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Seções — Abertura

Caim e a neurocientista do Alabama

É impossível entender. Uma doutora em genética pela Universidade de Harvard, 44 anos, casada, três filhos, só porque não foi promovida ao cargo de professora titular da Universidade do Alabama, abre a bolsa, apanha uma arma e atira em seis de seus colegas, matando três deles. A tragédia aconteceu durante uma reunião de professores de biologia -- a ciência da vida -- no dia 12 de fevereiro de 2010.

Nenhuma resposta, seja da psicologia, psiquiatria, antropologia, sociologia e outras ciências, satisfaz plenamente a sede de explicação que o acontecimento exige. Outros dramas históricos e frequentes, como a guerra, o terrorismo, o narcotráfico, a opressão dos poderosos (palavra usada no cântico de Maria) contra os mais fracos, os terremotos e os tsunamis, também ficam sem resposta adequada. A não ser que se recorra à Bíblia, à tradição judaico-cristã. Porém exatamente os intelectuais oferecem resistência à explicação teológica da questão. E ela é formidável.

Imediatamente após a queda, o Criador decretou: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15). A guerra entre Deus e o Maligno, entre o bem e o mal, entre os seres humanos e a serpente foi deflagrada nesse dia e continua até hoje.

Na página seguinte do livro de Gênesis, lê-se que uma pessoa foi tomada de inveja por outra, que a inveja levou à ira e esta, ao crime. O que aconteceu na ocasião foi mais hediondo do que o crime cometido no Alabama. O assassino e a vítima eram filhos do mesmo pai e da mesma mãe. Trata-se de uma tragédia dupla, pois a morte de Abel foi a estreia da morte e o primeiro morto não morreu por causa de uma doença ou de um acidente, mas por causa da violência de Caim (Gn 4.1-8).

A maior parte das versões usa a palavra “inimizade”; outras preferem a palavra “hostilidade” (BJ, TEB, EP), e a Edição Pastoral Catequética emprega a palavra “ódio”. Seja qual for a tradução, o embate foi declarado (Gn 3.15) e inaugurado (Gn 4.8) logo no início da história da humanidade.

O antagonismo entre os seres humanos e o que a serpente significa acontece na superfície e no mais íntimo de qualquer ser humano, em qualquer tempo (a guerra entre o amor e o ódio, entre o escrúpulo e o desejo maligno, entre a voz da consciência e os reclames do mal, entre a educação e o instinto, entre a sensatez e a loucura, entre a carne e o Espírito). Esse conflito é a principal matéria da mídia. Está nos livros de ficção e de história. É o dia-a-dia de toda sociedade.

Nessa guerra, a serpente fere o calcanhar do descendente da mulher (é bom lembrar que os pés e as mãos de Jesus foram perfurados pelos cravos da crucificação, Sl 22.16) e o descendente da mulher fere a cabeça da serpente (é bom lembrar a promessa de que o Deus da paz esmagará Satanás debaixo dos nossos pés, Rm 16.20).

Além de explicar o drama do fracasso e do sofrimento humano, o decreto do Criador (“Porei inimizade entre a serpente e a mulher”) é o primeiro clarão da vitória de Jesus sobre a serpente, sobre as potestades do ar, sobre a violência, sobre a opressão, sobre a dor, sobre a doença, sobre a morte e seu irmão gêmeo, o pecado. Na plenitude desse clarão veremos a redenção de toda a criação -- os novos céus e nova terra!

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