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Lutero não transou com a ex-freira Catarina de Bora antes do casamento

No site de Caio Fábio está escrito: “Lutero fez voto de celibato. Quando se converteu à graça de Deus, quebrou o voto e começou a transar com aquela que seria sua futura esposa. Um de seus amigos escreveu-lhe pedindo que parasse. Lutero respondeu: ‘Não fiz outra coisa senão esperar até hoje. Agora, não esperarei mais. Quando der para casar, casarei. Mas não aguardarei cerimônias’.”

A verdade é outra. Embora o reformador alemão Martinho Lutero (1483-1546) fosse contrário ao celibato sacerdotal obrigatório e para toda a vida, e até recomendasse aos pastores que constituíssem família, ele mesmo, a princípio, não pensava em casamento. Foram seus amigos (exceto Filipe Melanchthon, no primeiro momento) que sugeriram que se casasse para quebrar o tabu e servir de exemplo. Lutero conheceu a ex-freira Catarina de Bora em abril de 1523 e com ela se casou dois anos depois, em junho de 1525, ele com 41 anos e ela com 26.

Houve duas cerimônias de casamento: uma, fechada e a outra, aberta. No dia 13 de junho, o enlace foi realizado no Schwarzes Kloster, o antigo mosteiro dos monges agostinianos, onde Lutero morava. Estava presente um pequeno grupo de amigos: os pastores Justus Jonas (da igreja da cidade) e Johannes Bugenhagen (da igreja da universidade), o jurista Johann Apel e o querido casal Lucas e Barbara Cranach. O pastor Bugenhagen oficiou a cerimônia. Duas semanas depois, no dia 27, às 10 horas da manhã, foi realizada a segunda festa de casamento, desta vez, na Igreja do Castelo e na espaçosa residência do casal, com a presença de pastores, teólogos, os pais do noivo e, principalmente, Melanchthon, que não compareceu à celebração anterior por discordar do casamento de Lutero.

Não houve transa alguma entre Lutero e Catarina antes do relacionamento oficial dos noivos. Lutero era contrário à relação sexual fora do casamento. Em 1522, três anos antes de casar-se, escreveu o tratado Vom Ehelichen Lebem (Da vida matrimonial), no qual se lê: “É evidente que irá cair na fornicação a pessoa que não se casa. Como poderia ser diferente, visto que Deus criou homem e mulher para procriarem e se multiplicarem? Por que então não se previne a fornicação com o matrimônio? Pois, quando uma graça especial não faz exceção, aí a natureza quer e tem que reproduzir e multiplicar-se. Se isso não acontecer no matrimônio, onde seria senão no meretrício ou em pecados ainda piores?” (Martinho Lutero — obras selecionadas, vol. 5, p. 180).

Nesta mesma publicação, Lutero escreve: “Quem não se considera apto para a castidade não demore em procurar uma ocupação e uma atividade. Depois, em nome de Deus, assuma o risco e case. O rapaz o mais tardar aos 20 anos, a moça, entre os 15 e 18 anos, pois com essa idade ainda são sadios e capazes” (p. 183).

Nos primeiros oito anos de casamento, Catarina e Lutero tiveram três filhos e três filhas. O mais velho nasceu no dia 7 de junho de 1526, seis dias antes do primeiro aniversário de casamento...

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