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Notícias — Mais do que notícias

Todas as medidas são provisórias

Há muitas coisas que ainda não se realizaram


“No jogo da vida” — garante o escritor Deonísio da Silva — “todas as medidas são provisórias”. Para confirmar sua tese, o professor da Universidade Federal de São Carlos cita um exemplo convincente: “Nossas medidas provisórias começam lá no útero materno, o lugar mais protegido do mundo para o ser humano. Mas, depois de nove meses, o inquilino é indesejado. Ali, medíamos alguns milímetros durante vários dias. Em ritmo alucinante, ao chegar ao nono mês, o bebê que um dia fomos veio ao mundo com cerca de meio metro de altura [...] e três quilos de peso. Medidas provisórias. Ao chegar aos 21 anos, em ritmo bem mais lento, chegaremos à altura média de 1,70m”.

Os pregadores do evangelho bem poderiam tomar uma boa carona na tese das medidas provisórias. As Escrituras Sagradas ensinam claramente o “ainda não” da redenção. Há muitas coisas que ainda não se realizaram, deixando-nos presos às medidas provisórias. O que aconteceu com o nenezinho que estava no ventre da mãe acontecerá conosco. Hoje somos muito pequenos em relação ao que haveremos de ser.

Lamentável que Deonísio da Silva não tenha prolongado um pouco mais o seu discurso e avançado em direção à escatologia cristã. Ele obrigatoriamente teria citado Paulo: “Quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito [as tais medidas provisórias] desaparecerá”; “Agora, pois, vemos apenas um reflexo obscuro, como em espelho; mas, então, veremos face a face” (1 Co 13.10, 12).

De fato, “no jogo da vida todas as medidas são provisórias”, porque “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” (1 Co 2.9).



890.000 anos para pagar uma única dívida

O parcelamento da dívida faz lembrar a reencarnação


Do total de 4,5 milhões de pessoas físicas e jurídicas que devem ao governo, de impostos atrasados, a assombrosa quantia de 198 bilhões de reais, a empresa Fama Ferragens S.A. não é a maior devedora, mas é a que vai gastar mais tempo para pagar sua dívida. Segundo cálculos da Folha de São Paulo (1º/2/2004, p. A-8), a Fama deverá pagar a última parcela de 12 reais daqui a 890.000 anos (450 vezes o tempo desde o nascimento de Jesus até hoje)...

O programa de parcelamento de débitos tributários criado no ano 2000 faz lembrar a doutrina da reencarnação, abraçada por várias religiões (hinduísmo, budismo, rosacrucionismo, sikhismo, espiritismo e teosofismo).

A reencarnação também transfere a solução de um problema crucial (o pagamento da dívida da imperfeição humana) para um futuro longínquo e impreciso. A realização final depende de um número desconhecido de renascimentos. Fala-se de “muitas vidas”, “inúmeras reencarnações” e até mesmo de “milhões de renascimentos”. Uma canção popular na Índia chama atenção para o interminável processo: “Quantos nascimentos já passaram, não posso contar; quantos ainda estão para vir, nenhum homem pode dizer”.1

O evangelho de Jesus tem outra solução para o sério problema da dívida. Ela foi cancelada, removida e pregada na cruz. Foi isso que A Paixão de Cristo, filme de Mel Gibson, quis mostrar ao reproduzir a profecia de Isaías logo nas primeiras imagens do filme: “O Senhor fez cair sobre ele [Jesus Cristo] a iniqüidade de todos nós” (Is 53.6, NVI).

Nota

1. Citado por Larry A. Nichols no Dicionário de Religiões, Crenças e Ocultismo, p. 186 (Editora Vida, 2000).






Púlpito não é palanque

A tentação do curral eleitoral


Menos de uma semana antes das eleições, o Jornal do Brasil publicou um editorial sobre a perturbadora transformação do púlpito em palanque e do palanque em púlpito.

A denúncia é grave e justa. Embora tenham prometido não misturar religião e política, “poucos candidatos gloriosamente resistiram à tentação”. Muitos, ao contrário, “oram, dão as mãos e emitem gestos compungidos de quem está prestes a converter-se e converter os eleitores”, com “encenações litúrgicas enlameadas por truques eleitorais”.

O editorial intitulado Púlpito Não É Palanque recorda que a humanidade levou séculos para dividir com clareza a fronteira entre Igreja e Estado, e conclui: “A história mostrou que não convém impregnar a fé com ideologias, tampouco confessionalizar a política” (Jornal do Brasil, 27/9/2004, p. A-10).

Em tempo: o conluio do púlpito com o palanque e vice-versa foi escandaloso na cidade de São Paulo. Um dos candidatos a prefeitura, diante de uma platéia de 120 pastores de certa denominação disse que “o que dá qualidade de vida não é a quantidade de reais no banco, mas é Cristo no coração”. E o presidente da comissão política da referida denominação prometeu: “Estaremos com [...] para o que der e vier” (Folha de São Paulo, 11/8/2004, A-6).

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