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Seções — Especial

Padres casados também estão cansados

Cerca de 120 pessoas de doze estados brasileiros e da Federação Latino-Americana do Movimento de Padres Casados reuniram-se em Luziânia, GO, de 22 a 25 de julho, para o XV Encontro Nacional de Padres Casados.

Entre tudo o que foi dito por ocasião da mesa-redonda, é bom destacar estes dois pronunciamentos: “O romanismo enclausurou o catolicismo”; “No intuito de manter a hierarquia, a Igreja aproxima-se do poder temporal”.

O encontro, cujo tema foi Agentes de mudança no reino: esperança e realidade, produziu a Carta de Luziânia, na qual se lê:

“Nós não nos olhamos como ‘ex-padres’, como aqueles que ‘deixaram o ministério’. Estamos, ao contrário, construindo uma identidade baseada numa teologia clara e precisa, vivendo a espiritualidade bíblica do Êxodo, do deserto e da experiência do exílio. Saímos de uma estrutura aparentemente segura para uma caminhada que implica em risco e secularização”.

“Queremos ser profetas a caminho. Afastados do exercício canônico do ministério, continuamos, entretanto, a nos sentir chamados ao exercício da profecia. Muitos sofremos o desemprego e passamos por necessidades básicas de sustentação da família”.

“Uma das características específicas de nossa vocação é a presença da mulher na nossa vida, como protagonista e não como coadjuvante. É esta presença que nos dá identidade nova, diferenciada”.

“Temos de nos deslocar da Igreja instituição para a Igreja Povo de Deus, do templo para a comunidade”.

“Reconhecemos que alguns de nossos colegas prestam valioso serviço pastoral e têm contado com o apoio de bispos que abrem fronteiras na direção de uma maior liberdade ministerial. Lamentamos, entretanto, a situação de muitos que, ao deixar o ministério eclesiástico, sofrem por parte da hierarquia da Igreja Católica Romana, injustiças claras e flagrantes, que não só atentam contra a dignidade humana, como ferem princípios evangélicos de acolhida fraterna e de caridade”.

“Seguindo o mandato do Senhor, somos impelidos, juntamente com nossas famílias, a nos lançarmos em direção a águas mais profundas (Lc 5.4), afastando-nos da navegação costeira, que nos prende a estruturas eclesiásticas, para a pesca que o Senhor Jesus nos convida a fazer, com certeza de que nossa liberdade e esperança trarão abundante colheita”.

Durante o encontro, alguém indagou: “Por que a Igreja Católica não considerou ou respeitou a Reforma, se ela possui uma força profética?” (O celibato obrigatório deixou de ser uma norma para os reformados desde o século 16.)

De acordo com o padre casado Benno Wagner, residente em Curitiba, ordenado há 50 anos, existem três grupos bastante distintos de padres que deixaram o ministério. O primeiro grupo (15%) está bastante engajado em obras eclesiásticas de segundo plano. O segundo grupo (70%) participa do Movimento Rumos (a organização que coordena as atividades dos padres casados no Brasil) só como atividade sócio-recreativa. O terceiro grupo (15%) é avesso a qualquer movimento, até da atividade religiosa. O mesmo Benno lembra que “os filhos dos padres casados se afastam da Igreja porque seus pais não são aceitos profissionalmente” (Ciência e Cultura, mar. 2004, p. 24).

O número de padres casados ao redor do mundo chega a 100 mil.

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