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Exclusivo Online — Apresentando a Sociedade Beneficente do Vale de Pirapoca — Terra Nova

Motivação: Entendemos que a criação, em todas as suas expressões, é umas das maiores dádivas de Deus para o ser humano. Portanto, o trato que nós damos a essa criação diz muito sobre a nossa verdadeira gratidão a Deus por suas obras. Como seres humanos somos parte da criação, e se contaminarmos água, solo, plantas e ar, é a nós mesmos que contaminamos, e a Deus entristecemos. Queremos ajudar as pessoas a ver isso e lutar pela preservação do ambiente em que vivemos.

O agricultor(a) familiar (que ainda sobrou), faz parte do grande número de excluídos no Brasil. O poder público, nos últimos 40 anos, pouco fez para evitar o êxodo rural e a grande maioria dos pequenos agricultores que sobraram no campo, vivem abaixo da viabilidade econômica. A TERRA NOVA, junto com outras entidades, apoiou esses marginalizados, construindo juntos o modelo agroecológico, como uma alternativa economicamente viável, ecologicamente sustentável e socialmente responsável.

Agroecologia — Ao criar o homem, Deus o colocou para cuidar da sua criação. Pelo pecado o homem cada vez mais se afastou dessa responsabilidade. A destruição do meio ambiente é a maior prova disso. O atual modelo tecnológico agrícola além de excluir milhares de famílias de pequenos agricultores, também é responsável pela destruição através da erosão, desmatamento, queimadas etc. Como Terra Nova, trabalhamos a conscientização do agricultor frente às conseqüências ao meio ambiente e da dependência econômica que cria o atual modelo agrícola. Oferecemos cursos básicos em agroecologia, cooperação agrícola, industrialização artesanal e comercialização. Em parceria com o Sínodo do Alto Uruguai da IECLB, atingimos vários municípios do Oeste de Santa Catarina e do Noroeste do Rio Grande do Sul com esses cursos. Motivamos também a formação da Associação Biorga, e mais tarde a Cooperbiorga.

Procurando nichos no mercado consumidor, fazendo parceria com o mercado Justo – Fair Trade, oferecemos ao pequeno agricultor a possibilidade de permanecer na terra de forma digna, diminuindo, com isso, o êxodo rural em nossa região.



ASSESSORIA ECOLÓGICA



Em 1984, como um dos braços de trabalho do Centro de Aprendizagem, promoveu-se reuniões quinzenais com os agricultores na linha Uruguai e Linha Pirapocú. Um dos objetivos dessas reuniões era discutir junto com os agricultores formas de evitar a erosão do solo, motivando o uso das curvas de nível como uma das maneiras de conter a erosão do solo. Tentou-se também, discutir a fertilidade do solo a partir da rotação de cultura e uso de adubação verde e orgânica.

Em1989, ofereceu-se aos agricultores interessados uma visita de um técnico agrícola e de uma engenheira agrônoma que estavam fazendo um ano como voluntários na Terra Nova para, em conjunto, planejarem o melhor manejo do solo da área a ser cultivada. Na Linha Pirapocú dois agricultores fizeram parte deste programa.

Percebendo cada vez mais a necessidade de atendimento aos agricultores e da difusão de uma agricultura orgânica e ecológica a Terra Nova, em 1990, instituiu-se o trabalho da Assessoria Ecológica. Para tal, foi convidado o senhor Johannes Georg Rinklin, para dirigir este trabalho, colocando a área de 53,2 hectares da Linha Fátima, bem como suas benfeitorias à disposição para esse trabalho.

A Assessoria Ecológica, nesses 13 anos de atuação, trabalhou a conscientização do agricultor frente às conseqüências ao meio ambiente e à dependência econômica que cria o atual modelo agrícola (monocultura, adubação química, defensivos agrícolas e outros), ofereceu cursos básicos em agroecologia, cooperação agrícola, industrialização artesanal e comercialização. Apoiou grupos e associações de agricultores na comercialização de alimentos agroecológicos e foi uma das motivadoras da Formação da Associação Biorga e, mais tarde, da Cooperativa Biorga.

Lançou, juntamente com a CEPAGRI o “Livro verde 2” em 1997 do qual já foram vendidos mais de 12.000 exemplares. Com o Fórum das Entidades de Mondai, ligadas à agricultura, lançou o material didático do curso de formação básica multiplicadora “Mondai: organizando o amanhã”.

Em cooperação com o Sínodo do Alto Uruguai da IECLB, ofereceu e desenvolveu o curso “Terra Viva” de dois anos (360 horas) para agricultores.

Em parceria com o Movimento Sindical e outras ONG’s proporcionou cursos profissionalizantes em agroecologia, cooperação agrícola e desenvolvimento sustentáveis. Esses cursos posteriormente foram ampliados e deram fundamentação para o projeto Terra Solidária (da Escola Sul da CUT), abrangendo toda região sul do Brasil com os conteúdos elaborados.

