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Quando o clima de decepção pode abrir portas para uma revolução religiosa

Por mais dolorosa que seja, a decepção total e globalizada tem poder terapêutico. Ela é capaz de recolocar o ser humano na posição anterior, escandalosamente perdida.
Há dois discursos solenes e convincentes que demonstram esse fato nas Sagradas Escrituras. Um, no Antigo e outro, no Novo Testamento. 

Foram as duras e arrasadoras decepções vivenciadas pelo “filho de Davi, rei de Jerusalém” que o levaram ou nos levam à tese final: “Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem” (Ec 12. 13). O ser humano só volta a Deus quando tudo se quebra, quando não há mais nada para buscar, quando o alcançável não é tão apetitoso e seguro como se pensava, quando os grandes sonhos não passam de grandes miragens, quando a fábrica de ídolos acaba em falência absoluta e definitiva. No caso de Eclesiastes, as decepções foram com coisas lícitas porém supervalorizadas, isto é, transformadas em ídolos: a vaidade da sabedoria, a vaidade dos prazeres, a vaidade das realizações, a vaidade das propriedades, a vaidade das riquezas, a vaidade do trabalho, a vaidade do poder, a vaidade do dinheiro, a vaidade da vida, a vaidade total. Então, tudo “é correr atrás do vento” e “nada faz sentido”. 

Enquanto o discurso do Antigo Testamento ocupa um livro inteiro, Eclesiastes, atribuído a Salomão, o discurso do Novo Testamento ocupa dois terços do capítulo 15 do Evangelho de Lucas. Neste, trata-se de outra experiência amarga, a conhecida história do “filho pródigo”, aquele jovem que recebeu antecipadamente a herança paterna e saiu para uma terra distante, com a bolsa cheia de dinheiro e o coração sedento de aventuras novas e espetaculares. O rapaz rompeu com a cultura e a estrutura impostas e partiu para um estilo de vida diferente, livre de amarras comportamentais, sem vigilância e sem restrições. Jesus não gasta tempo com suas aventuras. Apenas conta que naquele lugar longínquo, ele “desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente” (Lc 15.14). A seguir, começou a se decepcionar com as garotas de programa, com o novo estilo de vida, com o valor do dinheiro, com a falta de acolhimento no país estranho, com o curso dos acontecimentos. O rapaz sentiu na pele o desmoronamento de tudo. Foi aí que ele iniciou o caminho de volta, disposto a confessar abertamente: “Pai, pequei contra o céu e contra ti” (Lc 15.19). 

O atual clima de decepção não abre portas apenas para o tumulto, o crime, os fundamentalismos, a guerrilha, o desespero, a anarquia e o caos total. Corretamente interpretado e aproveitado, esse desencanto pode abrir portas também para uma revolução de natureza religiosa.
Foi a muito demorada (mais de 300 anos) e escandalosa decepção com a igreja na Baixa Idade Média que provocou na primeira metade do século 16 a Reforma Protestante e a Contra-Reforma (católica). O mesmo pode acontecer hoje!

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