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O fundamentalismo do professor emérito da UNICAMP

De acordo com o físico Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 73 anos, professor emérito da UNICAMP, o criacionismo nos obriga a jogar fora “a cosmologia, a arqueologia, a geologia e o resto da ciência”. Além de radical, o respeitável homem da ciência não soube conter certa dose de ironia e irreverência: “[Pelo criacionismo] tudo teria acontecido há 4 mil anos, sem o Big-Bang. Jeová teria criado o homem e dele extraído Eva. Ainda bem que logo depois a coisa mudou. E o homem passou a nascer da mulher. Que alívio! Mas houve um momento de desenfreado incesto, que só foi corrigido depois de algumas gerações. Eis, porém, que o episódio de moralidade duvidosa se repete depois do dilúvio.” (Folha de São Paulo, 23/9/2004.)

Nessa linha de pensamento, o criacionismo poderia fazer a mesma queixa: o evolucionismo nos obriga a jogar fora a bendita e esclarecedora certeza de que existe um criador, a história e o propósito da criação, a antropologia e a teologia bíblicas, bem como a esperança cristã.

Certamente, não é assim que se deve tratar o assunto. A atitude do físico Rogério Cezar, que também é membro do Conselho Editorial da Folha, mostra o fundamentalismo da ciência ou o chamado fundamentalismo da democracia liberal, que, na denúncia de James Houston, “impôs sobre nós a obrigação de admirar tudo o que contraria princípios e valores que fazem parte da consciência” (ver o artigo A violência do fundamentalismo secularista, do bispo Robinson Cavalcanti, na edição de jan./fev. 2005 de Ultimato, p. 29). Em geral, a mídia ataca e ridiculariza só o fundamentalismo religioso.

Ora, se o cientista da Folha preza mais “a cosmologia, a arqueologia, a geologia e o resto da ciência”, e não dá a menor atenção à religião, o crente, por sua vez, preza mais a teologia, embora não despreze (ou não deva desprezar) a própria ciência.

“A autoridade atribuída hoje à ciência é tão grande que muitos são tentados a usá-la para validar afirmações que vão além das evidências disponíveis.” Essa breve denúncia está na apresentação do livro Ciência, Intolerância e Fé, escrito por Phillip Johnson e publicado no Brasil pela Editora Ultimato. Com o curioso subtítulo A cunha da verdade: rompendo os fundamentos do naturalismo, o autor, diplomado em Harvard e professor de direito por mais de 30 anos na Universidade da Califórnia, sugere a estratégia de “enfiar a fina lâmina [da verdade] nas rachaduras da tora do naturalismo, levantando perguntas há muito esquecidas e trazendo-as ao debate público” (p. 17).



O nenezinho que cruzou a barreira

O chinezinho que nasceu pouco depois da meia-noite do dia 6 de janeiro de 2005 elevou para 1,3 bilhão a população da China. No dia seguinte, nasceram aproximadamente 10 mil bebês no país, que tem uma área pouco superior a 9,5 milhões de quilômetros quadrados. A população da União Européia, com 25 Estados-membros, é quase 3 vezes menor (450 milhões de habitantes) e a do Brasil é quase 7,5 vezes menor (178 milhões). Se não fosse o rígido controle de natalidade imposto pelo governo, a China já teria chegado a 1,5 bilhão de habitantes. Como em quase todos os países asiáticos, a população masculina é maior que a feminina — para cada 100 mulheres há 106,2 homens. E é nesse país que o número de cristãos cresce cada vez mais.



Uma notícia de fazer chorar

O número de cristãos em todo o Oriente Médio é menor do que a soma dos fiéis de apenas três das maiores igrejas pentecostais brasileiras. Em artigo publicado na revista católica Missões – a missão no plural de dezembro de 2004, o diretor do Instituto Ciência e Fé, Evaristo Eduardo de Miranda, procura explicar por que o cristianismo é tão inexpressivo no Oriente Médio, depois de um passado glorioso. As razões seriam a expansão do islamismo, as sucessivas cruzadas, os massacres e conquistas das grandes potências, o saque de Constantinopla há 800 anos, a indiferença do cristianismo latino, o anti-semitismo europeu, o etnocentrismo de tantas missões católicas e a arrogância de muitas missões protestantes, baseadas num modelo de supremacia ocidental.

Quanto às cruzadas, é bom acrescentar o que escreveu o historiador inglês Steven Runcinan em História das Cruzadas: “Grandes ideais foram manchados pela crueldade e pela ambição, e a guerra sagrada em si não foi nada mais do que uma longa ação de intolerância em nome de Deus”. O seu principal resultado foi simplesmente criar uma eterna inimizade entre o povo islâmico e o cristão. Outro autor, Julius Norwich, em Byzantium: The Decline and Fall, publicado em 1995, chama as cruzadas de “um dos capítulos negros da história do cristianismo” (Jornal do Brasil, Idéias, 18/12/2004, p. 5).

Evaristo Miranda lembra que “o Oriente Médio é a terra dos padres da igreja, dos padres do deserto, das grandes experiências místicas e monásticas, dos primeiros teólogos, dos concílios que formularam os fundamentos da doutrina cristã, o dogma da Trindade, os credos e a dupla natureza de Cristo (o verdadeiro homem e o verdadeiro Deus)”.

Hoje, no entanto, segundo Evaristo, existem apenas 70 mil cristãos na Cisjordânia, 30 mil em Gaza e 120 mil em Israel. Na Síria, pátria de sete papas, o número de cristãos é de aproximadamente 1,2 milhão de fiéis, metade do que havia em 1950. Em todo o mundo árabe há cerca de 12 milhões de cristãos — número menor que a soma de todos os fiéis das três maiores denominações pentecostais brasileiras (13 milhões em 2000).

Segundo a jornalista argentina Karen Marón, há 700 mil cristãos no Iraque (70% católicos e 30% ortodoxos). Cerca de 50 mil fugiram do país depois da queda de Saddam, especialmente para a Síria (Folha de São Paulo, 26/1/05, p. A-12).

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