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Notícias — Notícias

O Fórum Social dos irmãos esquecidos
Ele é cristão e ganha 2.000 shillings por mês, ou seja, quase 600 reais, para trabalhar numa lavanderia no centro da cidade. Mora num barraco de pouco mais de cinco metros quadrados. Está ali, no meio da turba. Gente cantando, de camisetas coloridas, cartazes contra um tal de Bush. Curioso. De repente um morador da favela do Kibera, Simon Mbali, de 29 anos, me veio à mente na hora de escrever um artigo sobre o Fórum Social Mundial em Nairóbi. Conheci Mbali na marcha de abertura do evento, que começou naquela favela e terminou em um parque público. Ele me contou que seu maior sonho era ter um banheiro em casa. 

Não sei bem se ele tinha idéia do que era o fórum, que se encerrou no último dia 25 de janeiro. Estava ali, de bobeira. Acredito que muitos dos engajados da marcha não tinham claro o objetivo do evento, que nasceu em 2001 para ser um espaço democrático de debate de idéias e um contraponto ao encontro dos países mais ricos do planeta em Davos. 

Bom, a primeira missão foi cumprida em Nairóbi e é interessante notar o quanto o FSM influiu no aperfeiçoamento de organizações como o Instituto Valores, um grupo de irmãos em Cristo com quem compartilhei esse tempo no Quênia. Já o tal do contraponto, não sei. A mídia minguou no evento e há quem diga que o motivo seja a subserviência ao grande capital. Mas eu desconfio que as propostas que sobreponham o encontro na cidade suíça também minguaram. 

Mbali foi para mim a imagem desse fórum por outro motivo. Ele é irmão como a maioria em Kibera, a favela queniana tão bem retratada no filme O Jardineiro Fiel, do nosso Fernando Meirelles. Talvez por isso, esse tenha sido para mim um dos fóruns de maior público evangélico. Em um domingo, assisti a um culto numa igrejinha de madeira, escura, entre as muitas que existem lá, inclusive filiais de impérios eclesiásticos brasileiros, nosso mais novo produto de exportação. Ainda guardo na memória a oração que recebi de um irmão, mão imposta sobre a minha cabeça. Um tesouro que trouxe de Kibera. 

Saí de Nairóbi com a impressão de ter subido num trem com muitos passageiros, numa viagem a um lugar esquecido, com gente esquecida, com crianças sem infância, sem cor, pouca luz. Um lugar que engole o tempo, as oportunidades, a alegria de viver. A mim, em especial, mais que a pobreza, o que me perturbou na África foi o esquecimento. E o simples fato de o FSM ter escolhido este lugar para realizar a sua marcha já significou e re-significou tudo. 


• Carlos Bezerra Jr. é pastor da Comunidade da Graça, médico e vereador de São Paulo em 2º mandato. É o líder da bancada do PSDB na Câmara. Participou do Fórum Social Mundial 2007 como palestrante, e os temas de sua preleção foram violência contra criança e abuso sexual infantil 

Visite o blog de Carlos Bezerra Jr. Criado especialmente para o Fórum Social Mundial, a página traz os diários do vereador escritos durante a viagem pelo Quênia e suas impressões sobre o povo, as condições sociais, o Fórum e a Igreja africana. Acesse e deixe seu comentário.


Dez dias de oração ininterrupta
A Campanha Mundial de Oração é um movimento iniciado na Cidade do Cabo, na África do Sul, há apenas seis anos. De lá se espalhou para várias outras cidades do continente africano e, a partir de 2004, começou a alcançar os demais continentes. O número de países participantes passou de 56 para 156 em 2005 e para 190 em 2006. Calcula-se que 205 das 223 nações reconhecidas oficialmente pela ONU participarão desse esforço especial de oração de 17 a 27 de maio de 2007. O projeto prevê orações ininterruptas nos dez dias entre a comemoração da ressurreição do Senhor e a da descida do Espírito Santo (dia de Pentecostes). O propósito da Campanha Mundial de Oração (CMO) é alcançar a graça e a misericórdia de Deus por meio da confissão honesta de pecado e da oração humilde, frente à situação decadente da igreja visível e aos tremendos desafios do mundo moderno. No Brasil, o objetivo da campanha é chegar aos mais de 5 mil municípios do país. No site da Campanha Mundial de Oração (www.cmo.org.br) há orientações para que o evento seja um sucesso no Brasil. A leitura do capítulo 2 de Habacuque será de grande valia nesse esforço globalizado de oração.


COMIBAM III reúne 3 mil pessoas em Granada
O 3º Congresso Missionário Ibero-Americano reuniu-se de 13 a 17 de novembro de 2006 em Granada, Espanha, uma cidade com belos prédios da Idade Média, cercada por montanhas. Entre os quase 3 mil participantes de vários países e continentes, a delegação brasileira era composta de 250 pessoas, além de outros quase cinqüenta brasileiros representando Portugal. 

Com o tema “Que o movimento ibero-americano se reúna para examinar, melhorar e multiplicar os frutos entre os não-alcançados”, um dos principais objetivos do congresso era a troca de experiência dos que servem no campo, para que todos tivessem lições objetivas sobre o processo missionário. Trezentos missionários convidados participaram do congresso sem precisar arcar com despesa alguma. Em cada manhã um missionário falava de sua experiência, com testemunho e avaliação de como estamos fazendo missão. Em seguida havia mesas-redondas dirigidas por líderes experientes, com entrevistas de três missionários de campos semelhantes e dois líderes de agências. 

O COMIBAM realizou uma pesquisa entre 428 missionários. Alguns resultados são preocupantes: 1) antes de ir ao campo 90% dos missionários mantinham uma disciplina espiritual, e após chegar ao campo 41% tinham dificuldade em mantê-la; 2) apenas um terço dos missionários recebeu apoio das igrejas para seus estudos; 3) dois terços dos missionários têm dificuldade em comunicar o evangelho na língua do povo a quem servem; 4) em momentos de crise, 66% dos entrevistados sentem liberdade para buscar ajuda de colegas próximos, mas um terço dos missionários não sabe onde procurar ajuda; 5) a metade dos missionários não tira férias. 

Na mensagem de abertura, intitulada “Missões aos pés da cruz”, o dr. David Ruiz, presidente do COMIBAM, desafiou os participantes a considerar temas como opressão, perseguição, pobreza e sofrimento como desafios da obra missionária. Falou sobre o dever de se pregar sobre o sofrimento como conseqüência de ser luz num mundo em trevas, bem como sobre a necessidade de se desafiar os crentes a dar e dar-se até as últimas conseqüências para se alcançar o último povo da terra. 


Tonica van der Meer é membro do Transitional International Council e diretora do Centro Evangélico de Missões (CEM)

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