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Colunas — Ponto final

O sonho profético da igreja: a vinda do reino

Estamos organizando uma grande marcha sobre Brasília, para registrar a indignação dos evangélicos com o cenário político atual. Participe. Vamos dar um basta na corrupção do Brasil.”

Essa chamada hipotética não nos surpreende. Já são comuns convocações desse tipo. No momento em que você lê este artigo, algo semelhante pode estar acontecendo.

Não tenho nada contra essas afirmações de cidadania e fé, mas acho que, acima de tudo, é hora de a igreja brasileira sonhar com a vinda do reino de Deus. E esses sonhos proféticos são sonhados “no quarto”, diante do Rei que vê em secreto, e não na Esplanada dos Ministérios.

Para enfrentar a corrupção que nos atinge endemicamente, proponho a “missão Jerusalém”: a busca do poder de Pentecostes para transformar primeiro a minha vida, e depois a dos outros, em testemunha de Cristo.

Vivemos tempos escatológicos, em que a igreja é julgada pelo Senhor; tempos de iniqüidade, em que o amor de muitos se esfriou. E, como o noivo parece tardar, tornamo-nos indolentes e conformados com este século, a ponto de ressoar à nossa geração a pergunta de Jesus: “Porventura encontrarei fé na terra?”.

A resposta da igreja aos tempos em que “a iniqüidade se multiplicará” está em sonhar com o reino e pedir a sua volta: “venha o teu reino”, em especial sobre esses que lutam para manter o testemunho do Cordeiro, os quais mesmo diante da morte, não amam a própria vida (Ap 12. 10).

Sim, eu vi, naqueles dias, gente que enfrentou a morte de sua empresa porque decidiu exigir e fornecer nota fiscal; gente que perdeu o emprego por não fazer concessões éticas e morais. Gente que enfrentou o sistema e foi perseguido por ele. Vi também brasileiros que cederam, mas, que vendo o abismo, entraram no seu quarto e disseram à sua alma: “Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai” e, se ele me aceitar, retomarei a vida em sua presença, sem subterfúgios, desculpas ou sofismas. “Se perecer, pereci”. Sim, vi mártires modernos.

Então olhei e eis que o “reino que ainda não é” se fazia presente entre nós, com graça, poder, prodígios e alegria. E as marchas para Jesus adquiriram conteúdo profético e tremendo peso político.

Nesse momento, renasceu a esperança de um país melhor, porque víamos que o reino de Deus estava entre nós, e não precisávamos mais procurá-lo.

Se deixarmos de sonhar com o reino, deixaremos de construí-lo. Se nossas lâmpadas se apagarem, toda a nação sofrerá. Somos mais de 80 milhões de cristãos a perguntarem-se: “Quando virá o reino?”. Ora, o reino já veio. Não percebeu? Olhe à sua volta: mentirosos falando a verdade; avarentos doando generosamente; soberbos servindo; prepotentes lavando pés; ricos passando pela agulha; políticos recusando propinas; libertinos redescobrindo a castidade; e o evangelho sendo anunciado com desassombro.

Imagine o efeito desses e tantos outros sinais do reino sobre nosso país, se multiplicados por 80 milhões. No entanto, se já não encontramos esses sinais em nossas vidas, então o medo terá vencido a esperança. Mas animemo-nos, pois hoje é dia de sonhar e pedir: “Venha a nós o teu reino”. Então retomaremos a marcha sobre Brasília.




Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. É autor de, entre outros, Louvor, Adoração e Liturgia, lançamento da Editora Ultimato, e Icabode – da mente de Cristo à consciência moderna. rubem@amorese.com.br

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