Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Especial — -

A gritaria dos preocupados: prenúncios de uma reforma interna

Pastor metodista questiona o rigor da estrutura eclesiástica
J. C. Peres, pastor da Igreja Metodista de Tucuruvi, pergunta: “Somos ou não somos de certo modo prisioneiros de nossa estrutura eclesiástica?”. Ele sugere que, de alguma forma, os presbiterianos são muito dependentes de Calvino; os metodistas, de Wesley; os luteranos, de Lutero; e assim por diante. Seu artigo “O sonho da independência”, publicado no “Expositor Cristão”, baseia-se na exortação de Paulo aos Gálatas: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão” (Gl 5.1). Na democracia, lembra Peres, “escolhemos quem querem que escolhamos e não quem gostaríamos de escolher, pois não temos opção daquilo que se apresenta”.

O desabafo do pastor metodista é edificante: “Quero viver minha fé de modo simples. Quero crer que Cristo morreu na cruz do Calvário para que eu pudesse viver a sua vida. Quero crer que ele me enviou o Espírito Santo e que o Espírito habita em mim. Quero fazer jejum e oração em qualquer intensidade, conforme o chamado de Deus para minha vida. Quero dizer que Cristo é Senhor da minha vida e procurar viver como ele gostaria que eu vivesse. Quero essas e outras coisas em minha vida sem ter de dar satisfação a Calvino, Lutero, Wesley ou qualquer outro fundador da igreja. Quero viver essas coisas da fé porque sou livre, liberto por Jesus Cristo para viver a plenitude da fé”.

Pastor batista queixa-se dos cristãos insuportavelmente espirituais
Renato Cordeiro de Souza, pastor da Primeira Igreja Batista de Teresópolis, RJ, não se queixa da estrutura eclesiástica, mas dos “cristãos insuportavelmente espirituais”: “Tenho muito receio da espiritualidade de gabinete, de púlpito e de reuniões da igreja. Desconfio da espiritualidade com hora e lugar marcados. O sujeito começa a ficar santo assim que entra no templo. Esse geralmente cria muita encrenca longe da igreja”.

“Duvido muito da espiritualidade constituída de frases feitas e chavões evangélicos. Assim, o ‘pastor espiritual’ tem de iniciar o culto dizendo ‘que a graça e a paz do Senhor sejam com todos!’. Se não disser isso, ou algo parecido, muitos crentes acham que ele vive sem unção”. “Não me sinto à vontade com gente tão especial que só sabe conversar sobre Deus, igreja, culto, céu e pecado. Desconfio do crente muito sério, que nunca ri, que nunca confessa pecados e em quem tudo é certinho.”

“Tenho aversão a crentes espirituais que colocam seus diversos títulos à frente. Ele é PhD, doutor, mestre, professor etc. Ele é mais conhecido por seus títulos do que por sua vida.”

Pastor luterano abomina a tarefa inglória de arrancar o joio antes do tempo
“A grande missão da igreja”, declara Marcos Schmidt, pastor da Igreja Evangélica Luterana do Brasil em Novo Hamburgo, RS, “sempre será semear e não ceifar, evangelizar e não moralizar”. Ele lembra as palavras enfáticas de Jesus Cristo na parábola do trigo e do joio: “Quem semeia a boa semente é o Filho do Homem. O terreno é o mundo, a boa semente são as pessoas que pertencem ao reino, o joio são os que pertencem ao Maligno, o inimigo é o próprio Diabo, a colheita é o fim dos tempos, e os que fazem a colheita são os anjos” (Mt 13.37-39).

Para Marcos Schmidt, “basta ao discípulo ser a boa semente que germine, cresça e fortifique. Deixem que os anjos separem o joio do trigo e façam a colheita”.
Assim como George W. Bush cometeu o erro de invadir o Iraque na tentativa de arrancar o joio, provocando, em sete anos de guerra, a morte de 100 mil civis, 13 mil soldados iraquianos, 4.446 soldados americanos, 40 mil feridos e a própria expansão terrorista dos extremistas muçulmanos -- qualquer empreitada para separar o joio do trigo sempre será, mais cedo ou mais tarde, uma infeliz empreitada.

Marcos tem certeza de que aquele pastor norte-americano que quase queimou o Alcorão estava tentando separar o joio do trigo. No site da igreja desse pastor afirma-se: “Devemos nos levantar contra o pecado e chamar as pessoas ao arrependimento. O aborto é um homicídio, a homossexualidade é um pecado”. “Isso que pregam está na Bíblia e é a mais pura verdade”, considera o pastor luterano brasileiro. “No entanto, há um problema: a forma como enunciam transforma o evangelho em mentira.”

Em seu feliz artigo publicado no “Mensageiro Luterano”, Marcos declara que desobedecer ao imperativo da parábola de Jesus “é arrancar o trigo em vez de colhê-lo, é semear o ódio no lugar do amor, a injustiça no lugar da justiça, a lei no lugar do evangelho”. Ele acrescenta na última linha: “É voltar para casa igual aos soldados que estão saindo do Iraque”.

Teólogo latino-americano critica a ênfase demasiada no crescimento numérico da igreja
René Padilla, teólogo equatoriano radicado na Argentina e porta-voz da missão integral, chama de problema fundamental das igrejas a ênfase exagerada no crescimento numérico. “Em nome dele, o evangelho é diluído, os cultos são transformados em entretenimento e o mandamento de Jesus sobre fazer discípulos é substituído por uma estratégia de alistar o maior número possível de ‘convertidos’ às fileiras das instituições religiosas.”

