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Colunas — O caminho do coração

O espírito de Lausanne

O 1º Congresso Lausanne, em 1974, trouxe uma grande contribuição para o cristianismo global. O Pacto de Lausanne é reconhecido como um dos documentos mais completos sobre a missão da igreja. Desde então, o “movimento de Lausanne”, com seus altos e baixos, permanece como um referencial para a unidade missionária do mundo evangelical.

O processo de compreensão e amadurecimento de tudo o que foi gerado a partir do Pacto de Lausanne levou vários anos. Compreender a missão integral da igreja e reconhecer que o evangelho de Jesus envolve todo o propósito de Deus para todo o ser humano, em todas as suas necessidades, não foi fácil e continua sendo um grande desafio. A busca pela contextualização, sem se deixar moldar por uma exegese cultural, tem requerido um esforço contínuo da igreja. Criar espaços de diálogo entre Norte e Sul, Leste e Oeste, ricos e pobres, homens e mulheres das mais diferentes matrizes sociais e/ou teológicas, e promover a unidade da igreja também não tem sido um caminho fácil.
Porém, o que vimos no 3º Congresso Lausanne, na Cidade do Cabo, foi uma celebração de tudo isso e mais um pouco. A semente de Lausanne deu frutos. O espírito de Lausanne é hoje uma realidade no mundo evangélico.

Ouvir testemunhos de irmãos e irmãs de todos os cantos do planeta, falando de suas lutas pela promoção da justiça, trabalhando pela reconciliação entre pessoas e grupos marcados pela hostilidade e pelo ódio, enfrentando corajosamente a opressão e a perseguição de governos totalitários, promovendo a integração na igreja de pessoas e grupos marginalizados, foi a colheita da semente plantada em 1974. A preocupação com a devoção e a prática de uma espiritualidade bíblica e missionária, a afirmação da unicidade e centralidade de Cristo e sua autoridade final na proclamação do evangelho e no discipulado, o chamado à humildade, integridade e simplicidade, demonstraram que o “espírito” de Lausanne é hoje uma realidade no cristianismo global.

Uma das marcas desse espírito está na linguagem do “Compromisso da Cidade do Cabo”. Em vez de usar a linguagem acadêmica dos pactos e declarações de congressos dessa natureza, usou-se uma linguagem pessoal e afetiva. O compromisso começa assim: “Para o Senhor que amamos: nosso compromisso de fé”. Toda a declaração é fundamentada em nossa resposta ao amor de Deus. No final da introdução, encontramos a seguinte explicação para a linguagem do amor:

O amor é a linguagem da aliança. As alianças bíblicas, antigas e novas, são expressões do amor redentor de Deus e da graça que alcança a humanidade perdida e a criação deteriorada. Essa aliança nos convida a responder em amor. Nosso amor expressa nossa confiança, obediência e o compromisso apaixonado com a aliança do Senhor. O Pacto de Lausanne definiu a evangelização como: “Toda a igreja, levando todo o evangelho, para todo o mundo”. Essa continua sendo nossa paixão.

Nesses quase 40 anos que nos separam do primeiro congresso, a linguagem teológica do terceiro congresso alcança a maturidade de uma linguagem de amor apaixonado. A teologia da missão integral deixa de ser defendida teologicamente para ser celebrada como expressão do nosso amor pelo próximo. Em 1974 e 1989 (Lausanne 2), a preocupação com a salvação da alma provocava fortes reações entre os que achavam que a missão integral era uma nova versão do “evangelho social”. Em Lausanne 3, vimos com alegria a superação dessas reações e a afirmação do “nosso amor por todo o evangelho”, “nosso amor por toda a igreja”, e “nosso amor por todo o mundo”.

Cheguei à Cidade do Cabo sem saber ao certo o que iria acontecer. Minhas expectativas apostavam nas plenárias, nos grandes e controversos temas do século 21. As primeiras impressões foram de frustração. Pouco tempo para as plenárias e para as conversas das mesas; tudo apontava para uma superficialidade teológica. De certa forma, foi o que aconteceu com alguns temas. Porém, de repente, me dei conta de que o espírito do congresso era outro -- precisava mudar o olhar e a disposição. Mudei e voltei cheio de esperança.

Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.



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