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Seções — Pastorais

A arte do antegozo

Se há antecedência, antecipação, antejulgamento e antevisão, por que não haveria também antegosto e antegozo?

Antegozo é a arte de usufruir, pela fé e por antecipação, o gosto, o prazer e a satisfação que um evento ou uma situação nova, muito próxima ou mesmo distante, hão de nos proporcionar por terem sido claramente prometidos por Deus em sua Palavra. O antegozo será efêmero e traiçoeiro se for fabricado pela imaginação fértil, pela fuga de uma situação de aperto ou por visões e revelações mirabolantes. O antegozo não é objeto de brincadeira. Aquele que fabrica e vende esperanças forçadas, fictícias e mentirosas é criminoso.

O antegozo é algo muito sério, possível e necessário. Graças a ele, a fé de muitos tem sobrevivido em momentos ou períodos de intenso sofrimento. Vale lembrar que o sinônimo de antegozar é prelibar, que quer dizer beber, sorver e tragar a esperança várias vezes oferecida pelo evangelho, segundo a qual “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Co 2.9, NVI).

Não se pode esquecer que a obra da salvação ainda não se completou. Está faltando o momento final, aquilo que com acerto se chama de plenitude da salvação, a apoteose que está para vir, o coro de aleluias que George Frederico Handel colocou na parte final do oratório Messias, composto em 1741.

O combustível da arte do antegozo é um só: a leitura das Escrituras Sagradas. A prelibação corre fácil depois da leitura, por exemplo, de Paulo: “Na minha opinião as aflições por que passamos presentemente em nada são comparadas com o magnífico futuro que Deus tem planejado para nós” (Rm 8.18, na tradução de J. B. Philips). Passagens como essa mudam drasticamente o foco de nossa atenção: das aflições de hoje nos transportamos para o “magnífico futuro” ou para “a glória que em nós será revelada” (NVI). Ao tomarmos consciência de que a glória por vir já está vindo e “ficando cada vez mais brilhante” (2 Co 3.18, NTLH), o antegozo deixa de ser uma teoria para ser uma experiência.

Segundo a Epístola aos Hebreus, os gigantes da fé do Antigo Testamento “viveram pela fé, e morreram sem receber o que tinha sido prometido” (Hb 11.13-39). Mas eles conseguiram contemplar a recompensa e ver aquele que é invisível (Hb 11.26-27), e isso era o bastante para antegozarem a sobremesa conjunta, aquele “algo de melhor para nós” (Hb 11.40, na tradução da Comunidade de Taizé), reservado para a parúsia.

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