Junto com as demais ONG’s que atuam na Agroecologia no estado e com os grupos de agricultores ecológicos, a Terra Nova motivou e participou na fundação da Rede Ecovida (Rede de Certificação Participativa) que, primeiramente, congregou os grupos de Santa Catarina, mas hoje também abrange Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.

Em parceria com a Apaco (Chapecó) e a Cooperbiorga (Mondai) a Terra Nova promoveu a Certificação pelo Fair Trade (Mercado Justo Europeu), certificado que garante um preço justo através de abono para laranjas produzidas organicamente pelos pequenos agricultores familiares.

Nos anos 97, 99, 2000 e 2001, a Assessoria Ecológica da Terra Nova realizou quatro grandes seminários regionais, com participação média de 700 pessoas.

Atualmente, junto com a Escola Técnica Federal de Concórdia, com a Prefeitura Municipal de Dionísio Cerqueira e com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor – CAPA Erechim, a Assessoria Ecológica da Terra Nova, desenvolveu o primeiro Curso Técnico em Agroecologia com uma carga horária de 1.500 horas sendo que 250 horas são para estágio supervisionado.

No ano de 2001, motivou a construção da Trilha Ecológica na Área do Lazer do Município de Mondai, envolvendo neste processo escolas e grupos de jovens das igrejas locais.



Alguns dados históricos e eventos realizados pela assessoria ecológica



Marco histórico regional na agroecologia

Neste momento, como coordenador da Assessoria Ecológica da Terra Nova, gostaria de recuperar alguns pontos históricos dessa caminhada.

Sem dúvida, o dia 19 de setembro de 2001, o dia da entrega de chaves do pavilhão para a Cooperbiorga foi um marco na história da agroecologia do Oeste Catarinense e Noroeste do Rio Grande do Sul. Há um antes e há um depois dessa data. O antes está intimamente relacionado à Terra Nova Sociedade Beneficente do Vale do Pirapocú, pioneira na divulgação da agroecologia na região.

A história da Terra Nova começou, como já relatado em matéria anterior, há mais que 30 anos, com a vinda de uma equipe de missionários alemães para Mondaí. Desde o início eles se preocuparam com a situação na qual se encontravam os pequenos agricultores da região. Nos primeiros anos, defenderam e promoveram a formação dos agricultores e acreditavam, que a solução para a situação deles estava no pacote da Revolução Verde, ou seja, no uso dos insumos químicos.

A mudança de atitude da Terra Nova, em relação aos insumos químicos, é mérito do Sr. Walter Schüttel, que já em 85 percebeu que o modelo agroquímico é prejudicial e não tem futuro. Ele teve a coragem de reconhecer que a Terra Nova vinha defendendo, até então, uma idéia errada e teve a ousadia de começar, no mesmo ano, a cultivar a “Terra dos Antas” na Linha Fátima pelos princípios da agroecologia. Nessa área hoje se localiza a Assessoria Ecológica. Naquela época ainda não havia outras experiências de práticas agroecológicas nas regiões nas quais a Terra Nova se pudesse basear. Houve palestras do professor Vogtmann da Alemanha, pioneiro que ocupou a primeira cadeira universitária em agroecologia, criada na Alemanha. E houve um projeto de cooperação internacional em Panambi, tentando desenvolver a agroecologia naquela região.

Depois de 3 anos de experiências nas Terras do Antas, a Terra Nova já estava convencida de que a agroecologia era uma idéia muito interessante a ser divulgada entre os pequenos agricultores, procurando assim um profissional para dar cobertura nesta área. Na mesma época, o casal Rinklin de Eichstetten, Alemanha, estava procurando uma obra missionária na qual pudessem contribuir com os seus dons e experiências anteriores na agroecologia em clima tropical.

Em setembro de 1990, a família Rinklin inicia o seu trabalho na Terra Nova. No começo eram feitas reuniões mensais aos sábados à tarde com alguns agricultores em Pirapocú. Assim, o 1º curso de agroecologia foi ministrado na sombra das árvores e nas casas dos agricultores interessados. Os participantes dessa fase:



· Bruno Möller;

· Heinz Distler;

· Germano Distler;

· Ivo Dick;

· Ademar Eckhart;

· Rudi Porsch;

· Frühling;

· Mayer;

· Maria Helena Kirchner;

· Carlos Barts;

· Vilson Queiroz;

· Teno Möller.

Esses agricultores e outros que vinham se juntando, se reuniram no dia 21 de abril de 1994 para fundar a Biorga – Associação dos Produtores Bio-orgânicos de Mondaí, SC. Um dos desafios principais era de solucionar a estocagem, beneficiamento e a comercialização de cereais orgânicos. Para isso, a nova associação recebeu apoio financeiro da cooperação internacional e da prefeitura municipal de Mondaí. Também a Terra Nova cedeu, por anos, um galpão gratuitamente, e também contribuiu com todo o apoio de assessoria e administrativo sem cobrar e ser apoiada pela administração municipal em virtude disso.

