Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Especial ABUB — Missão 2006 — Jovens da elite

Foram os jovens da elite que puseram a perder para sempre a unidade de Israel, por volta do ano 930 a.C. Eles aconselharam o rei Roboão a tornar mais pesado ainda o jugo de seu pai Salomão, entornando assim o caldo da revolta popular. Ao rejeitar o conselho dos mais experientes, Roboão respondeu asperamente a Jeroboão e todo o povo: “Meu dedo mínimo é mais grosso do que a cintura de meu pai”. Em outras palavras: “As minhas medidas mais fracas serão mais fortes do que as medidas mais fortes do meu pai”. Depois dessa arrogância verbal, dez das doze tribos romperam com o governo central e organizaram o reino do Norte, também chamado reino de Israel (1 Rs 12.1-24).

O texto dá mais importância à posição social dos “conselheiros do dedo mínimo” do que à idade deles. Não eram tão jovens assim, pois haviam crescido com Roboão, que tinha 41 anos na época (1 Rs 12.8). Na verdade, eram os “jovens da corte”, acostumados com a cultura, a prosperidade e as regalias do poder. Não tinham carência de espécie alguma.

Os jovens da elite recebem uma educação privilegiada. Podem estudar nas melhores universidades. Não precisam trabalhar de dia e estudar à noite. São mais nutridos e têm mais saúde. Estão mais próximos da pós-graduação e mais longe do desemprego. Portanto, são mais devedores do que os outros jovens.

Só mesmo uma séria conversão religiosa poderia acabar com a mentalidade soberba, egocêntrica e consumista dos jovens da elite. Por terem nascido e crescido num ambiente cultural e social melhor, é natural e cômodo que eles sejam “conselheiros do dedo mínimo”, isto é, do status quo. Os jovens da elite em geral votam em causa própria e procuram agradar os poderosos, sendo eles mesmos membros desse grupo.

Mas há exceções, tanto na história bíblica como na história secular. As Escrituras Sagradas dizem que “foi pela fé que Moisés, quando já era adulto, não quis ser chamado de filho da filha de Faraó. Ele preferiu sofrer com o povo de Deus em vez de gozar, por pouco tempo, os prazeres do pecado. Ele achou que era muito melhor sofrer o desprezo por causa do Messias do que possuir todos os tesouros do Egito. É que ele tinha os olhos fixos na recompensa futura” (Hb 11.24-26, NTLH). Moisés é um dos mais notáveis jovens da elite que rompe com a “teoria do dedo mínimo” e se coloca ao lado dos oprimidos. Foi ele quem libertou os filhos de Israel do pesado jugo do Faraó e os conduziu a Canaã, por volta do ano 1446 a.C.

Na história secular recente, temos outro exemplo impressionante. Trata-se do alemão Dietrich Bonhoeffer, filho de um notável psiquiatra e professor da Universidade de Berlim. Aos 21 anos, o rapaz já era doutor em teologia e aos 27, sete meses depois da subida de Hitler ao poder, começou a se opor ao nazismo. Ao lado de outro luterano, quatorze anos mais velho, o ex-comandante de submarino na Primeira Guerra Mundial Martin Niemöller, Bonhoeffer foi a voz religiosa mais corajosa e persistente contra Hitler. Por causa disso, esse jovem da elite comprometido com Jesus Cristo foi encarcerado aos 37 anos e enforcado aos 39, no dia 9 de abril de 1945. Três semanas depois, no dia 30 de abril, Hitler cometeu suicídio no abrigo antiaéreo da Chancelaria do Reich, em Berlim. Se o enforcamento desse ex-professor e capelão da Universidade de Berlim tivesse sido adiado por apenas um mês, ele teria partipado das comemorações do fim da guerra, no dia 7 de maio de 1945! O centenário do nascimento de Dietrich Bonhoeffer será em 2006.

Também precisam de conversão os jovens de origem pobre que vencem as barreiras e conseguem galgar uma posição de destaque na sociedade. Sem essa conversão, eles adotam a mesma postura dos jovens da elite. Em resumo: todos nós precisamos de conversão!

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.