrema de preservação da dignidade dos cônjuges e/ou da família. Em qualquer situação, entretanto, as pessoas divorciadas devem se arrepender do pecado da “dureza de coração” e abrirem-se para a graça de Deus, que oferece nova oportunidade para uma nova vida.

Meu nome é Maria Raquel e gostaria de saber sua opinião sobre o sacrifício de Jesus pelos nossos pecados. Como posso acreditar em um Deus que mata seu próprio filho?

Maria Raquel, você tocou em uma questão essencial ao Evangelho de Jesus Cristo. Já ouvi pessoas ensinando que Jesus não morreu pelos nossos pecados. Sua morte teria sido a consequência de uma vida dedicada em amor radical. Isto é, Jesus não pretendia nem desejava morrer, mas seu compromisso de amor pelo ser humano fez com que ele aceitasse a morte como contingência inevitável. Nesse caso, ela não seria necessária para a salvação e redenção do universo. Creio que o equívoco dessa compreensão está em desconsiderar diversos textos bíblicos que apontam para o propósito eterno de Deus em relação à morte de Jesus Cristo na cruz: Jesus é “o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29); “sabendo que não foi com coisas corruptíveis que fostes resgatados, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado, o qual foi conhecido ainda antes da fundação do mundo” (1Pe 1.18, 19); “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). Também já ouvi que Deus não pode matar seu Filho para satisfazer a justiça da lei, pois nesse caso a lei se tornaria o padrão de sua relação com o universo criado, e não mais o amor. Porém, o discernimento cristão da Santíssima Trindade não permite falar de um deus que mata outro na cruz, mas de apenas um Deus que morre na cruz e aplica a lei contra si mesmo, em um ato de amor eterno por suas criaturas, sem sacrifício de sua justiça. Como diz o antigo hino: “em [Deus] concilia-se a santa justiça/ que não pode a culpa deixar sem castigo/ com a compaixão que por graça recebe/ e exime de culpas o réu pecador”.

Ed René Kivitz é pastor da Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo. É mestre em ciências da religião e autor de, entre outros, “O Livro Mais Mal-Humorado da Bíblia”.

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