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Todos de comum acordo: o alemão Joseph Ratzinger, o americano Billy Graham e o inglês John Stott

Em 10 de maio de 2007, quinta-feira, cerca de 40 mil jovens católicos encaminhados por 204 dioceses do Brasil e de outros países, encheram o Estádio do Pacaembu, em São Paulo, SP, para ouvir o alemão Joseph Ratzinger falar, entre outras coisas, sobre a obrigação de preservar a castidade fora e dentro do casamento. 

Embora a mídia e muita gente tenha ridicularizado o discurso dito ultrapassado do papa, os protestantes não podem deixá-lo sozinho nessa arena, porque nós temos feito o mesmo discurso, pela simples razão de que esse é o ensino das Escrituras tanto no Antigo como no Novo Testamento. 

Perante uma multidão reunida no Madison Square Garden, em Nova York, no dia 19 de junho de 1969, o conhecido pregador americano Billy Graham, no auge de sua carreira, declarou enfaticamente: “Ninguém pode seguir a Cristo e ter relações sexuais fora do casamento” (O Desafio, p. 120). 

Em seu livro Cristianismo Básico, que acaba de ser reeditado no Brasil, o inglês John Stott, o mais lido teólogo evangélico da atualidade, não esconde da sociedade permissiva no meio da qual vivemos que o “Não adulterarás” do Decálogo, “diz respeito a qualquer tipo de relacionamento sexual fora do casamento” (p. 88). 

Todavia, o discurso contra a imoralidade sexual perde a sua clareza e o seu poder quando não é acompanhado de outros discursos. O jesuíta Thomas Rausch, professor de teologia na Loyola Marymount University, em Los Angeles, nos Estados Unidos, dedica um capítulo inteiro de seu livro O Catolicismo na Aurora do Terceiro Milênio a esse sério problema. O autor coloca no mesmo nível de importância a moralidade sexual e a justiça social. “O discipulado cristão”, lembra Rausch, “deve moldar tanto nossa vida interpessoal como nossa vida social. A moralidade sexual refere-se à expressão apropriada do impulso por intimidade, amor e procriação, que desempenham um papel tão importante em nossas relações interpessoais. A justiça social descreve o que acontece quando nossas sociedades são organizadas de tal forma que cada pessoa seja respeitada e todas possam participar da vida social, política e econômica da comunidade” (p. 175). Católicos e protestantes de vez em quando cometem essa grave incoerência de omitir um dos discursos em benefício do outro. 

Quem tem o hábito de ler a coluna Sexo & Saúde que o médico Jairo Bouer mantém na Folhateen agradece a Deus pelas pessoas que falam e escrevem contra a desastrosa promiscuidade sexual com autoridade e amor. Porque a coluna mostra que a idade dos adolescentes que se iniciam prematuramente na vida sexual está diminuindo cada vez mais e o número deles está aumentando cada vez mais. As consultas que eles fazem ao dr. Bouer mostram que a maior parte dos adolescentes e jovens não estão se saindo bem na vida sexual. 

Outra coisa que prejudica o discurso sobre a castidade é a má vontade contra o sexo, o preconceito que relaciona a atividade sexual exclusivamente com a procriação, proibindo qualquer tipo de contracepção. Os jovens (e os adultos) têm a impressão de que a Igreja Católica apenas tolera o sexo, mesmo dentro dos compromissos matrimoniais, o que não é bíblico. Em benefício do seu discurso sobre a moralidade sexual, a Igreja Católica precisa rever a sua posição quanto aos preservativos. 

Todos sabemos que a melhor prevenção contra a promiscuidade, a aids e as doenças sexualmente transmissíveis é mesmo a prática sexual entre marido e mulher, sendo fiéis um ao outro. Mas a maioria dos adolescentes, dos jovens e dos adultos (solteiros ou casados) tem uma cultura diferente e não se submete aos padrões cristãos da moralidade sexual. O uso da camisinha por parte desses de forma alguma seria um pecado a mais. Quem se rebela contra Deus precisa de camisinha para não engravidar adolescentes que vão abortar ou criar seus bebês sem a presença indispensável do pai. Quem se rebela contra Deus precisa de camisinha para não ser contaminado nem contaminar outros. Além do mais, não é pecado programar o número de filhos, e um dos métodos anticoncepcionais, ao lado da pílula e da vasectomia, é o preservativo. Pecado é o aborto. 

Em entrevista a Ultimato, a ugandense Stella Joy Kasirye declarou o seguinte: “Como assistente social e como cristã, acredito que a minha responsabilidade vai além de assegurar que as pessoas sejam salvas e herdem a vida eterna. Acredito que tenho a responsabilidade de promover a vida, mesmo entre aqueles que rejeitam a mensagem da salvação e os valores morais cristãos. Apesar de não apoiar a distribuição indiscriminada de camisinha, especialmente entre os jovens, não concordo com o ponto de vista extremista de que se deve eliminar a camisinha da luta contra a aids” (Jan./fev. 2006, p. 37).

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