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Capa

Frente e verso

Um cartão com foto do papa Bento XVI foi distribuído na recepção da sala de imprensa do Santuário de Aparecida, próximo ao auditório onde se reunia a V Conferência Episcopal Latino-americana e Caribenha, em maio de 2007. No verso da foto havia uma oração dirigida a Jesus Cristo na qual o orante assumia o seguinte compromisso: “Ó Jesus, Rei e Senhor da Igreja: renovo, na vossa presença, a minha adesão incondicional ao vosso vigário na terra, o Papa”. Mais na frente, muito provavelmente tendo em vista a reunião do episcopado, o mesmo orante suplicava: “Aplacai os ventos erosivos da infidelidade e da desobediência, e concedei que, em torno a ele [o papa], a vossa igreja se conserve unida, firme na fé e nas obras, e seja instrumento da vossa redenção”. 

Embora a oração fosse dirigida a Jesus, Rei e Senhor da Igreja, a “adesão incondicional” era prometida não a Jesus, mas ao seu vigário na terra, o papa. O Salvador e Senhor perdeu espaço para o personagem da fotografia, não necessariamente por causa dele, mas por causa da força de um equívoco tanto do povo como das autoridades eclesiásticas. Uma oração como essa é indesculpável, considerando a proeminência absoluta de Jesus Cristo, a quem Deus “exaltou à mais alta posição e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai” (Fp 2.9-11). 

Em última análise, o que dificulta ou impede o livre curso de qualquer mudança estrutural é a autoridade demasiada atribuída ao papa desde a promulgação do dogma da infabilidade, decretado pelo Concílio Vaticano I, 1870 anos depois de Cristo, sob intensa pressão pessoal de Pio IX, cujo pontificado até agora foi o mais longo da história (de 1846 a 1878). O dogma da infabilidade não dá margem a equívocos e amarra tudo de tal modo que não se pode voltar atrás em algum decreto não muito sábio ou que perdeu o seu valor. Diz-se por meio dele: “O papa é capacitado por Deus a expressar infalivelmente o que a Igreja deve crer, quanto às questões de fé e moral, quando fala na sua capacidade de ‘vigário de Cristo na terra’ ou ex cathedra” (Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. v. II. p. 330). 

Sob a força desse dogma, Paulo jamais poderia ter enfrentado Pedro (tido como o primeiro papa) abertamente em Antioquia, quando este se tornou censurável, e muito menos trazer a público este episódio: “Quando vi que [os outros judeus cristãos] não agiam retamente segundo a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, que és judeu, vives de modo pagão, como obrigas os pagãos a viver como judeus?” (Gl 2.14, BP). 

Coincidentemente, foi o papa Pio IX que abriu as portas de todo o mundo ocidental para as devoções marianas mais intensas, por meio do dogma da Imaculada Concepção da Santíssima Virgem, em 8 de dezembro de 1854, segundo o qual Maria teria sido concebida sem o pecado original.

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