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O complicado problema do sofrimento

Vida sem sofrimento só existe em sonhos e programas utópicos, não, porém, na realidade.
Erhard S. Gerstenberger



Muito embora não seja uma tarefa fácil, é preciso sobreviver frente ao sofrimento. Essa é uma experiência muito dolorosa que varia de intensidade, desde o quase nenhum sofrimento até situações quase insuportáveis, mesmo considerando a presença de Deus. Pode tanto durar pouco tempo como pode durar um longo período.

O sofrimento não é causado exclusivamente pela dor física, pela doença e pela morte. A simples falta de tato de uma pessoa próxima pode causar algum sofrimento. A ingratidão, a injustiça, o abandono, a falta de compreensão e a ausência de uma pessoa amada podem proporcionar grande sofrimento. A melancolia, a saudade, a solidão, a tristeza e especialmente a depressão são problemas muito sérios. O desemprego, a miséria, a fome, os déficits mensais, a insegurança e a bancarrota financeira são fontes de sofrimento. A separação conjugal sempre é motivo de sofrimento. Talvez caiba aos traumas, às enfermidades e sobretudo à morte de um ente querido a angústia maior. O próprio processo de envelhecimento costuma abalar a estrutura emocional de um idoso. A prova disso é que “desde Caim até Jó e desde o Gólgota até as visões do Apocalipse, há poucas páginas bíblicas que não tocam de perto ou de longe esta dura realidade da existência humana” (S. Amster).

Enquanto “o último inimigo” (a morte) não for vencido (1 Co 15.26), o sofrimento há de permear a existência humana, embora possa ser atenuado por “um nexo semelhante ao que existe entre dores de parto e alegrias maternas”, como diz Joseph Scharbert.

O ser humano está sujeito a inúmeras tentações. Uma delas é a tentação do sofrimento. C. S. Lewis explica que “o sofrimento como o megafone de Deus é um instrumento terrível, podendo levar à rebelião final, que não dá lugar ao arrependimento”.

O sofrimento pode provocar várias tentações — a tentação da superindagação (a de querer entender a razão do sofrimento), a tentação da exageração (a de ampliar a dor desnecessariamente), a tentação da fixação (a de não querer consolo), a tentação da amargura (a de misturar o sofrimento com decepção, ódio, ira e agressividade) e a tentação da apostasia (a de perder a fé e os padrões de comportamento, entregando-se ao álcool, às drogas, à violência e ao desregramento total).

A sobrevivência da fé e da ética face ao sofrimento pode ser difícil, mas é possível. Deus não controla apenas a tentação que atiça desejos pecaminosos. Ele controla também a tentação do sofrimento, mostrando-se e mostrando também a glória que há de vir, de tal forma que conseguimos raciocinar assim: “Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Rm 8.18). C. S. Lewis diz que “o sofrimento oferece uma oportunidade para o heroísmo” e acrescenta que “essa oportunidade é aceita com surpreendente freqüência”.

O mesmo Lewis explica que “o problema de conciliar o sofrimento humano com a existência de um Deus só é insolúvel enquanto associarmos um significado trivial à palavra ‘amor’ e considerarmos as coisas como se o homem fosse o centro delas”.

Os que sofrem como crentes sabem muito bem que o sofrimento costuma purificar a piedade e aumentar a fé e a comunhão com Deus.

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