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Especial — Elben César

Como o grão de trigo, nasce e morre em São Paulo a Aliança Cristã Evangélica Brasileira

Com a visão de “manifestar a unidade da igreja por meio do testemunho visível do amor e serviço no evangelho de Jesus Cristo”, foi solenemente organizada, na Catedral Metodista de São Paulo, no dia 30 de novembro de 2010, a Aliança Cristã Evangélica Brasileira (ACEB ou simplesmente Aliança). Estiveram presentes cerca de 230 líderes representando dezenas de denominações e organizações evangélicas. A Aliança tem como missão “congregar seguidores do Senhor e Salvador Jesus Cristo como expressão da unidade da Igreja”.

A Aliança confessa a sua fé em sintonia com o legado evangélico que tem marcado significativos setores da igreja cristã e se sabe alicerçada nos marcos da Reforma Protestante, com destaque para os seus postulados básicos: “Sola Scriptura”, “Solo Christus”, “Sola Gratia”, “Sola Fide”, “Soli Deo Gloria”. Ela pretende testemunhar a unidade do corpo, servir como espaço de relacionamento, exercer um papel de informação e comunicação entre os participantes e entre estes e a sociedade brasileira, potencializar ações e fazer parcerias e posicionar-se sobre questões relevantes. Podem ser filiados à Aliança não só igrejas, denominações, agências, organizações e movimentos, mas também pessoas físicas que desejam contribuir e participar. Todos, porém, precisam subscrever sua “Carta de Princípios e Diretrizes”.

“Eu em ti, tu em mim e eles em nós”
O texto bíblico mais citado durante o dia foi a oração de Jesus: “Minha oração não é apenas por eles [os discípulos da época]. Rogo também por aqueles que crerão em mim [os discípulos de épocas posteriores], por meio da mensagem deles, “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti”. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.20-21). Em sua exposição bíblica, Ariovaldo Ramos, pastor da Igreja Reformada de São Paulo, demonstrou que “a unidade pedida ao Pai, pelo Cristo, foi de essência: “Eu em ti, tu em mim, eles em nós”. Essa oração foi respondida no Pentecoste, quando o Espírito Santo, que habita no Pai e no Filho, passou a habitar em nós. Nesse dia, o Espírito quebrou a maldição de Babel [que separava todos de todos] e a igreja em Jerusalém tornou-se exemplo do que seria a nova humanidade: comungantes, unidos e comunitários”.

Expressão da glória de Deus
Logo após a exposição bíblica, Durvalina Bezerra, diretora do Seminário Betel Brasileiro e relatora do conselho nacional de oração em favor da Aliança, dirigiu o momento de oração. Pedidos explícitos de oração foram projetados na tela e alguns irmãos por ela convidados vieram à frente e oraram: “Ó Deus, oramos para que a Aliança seja a porta-voz dos evangélicos, representando-os diante dos poderes públicos e privados relevando os valores do reino”, “Ó Senhor, que as lideranças evangélicas em todo o país estejam apoiando e abraçando essa Aliança, como expressão da unidade da Igreja e testemunho à sociedade, para que o mundo creia”.

Uma geração sem umbigo
Em sua preleção, Robinson Cavalcanti, bispo anglicano da Diocese de Recife, afirmou que um povo sem passado é um povo sem futuro e um povo sem história é um povo sem identidade. Chamou a atenção para o perigo de um movimento que despreze a história e tenha a pretensão de querer descobrir a roda ou a pólvora outra vez. Para reforçar, Robinson lembrou que o Espírito Santo nunca tirou férias, nem no longo período da história da Igreja entre a morte de João e o nascimento de Lutero. Advertiu que o “restauracionismo sempre tem rondado -- e tentado -- o cristianismo” e adiantou que hoje, “mais na Igreja do que no próprio século, vive-se a síndrome de uma geração sem umbigo, individualista, imediatista, iconoclasta, antinômica e presentista”.

