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Seções — Abertura

O prolongamento da dor

Quanto tempo vai durar a dor daqueles que tiveram de enterrar seus próprios parentes, por não poderem mais suportar o cheiro do apodrecimento natural de seus corpos, como aconteceu na região serrana do Rio de Janeiro? Quanto tempo vai durar a dor daqueles que perderam tudo: casa, móveis, roupas, documentos e recordações familiares? Quanto tempo vai durar a dor provocada pelos surtos psicóticos e depressivos que vieram à tona quando as vítimas começaram a tomar conhecimento das verdadeiras proporções da tragédia fluminense?

Nem sempre a alegria rompe de manhã cedo, depois de uma noite de choro (Sl 30.5). A dor pode durar mais de um dia, mais de uma semana, mais de um mês, mais de um ano. A outra boca do túnel, que dá para a claridade, pode estar a uma distância muito grande.

A caminhada dos filhos de Israel do Egito à terra de Canaã durou quarenta anos (Dt 8.2). O exílio babilônico de Israel se estendeu por setenta (Jr 25.11). Por quarenta anos, o Egito sofreu humilhação e destruição até saber que Deus é o Senhor (Ez 29.12). Nabucodonosor passou sete “tempos” andando de quatro e comendo a grama do palácio até tomar consciência de que Deus é quem “destrona reis e os estabelece” (Dn 4.32-33). O rei Davi provavelmente passou cerca de dez anos sofrendo as consequências do seu adultério.

Jó perdeu todos os filhos em um mesmo dia, por causa de um desabamento semelhante ao de Friburgo e Teresópolis. Ele foi privado de 11.500 cabeças de gado e de todos os empregados da fazenda; perdeu a coroa (Jó 19.9), a saúde e a solidariedade religiosa da esposa. Recuperou tudo, mas não foi repentinamente. Em meio à dor, o homem da terra de Uz questionou: “Por que esperar, se já não tenho forças? Por que prolongar a vida, se o meu fim é certo?” (Jó 6.11).

Tanto a dor quanto o seu prolongamento, em última análise, são mistérios. Porque todos sofrem: as crianças e os idosos, os bons e os maus, os cristãos e os não-cristãos, os ricos e os miseráveis. Uns sofrem mais, outros menos. Em alguns casos, a dor prolongada é uma fábrica de revoltosos e incrédulos. Em outros, é uma fábrica de santos e de pessoas disponíveis aos outros. A dor prolongada tanto pode ser uma tentação como uma provação. Se ela me afastar de Deus, é uma tentação; se ela me aproximar dele, é uma provação (e uma bênção).

Por mais misteriosa que seja a dor prolongada, a pior maneira de lidar com ela é perder a comunhão com Deus, perder a fé, perder a esperança. Esse foi o conselho da mulher de Jó ao marido: “Amaldiçoa a Deus, e morre!”. Ela obteve a resposta certa: “Aceitaremos o bem dado por Deus, e não o mal?” (Jó 2.9-10). O sofrido Jó suportou a dor prolongada por meio da esperança: “Eu sei que o meu Redentor vive e que no fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.25).

Dificilmente a dor prolongada dura a vida inteira. Porém, se durar muito tempo ou o tempo todo, os cristãos em comunhão com Deus sabem que “no fim [o Redentor] se levantará sobre a terra” (Jó 19.25). Esse mesmo Redentor “enxugará dos seus olhos toda lágrima. Então não haverá tristeza, nem choro, nem dor [muito menos a dor prolongada], pois a antiga ordem já passou”. Assim, aquele que reina sobre tudo e sobre todos e que está sentado no trono dirá: “Estou fazendo novas todas as coisas!” (Ap 21.4-5).

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