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Maria: sustentáculo ou obstáculo?

No início do ano, Dom Cláudio Hummes, ex-arcebispo de São Paulo e atual prefeito da Congregação para o Clero, em Roma, chamou atenção para o fato de que “os católicos não foram capazes de conduzir até Jesus Cristo aqueles que batizaram” (Folha de São Paulo, 09/02/07, A7). Esse é um reconhecimento de suma importância. Levado a sério pelos bispos, pelo clero e pelos fiéis mais zelosos há de render alguma coisa muito boa para o reino de Deus. 

Acrescente-se a isso a declaração do cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, em entrevista à Rádio Vaticano e à Folha de São Paulo (06/05/07, A11): “O papa coloca e pretende colocar no coração das pessoas, antes de tudo, o amor apaixonado por Cristo, e espera que os bispos e pastores da igreja reunidos em Aparecida coloquem, da mesma forma, no coração das pessoas, antes de tudo, o amor apaixonado por Cristo, único e universal Salvador do mundo”. 

Católicos nominais, como quaisquer protestantes nominais, são aqueles que conservam apenas a tradição religiosa da família e da pátria e valorizam de algum modo o batismo recebido na infância. Não têm fé nem certezas, não têm conhecimento profundo de Jesus nem qualquer compromisso pessoal com o Senhor, não têm comunhão com Deus nem esperança escatológica. Eles não entendem nada da divindade de Jesus nem de sua morte vicária. Em termos mais exatos, apesar de sermos o maior continente católico do mundo, somos um vastíssimo campo missionário e temos obrigação de cumprir a grande comissão de Jesus: “Ide e evangelizai os batizados” (na versão do leigo católico mexicano José H. Prado Flores). O sociólogo francês Roger Bastide (1898-1974), um dos primeiros professores da Universidade de São Paulo, autor de O Candomblé da Bahia, deixou muito claro que “os brasileiros, em sua grande maioria, são apenas cristãos batizados, mais ou menos honestos, com algumas superstições cristãs”. 

A Igreja Católica tem perdido seus fiéis em grande parte porque são os protestantes que estão pregando o evangelho (nem sempre desacompanhado de algumas coisas estranhas), e não os católicos. 

Alguma coisa tem que mudar em Aparecida e em todo o Brasil, se a Igreja Católica pretende mesmo conduzir os batizados até Cristo (proposta do cardeal Hummes) e colocar no coração deles o amor apaixonado por Cristo, único e universal Salvador do mundo (proposta do papa Bento XVI). Temos que mudar a estratégia e transferir o foco da evangelização de Maria para Jesus, sem depreciar a virtude e o envolvimento dela no que diz respeito à perfeita humanidade de Jesus. 

O padre brasileiro Júlio João Brustolini, um dos 64 redentoristas da Arquidiocese de Aparecida, com 81 anos a serem completados em julho de 2007, na introdução de História de Nossa Senhora Aparecida (5ª edição), afirma que “a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida é parte integrante da religiosidade popular brasileira, e seu principal sustentáculo”. Ele entende que “com Maria de Nazaré ao nosso lado, fica bem mais fácil chegar até Jesus [e] seguir seus passos”. Mas não é isso que tem acontecido. O povo se aproxima de Maria e nela fica, não chegando plenamente a Jesus. O amor apaixonante que está dentro da população é mais por Maria do que por Jesus. A intensa e notória devoção mariana comprova esse fato. O que nos leva a entender que a Agraciada não pode ser chamada de sustentáculo, mas, nesse caso, de obstáculo.

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