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Capa

Não há substituto para o Substituto

O artigo de capa da revista evangélica norte-americana Christianity Today de maio de 2006 tem o sugestivo título No substitute for the substitute (Não há substituto para o substituto). Escrito por Mark Dever, pastor titular da Igreja Batista de Capitol Hill, em Washington, e diretor executivo da 9 Marks, um ministério para pastores e igrejas, a matéria ocupa cinco páginas e meia na tentativa de recuperar a essência do cristianismo, que é a doutrina do sacrifício vicário de Jesus Cristo. Logo no início o autor chama atenção para o fato de que “mais e mais evangélicos acreditam que a morte expiatória de Cristo não é senão uma criação grosseira da imaginação medieval”. 

Mark Dever explica que é essa doutrina que diferencia o cristianismo do judaísmo e do islamismo. Para deixar escapar pelos dedos a obra vicária de Cristo, obrigamo-nos a substituir nosso precioso e antigo símbolo da fé, a cruz, por outro qualquer que não nos faça lembrar do significado profundo e misterioso do que aconteceu na tarde da sexta-feira da paixão. 

“Desde os primórdios”, declara Dever, “a expiação feita por Cristo é a própria esperança para os cristãos — para seus pecados e suas dores. Se temos certeza da salvação, isto se deve à expiação feita por Cristo na cruz. A expiação nos protege da tendência humana de trocar religião por moralidade, graça de Deus por legalismo. Sem a expiação na cruz, seríamos culpados e envergonhados para sempre”. 

O estilo de Mark Dever é diferente do estilo de Martinho Lutero, mas não menos objetivo. Os tempos também são diferentes. Todavia, o que Lutero escreveu e pregou sobre o mesmo assunto é impressionante. Depois de denunciar aqueles que “enchem livros inteiros de baboseiras e poluem todas as igrejas com essa conversa fiada e inútil”, Lutero declara: “O ponto principal do evangelho e o seu fundamento é acolher e reconhecer Cristo como dádiva e presente que nos foi dado pessoalmente por Deus. 

Isso é anterior à resolução do tomar Cristo como exemplo de sofrimento e de vida”.1 “Fora de Cristo”, completa o reformador do século 16, “todo mundo se encontra em pecado, condenação e maldição, eles e tudo o que fazem e tudo o que sabem”.2

Lutero entendia que aquela fumaceira que, na visão de João, sai do inferno e escurece o sol e o céu (Ap 9.1-2), tem o preciso propósito de eclipsar a pessoa e a obra de Jesus Cristo.

Notas
1. Martinho Lutero. Martinho Lutero; obras selecionadas. v. 8. p. 173.
2. Idem. v. 6. p. 73.

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