Se somos filhos, somos também herdeiros
Em um dos momentos, o pastor Paulo Rodrigues de Arruda, diretor da base de Manaus da Missão CPCI (Cristo para a Cidade Internacional), contou o sonho que teve na véspera de viajar do Amazonas para São Paulo: “Sonhei que eu deveria viajar para um lugar distante para receber parte de uma herança destinada aos herdeiros. Fiz a viagem e qual não foi a minha surpresa quando fiquei sabendo que a herança não era só para mim e meus irmãos de sangue ou de denominação, mas para todos os filhos de Deus, o que hoje se cumpre na organização da Aliança”.

Aliança Evangélica Mundial
A Aliança Evangélica Mundial (WEA), criada há 164 anos e que reúne 128 alianças nacionais e mais de cem organizações, esteve presente na pessoa do inglês Gordon Showell-Rogers, o secretário-geral. Ele disse que a WEA é a terceira grande “família” trinitária cristã do mundo, depois do Conselho Mundial de Igrejas (CMF) e do Vaticano. Ela envolve 420 milhões de evangélicos espalhados em 128 países. A Aliança brasileira há de se filiar a essa aliança maior e quase bicentenária.

Culto e celebração da Ceia
A última parte do longo programa da Aliança Cristã Evangélica Brasileira (das 9 às 20 horas) foi a celebração de um culto de adoração. Havia sinais visíveis de união: o bispo Adriel Maia, da Igreja Metodista do Brasil, apresentou e chamou ao púlpito o bispo Elisiário Alves dos Santos, da Igreja Metodista Wesleyana, sem sequer se lembrar da divisão que houve entre os históricos e os renovados, que separam as ovelhas “menos pentecostais” das ovelhas “mais pentecostais” de todas as denominações da época. Foi notável também a presença de um órgão de tubos e de uma bateria quase lado a lado no púlpito da Catedral Metodista de São Paulo, simbolizando a paz litúrgica.
A pregação foi feita pelo pastor luterano Valdir Steuernagel, que é o primeiro nome do grupo coordenador da ACEB, seguido por Christian Gillis, pastor da Igreja Batista da Redenção, de Belo Horizonte, e Oswaldo Prado, missionário da SEPAL e ministro da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.

“Nós nos reunimos em culto para celebrar oamor e a graça salvífica de Deus, para recordarmos um ao outro da nossa vocação para sermos dele e vivermos para ele, para sermos recordados de que fazemos parte do que Cristo nos deixou: o seu corpo”. Depois de ler a famosa oração de São Patrício, patrono da Irlanda, e o glorioso texto de Apocalipse 7.9-17, Steuernagel concluiu: “Celebramos a Deus e o que ele está fazendo em nosso meio, confessamos a ele as limitações da nossa obediência evangélica e comprometemo-nos com a igreja de Jesus Cristo e todos os rincões da terra e com o movimento missionário e intercessório, cujas fronteiras querem ser o mapa do coração de Deus”.

A liturgia do culto, elaborada por Clemir Fernandes, um dos líderes da RENAS e pastor de uma igreja batista na periferia carioca, foi subindo vários degraus -- unidade no louvor, unidade no arrependimento, unidade no testemunho, unidade na proclamação, unidade na eucaristia e unidade na graça e no cumprimento da missão. Os elementos da Santa Ceia foram oferecidos por dois bispos, Nelson Leite (da Igreja Metodista) e Walter McAlister (da Igreja de Nova Vida), e entregues aos fiéis por irmãos e irmãs de diferentes regiões e denominações do Brasil.

E assim nasceu a Aliança. Nasceu um mês antes do novo ano; nasceu em São Paulo, mas não é paulistana. Nasceu sem trombone, sem holofotes, sem prosopopeias; com muito cuidado, com ofuscação de nomes, exceto o nome do Senhor. Steuernagel quase assustou a todos quando disse que a Aliança nasceu para morrer -- naquele sentido dado por Jesus: “Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto” (Jo 12.24). De fato, a nossa Aliança nasceu para morrer, e morrer para viver!

Os seguintes documentos podem ser encontrados no site www.aliancaevangelica.org.br:
• Como chegamos até aqui
• Termo de pré-adesão
• Carta de princípios e diretrizes
• A sustentabilidade da Aliança




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