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Capa

A ciência está empurrando com a barriga o fim da terra e dos céus


Se o homem tem competência para inventar uma pequena cápsula que, depois de ingerida, é capaz de tirar 55 mil fotos de seu intestino delgado e enviá-las imediatamente para um aparelho colocado sobre o seu abdômen — por que não seria também capaz de impedir o fim da terra e dos céus? Se ele é capaz de remover as nuvens que escondiam os contornos da América do Sul em uma foto tirada do espaço, para enxergar com nitidez perfeita o continente — por que não seria também capaz de enfrentar com sucesso as ameaças de destruição que pairam sobre o planeta e sobre a humanidade? A questão é crucial.

Capaz ele é, já que o Criador concedeu ao ser humano capacidade e matéria-prima de sobra, antes da queda, e não retirou essas concessões depois da queda. Porém, a queda tornou irreversivelmente mau o homem inteligente e capaz. Enquanto alguns criam para reparar o mau uso das invenções, da ciência, dos avanços tecnológicos, e para melhorar a situação do homem no planeta (e fora dele), outros transformam o sucesso científico em desgraças e criam coisas para satisfazer seus instintos maus. Chega-se a pensar que, depois da queda, o Criador deveria ter voltado atrás na concessão de tão grande mordomia. Nesse caso, nem sequer teríamos ouvido falar em guerra nuclear. Mas, também, jamais teríamos a energia nuclear gerada pelos 437 reatores em funcionamento hoje ao redor do planeta. Temos capacidade tecnológica para desviar a rota do asteróide Apophis ou fazê-lo explodir antes da colisão com a Terra na Austrália daqui a 24 anos. Mas não temos a capacidade de impedir novos genocídios. (Nas contas de John Gray, da London School of Economics, “só de 1950 até hoje foram cerca de 20 grandes matanças, ao menos três delas — em Bangladesh, Camboja e Ruanda — com mais de 1 milhão de vítimas”.)

Ainda há vozes que anunciam o sucesso da ciência frente aos novos riscos de destruição global. Esses porta-vozes alegam que “em todos os tempos a inventividade humana derrotou os profetas do apocalipse” e dizem que “está nas mãos da atual geração manter essa formidável história de sucesso” (Veja, 12/10/2005, p. 94). Eles citam como exemplo o fracasso da profecia pessimista do economista inglês Thomas Robert Malthus de 1798 (Ensaio sobre o Princípio da População), reafirmada 170 anos depois pelo biólogo americano Paul Ehrlich (A Bomba Populacional), de que não haveria comida para todos com o assombroso crescimento da população. No entanto, as ciências agronômicas enfrentaram e continuam enfrentando os desafios apresentados no final do século 18 e em meados do século 20. Os profetas do otimismo afirmam sempre que os avanços científicos podem sepultar as previsões sombrias dos profetas do pessimismo.

Se a ciência não tivesse se divorciado da ética, haveria de fato, solução para todas as tragédias à vista. Melhor dizendo, se a ciência não tivesse se divorciado da ética, não haveria tragédia alguma à vista nem dentro do armário!

A única coisa que a ciência está fazendo, com admirável sucesso, é empurrar com a barriga por algum tempo o fim da terra e dos céus. Ela não ganhará a batalha!



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