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Especial ABUB — Missão 2006 — Visão global, prática local

C. René Padilla

É possível que, de todas as qualidades que caracterizam a Comunidade Internacional de Estudantes Evangélicos (CIEE), nenhuma tenha contribuído tanto para a efetividade de seu ministério ao longo de sua existência como sua ênfase na iniciativa local. Esse movimento estudantil evangélico nasceu em 1947 com o nome de International Fellowship of Evangelical Students (IFES) e, desde o começo, concebeu-se como uma associação de entidades nacionais, cada uma delas com toda a liberdade para planejar e levar a cabo seu projeto missionário em seu próprio contexto. Os laços de unidade seriam o compromisso com o evangelho e o propósito de evangelizar a universidade. Não haveria um governo central nem diretrizes verticais. Nem sequer se imporia o nome do movimento internacional sobre os nomes dos movimentos nacionais. Não devemos ignorar que esse foi o selo que imprimiria na IFES seu primeiro secretário-geral, o australiano C. Stacey Woods. Com o tempo, essa visão resultou na formação de centenas de movimentos ao redor do mundo, cada um com seu nome simbólico, todos ligados entre si fraternalmente e com um mínimo de organização central para realizar esforços cooperativos.

É justo mencionar que o estilo de trabalho descentralizado teve um alto custo para a CIEE como movimento internacional. Não é de surpreender que, em seu excelente livro História do Cristianismo na América Latina, Pablo Deiros tenha ignorado a importante contribuição que, pela graça de Deus, a CIEE deu à difusão do evangelho nesta região do mundo. Como muitos líderes evangélicos latino-americanos (talvez a maioria), Deiros ignorou a presença da CIEE na América Latina porque a única coisa que conhecia do movimento no mundo era sua cara local — a Asociación Bíblica Universitaria Argentina (ABU da Argentina), neste caso. Assim, é compreensível que ele não tenha levado em consideração um movimento universitário nacional em um livro que trata da história do cristianismo em todo o continente.

Por essa razão, a contribuição do movimento internacional na América Latina pode passar despercebida, mas isso não anula o fato de que a Igreja desse continente tem uma alta dívida com o movimento. Trata-se de uma dívida que tem a ver, precisamente, com a ênfase da CIEE na iniciativa local. Há pelo menos três contribuições do movimento ao avanço do cristianismo em toda a região nas últimas cinco décadas.

Em primeiro lugar, a CIEE tem sido um verdadeiro celeiro de líderes cuja espiritualidade inclui o cultivo de uma mente cristã. Homens e mulheres formados nestas últimas décadas nas fileiras desse movimento hoje exercem cargos, com um indiscutível senso de missão, no pastoreio de igrejas, em entidades evangélicas (inclusive várias ONG’s) ou nas mais variadas profissões “seculares”. De acordo com o testemunho deles, foi no movimento estudantil que aprenderam a estudar seriamente as Sagradas Escrituras e relacionar a fé com a prática, ler boa literatura, refletir e examinar tudo e reter o que é bom. O movimento estudantil mostrou-lhes que para ser cristão não é necessário suicidar-se intelectualmente; ensinou-lhes que “crer é também pensar” e desafiou-lhes a colocar todo pensamento debaixo do senhorio de Jesus Cristo. Não é de surpreender que quase todas as pessoas que hoje em nosso continente pensam a partir de uma perspectiva evangélica, muitas delas no contexto da Fraternidade Teológica Latino-Americana, tenham sido formadas nas fileiras de algum grupo universitário filiado à CIEE.

Em segundo lugar, a CIEE teve uma contribuição singular no redescobrimento da missão integral entre os evangélicos na América Latina. Com certeza, a evangelização tem ocupado um lugar central na vida do movimento em âmbito mundial. Porém, pelo menos nessa região do mundo, espera-se que seus membros compreendam que não é possível separar a evangelização do serviço e desenvolvam uma profunda sensibilidade frente às necessidades físicas, econômicas e sociais das pessoas. Muitos profissionais que passaram pela CIEE hoje são dedicados a servir ao próximo, atendendo às suas necessidades em todas as dimensões. Trata-se, na verdade, de um redescobrimento da missão integral que esteja vinculada a essa maneira de compreender a missão cristã: o sacerdócio de todos os crentes.

Finalmente, a CIEE demonstrou com seu próprio ministério o significado da unidade em Cristo. Como movimento de caráter interdenominacional, espera superar muitas barreiras (várias delas importadas de outras latitudes) que separam as igrejas. Devido ao testemunho de união na universidade, criou um ambiente de colaboração mútua e abertura ao diálogo com todos — um ambiente ecumênico, mas não de "ecumenismo".

Como homem que por longos anos tem militado nas fileiras evangélicas, quem escreve estas linhas sabe muito bem que nenhum movimento na igreja, por mais cristão que seja, alcançou a perfeição. Não seria difícil assinalar as fraquezas da CIEE, algumas das quais provavelmente têm resultados contraproducentes em relação ao avanço do evangelho no âmbito universitário na América Latina e ao redor do mundo. Apesar de tudo, não podemos deixar de dar graças a Deus pelos 58 anos de ministério desse movimento no mundo e pelos quase cinqüenta anos no Brasil. Neles abundam os sinais do Espírito de Deus, cujo propósito é exaltar Jesus Cristo. E, como disse Paulo, “onde está o Espírito do Senhor, ali há liberdade” (2 Co 3.17).

A Deus seja a glória!




C. René Padilla foi secretário da CIEE para a América Latina na década de 80. É diretor da Fundação Kairós, em Buenos Aires, e presidente da Rede Miquéias.



Quem vai falar?

Esperamos que os participantes do Missão 2006 tenham um papel ativo nos pequenos grupos, seminários, oficinas, mesas-redondas, na comunhão e interação edificante entre cada um. Algumas pessoas que nos ajudarão nesse processo são:

Alexandre Brasil, Ariovaldo Ramos, Bráulia Ribeiro, Carlinhos Veiga, Carlos Queiroz, Dago Schelin, Daniela Frozi, Dario Lopez, Elben César, Gedeon Alencar, Hernani Silva, João Tinoco, Lindsay Brown, Lois Douglas, Marco Neves, Marcos Agripino, Marcos Davi, Marina Silva (a confirmar), Regina Novaes, Ricardo Wesley, Robinson Cavalcanti, Ronald Carvalho, Rute Silveira, Sileda Steuernagel, Tonica, Valdir Steuernagel, Ziel Machado, entre outros.

Mais informações sobre os preletores e os temas em: www.abub.org.br/missao2006>

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