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A teologia da prosperidade

Existe uma complexa relação entre a conversão à fé evangélica e a melhoria econômica. Alguns autores vêem nisso uma reedição da ligação entre a ética protestante e o desenvolvimento do capitalismo na Europa do século 17 (descrita cem anos atrás pelo famoso sociólogo Max Weber), mas a comparação não é exata. Os neopentecostais do Terceiro Mundo atuam na periferia do capitalismo global e não podem causar o mesmo efeito macroeconômico. 

Em todo caso, eles não costumam seguir a ética clássica do trabalho e o modelo de consumo frugal, se bem que talvez recebam algum impulso econômico graças a vários aspectos da sua fé (mais otimismo e confiança em si mesmo) e às habilidades aprendidas nas igrejas. Porém o progresso econômico costuma ser modesto: passar da indigência completa a uma pobreza digna. Como, entre outras coisas, trabalhar duro e outras virtudes econômicas têm pouca recompensa na maior parte do sul global, em alguns casos há muitos seguidores das igrejas e dos pregadores da teologia da prosperidade, uma inovação recente, que não tinha aparecido antes dos anos 80. 

Apesar de sua origem norte-americana, têm aparecido versões africanas, latino-americanas e coreanas. A teologia da prosperidade se baseia na idéia de que Deus quer que todo o seu povo desfrute de prosperidade. E se os crentes tiverem fé suficiente para reclamar o que deveria lhes pertencer, e demonstrarem essa fé com doações generosas a Deus, ele as devolverá com juros. E já que “fazer doações a Deus” é interpretado como fazê-las à igreja, a teologia da prosperidade se converte em uma ideologia muito prática para criar instituições eclesiásticas que podem se permitir investimentos vultosos (nos meios de comunicação eletrônicos, por exemplo) e que seus líderes levem vidas opulentas. A teologia da prosperidade, no entanto, se limita a determinados setores, e é objeto de crítica de muitos setores evangélicos mais importantes, que a consideram teologicamente incorreta, moralmente condenável e psicologicamente prejudicial. Do ponto de vista sociológico, deve-se distinguir entre seus transmissores, cuja exploração da situação de necessidade dos desesperados traz pouco ou nenhum benefício para estes (porém garante a prosperidade dos pastores), e os fiéis, que não são incautos indefesos, mas gente necessitada que divide suas apostas entre várias opções. 

Há outra dimensão econômica. Em alguns países, como o Brasil, a presença evangélica vai muito além dos templos e abrange um grande número de produtos religiosos (CD’s, fitas de vídeo e áudio, livros, revistas, presentes) que ajudam a criar uma subcultura evangélica, um ambiente protetor que cerca os crentes até em sua vida diária. A indústria musical evangélica é especialmente grande, e seus produtos podem ser ouvidos dia e noite nas numerosas emissoras de rádio evangélicas.

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