O começo da atuação da TERRA NOVA num âmbito mais regional se deve ao apoio da entidade “Pão para o Mundo”, da Alemanha. Um projeto de três anos nos garantiu a possibilidade de expandir o trabalho, nos apoiando financeiramente na realização de cursos, na elaboração de material, no acompanhamento dos agricultores interessados e na realização de experiências em agroecologia em nossas terras.

Em 1996, numa cooperação entre o CEPAGRI (Centro de Assessoria e Apoio aos Trabalhadores Rurais) e a TERRA NOVA – Assessoria Ecológica, é lançado o “Livro Verde”, que é um material básico em agroecologia e hoje já é usado além das fronteiras da região Sul.

Em 1997, juntamente com o distrito eclesiástico do Uruguai da IECLB foi lançado o curso “Terra Viva” que congrega mais de 40 participantes de 15 municípios do Noroeste do Rio Grande do Sul e do Oeste e extremo Oeste de Santa Catarina. O curso foi bem-sucedido e, em 1999, foi lançada a segunda edição.

Em 1998, participamos da elaboração e execução da Formação de Multiplicadores em Agroecologia. Em torno de 120 agricultores de todo estado de Santa Catarina foram formados como Multiplicadores. Foram alcançados mais de 2000 agricultores através de Cursos de Sensibilização administrados por esses multiplicadores. Esse trabalho resultou na criação do Projeto Terra Solidária, que hoje é uma grande alavanca da agroecologia em todo Sul do Brasil.

Em 1999, lançamos o 1º Curso Jovem Agricultor que capacita agricultores em agroecologia e desenvolvimento sustentável, além de dar subsídios para os participantes repassarem o aprendizado a outros. Também desse curso será lançada a 3ª Edição em outubro deste ano.

Em 1998, foi criada, em Caçador, SC, a Rede Ecovida de certificação participativa, com atuação decisiva da Terra Nova e da Biorga. Essa rede hoje reúne ONG’s, grupos de agricultores ecológicos e consumidores conscientes de toda região Sul. São mais de 2000 famílias que são ligadas a essa rede e são os grandes protagonistas no desafio de transformar a agricultura familiar nos Sul do Brasil no modelo agroecológico.

Em 1999, é criado o Colegiado Estadual de Produção Orgânica no qual a Terra Nova e a Biorga fazem parte como titular e suplente respectivamente.

Os dois Seminários regionais e 4 participações na “Festa da Fruta” através da Feira Ecológica, também contribuíram para a divulgação da proposta agroecológica em toda a nossa região.

Com a fundação da Cooperbiorga no dia 04 de abril de 2001 se encerrou essa fase pioneira da agroecologia em nossa região. O apoio maciço de parte do Poder Público (hoje ainda exceção) e a crescente adesão de agricultores e grupos a essa Cooperativa mostram, que estamos numa nova fase. É a fase da consolidação e isso mostra, por sua vez, que a proposta da agroecologia é um caminho para garantir o futuro de muitas famílias de agricultores dentro de um desenvolvimento economicamente viável, socialmente justificável e ecologicamente sustentável.

Histórico de acontecimentos importantes na agroecologia na nossa região:

· 1984 - Seminário Taquaras, SC

· 1989 - Seminário Mondaí, SC

· 1990 – Terra Nova instala Assessoria Ecológica

· 1991 – 1º Curso em Agroecologia abaixo das árvores e nas casas

· 1991 – 1º Dia de Campo

· 1991 – Contato e apoio da IECLB

· 1993 – Terra Nova no Colegiado nacional de Norm. Orgânica

· 1994 – Fundação da Biorga 1º Apoio da Prefeitura Municipal de Mondai

· 1996 – Projeto Pão para o Mundo é aceito e Terra Nova atinge mais que 30 municípios

· 1996 – Cepagri – Terra Nova lança Livro Verde

· 1997 – Curso Terra Viva

· 1998 – CursoTerra Solidária

· 1999 – Curso Jovem Agricultor

· 1999 - Marca Biorga é registrada

· 1999 e 2000 – Seminários Regionais em Mondaí com 800 agricultores participantes

· 2001 – Fundação da Cooperbiorga



Johannes Georg Rinklin, de nacionalidade alemã, é coordenador da Assessoria Ecológica. Ele é filho de um pequeno agricultor que trabalha a sua propriedade ecologicamente desde 1954. Sua família é sócio-fundadora da Organização dos Agricultores Bio-orgânicos da Alemanha – Bioland, que hoje é a maior organização de agricultores ecológicos da Alemanha.

Johannes Georg Rinklin se formou em agricultura e é Mestre em Olericultura. Toda sua formação e atuação como profissional é na área da agroecologia, incluindo estágio na Suíça e um período de sete anos trabalhando em Canarana, MT, desenvolvendo sistemas naturais de recuperação de solos desgastados no Cerrado.

Ele é co-autor do “Livro Verde”, material didático em agroecologia, hoje usado muito além das fronteiras de Santa Catarina.

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