Em suas viagens, Padilla tem visto “um número enorme de megaigrejas com altas taxas de crescimento numérico, mas com baixo grau de preocupação com a fidelidade ao evangelho completo e às dimensões éticas do discipulado na vida como um todo”.
A partir da perspectiva do Pacto de Lausanne, elaborado pelo 1º Congresso de Evangelização Mundial, realizado na Suíça, em 1974, e recentemente reafirmado no 3º Congresso, na África do Sul, “a missão da Igreja não deve ser reduzida à proclamação oral do evangelho, pois evangelismo e envolvimento sociopolítico são ambos parte de nossa responsabilidade cristã -- e a tradicional dicotomia entre evangelismo e responsabilidade social é, assim, praticamente descartada”.

Bispo metodista da Malásia acha estranho o desequilíbrio entre o natural e o sobrenatural
Por ter crescido num contexto em que os espíritos ancestrais, os poderes demoníacos, os deuses e os milagres eram característicos de sua religiosidade oriental, o bispo Hwa Yung, da Igreja Metodista da Malásia, por pressão do secularismo, quase abriu mão do elemento sobrenatural do evangelho. Ele cita o especialista em história da religião Philip Jenkins, segundo o qual a profecia, a fé curadora, o exorcismo e as visões fazem parte da realidade de boa parte das igrejas recentemente surgidas na África, na Ásia e na América Latina. Naturalmente, nem tudo o que acontece é sobrenatural, mas alguns desses elementos o são.

No artigo intitulado “Resgate do sobrenatural”, publicado primeiramente na revista americana “Christianity Today” e depois em sua congênere brasileira (“Cristianismo Hoje”), o bispo Yung diz que “a maior parte dos liberais nega o sobrenatural, tanto na Bíblia como no presente”. Por outro lado, os não-liberais costumam defender com unhas e dentes a presença do miraculoso nas Escrituras, mas raramente associando-a com a vida real.

Essa relutância em admitir o sobrenatural no que diz respeito à atividade satânica não ajuda aos que ministram “àqueles que estão endemoninhados ou debaixo de amarras espirituais”. Outro problema, acrescenta o bispo malasiano, “é que os cristãos ocidentais frequentemente falham em acomodar as manifestações sobrenaturais do Espírito Santo e sua estrutura teológica”.

Para Hwa Yung, “a reforma do século 21 buscará reinserir o sobrenatural no coração do cristianismo [e] isso vai resultar não apenas numa teologia bíblica mais saudável, mas também numa igreja missional mais poderosa”.

Pastor assembleiano receia que a maior denominação evangélica brasileira deixe de ser Assembleia de Deus e se torne Assembleia dos Homens
Pode ser que o pastor assembleiano e professor universitário Nelson Gervoni, membro do Movimento Evangélico Progressista (MEP), em Campinas, SP, esteja exagerando. Porém, algo do que ele diz cheira à verdade.

Para Nelson, a Assembleia de Deus perdeu sua característica de comunidade simples e tornou-se uma das denominações mais ricas do Brasil. Em geral, os pastores-presidentes regionais e distritais recebem um salário muito alto, enquanto os pastores simples das periferias experimentam provações e apuros financeiros.

Outra coisa que preocupa o professor de Campinas é a hereditariedade do poder nas esferas regionais. Via de regra, não poucos líderes são substituídos pelos filhos. Nelson calcula que esse problema, juntamente com a centralização econômica e a falta de transparência financeira, “são próprios das instituições contaminadas pelo abuso de poder, pela ganância, pelo nepotismo etc.”. Trata-se “de um quadro muito comum nas esferas da política partidária”. E, como um abismo chama outro abismo (Sl 42.7), por meio de sua atuação político-partidária, o casamento entre a Igreja e o Estado torna-se responsável pelo apodrecimento da fé.

Segundo Nelson Gervoni, seu avô já dizia que, “quando a Assembleia era de Deus, isso não acontecia”. Tais coisas só acontecem quando os homens se juntam e tomam de Deus a Assembleia de Deus! Apesar de tudo, Nelson não é pessimista: “Não chego a afirmar que a Assembleia não é de Deus, pois ainda há um povo caminhante que serve a Deus com sinceridade e aguarda a volta de seu Redentor”.

Pastor presbiteriano renovado denuncia a desordem pentecostal
Sérgio Dário C. Silva, do Seminário Presbiteriano Renovado de Anápolis, GO, denuncia a falta de seriedade no trato do sagrado: “Hoje é comum vermos ministros e líderes eclesiásticos lidando com o sagrado de forma irresponsável. Alguns usam o seu ofício para extorquir os fiéis, manipular as pessoas e ameaçá-las em nome de Deus. Há pregadores que profanam a mensagem do santo evangelho de Cristo, adequando-o aos seus interesses corruptos, visando à autopromoção. Pastores que usam a fé dos simples irmãos para escravizá-los, pois estão apenas preocupados em saqueá-los e despojá-los para manter seus gastos pessoais. Ministros que transgridem as leis divinas e induzem outros a fazer o mesmo. Líderes que brincam com o espiritual, com os dons e com as Escrituras, que forçam a Bíblia a dizer aquilo que eles querem. Pastores que ignoram princípios ético-morais básicos, essenciais e indispensáveis à prática ministerial, manipulam os liderados e estão dispostos a negociar tudo, desde que alcancem seus alvos egocêntricos”.

Sérgio termina o seu discurso com um daqueles gritos reformadores: “Que Deus tenha misericórdia dos ministros do século 21!”.

Fontes
• Expositor Cristão (9/2010)
• O Batista Mineiro (9/2010)
• Jornal Igreja Nova (4-7/2010)
• Aleluia (9/2010)
• Cristianismo Hoje (9/2010)
• Mensageiro Luterano (10/2010)
• Adital (10/2010)




Assine Ultimato. Receba a sua revista em casa e leia primeiro também a edição online.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.