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Seções — Abertura

Incapazes de usar a vara e incapazes de recolher a vara!

Deus tenha misericórdia de nós! Pois somos incapazes de acertar, incapazes de agir com isenção de ânimo, incapazes de moderação. Cometemos mais equívocos do que acertos. Nossos desacertos são para a direita e para a esquerda, são de comissão e de omissão. Somos incapazes da coragem e incapazes da prudência. Somos incapazes de usar a vara e incapazes de recolher a vara. Estamos viciados para sempre.

Haveria menos corrupção se puníssemos os culpados e se não associássemos essa punição com algum sadismo. Mas, na verdade, gastamos um tempão para colocar o culpado na cadeia e outro tempão para tirá-lo de lá. Erramos para cá e para lá. É o caso da igreja de Corinto que custou a punir aquele irmão que possuiu a mulher do próprio pai (1 Co 5.1) e, depois, custou a perdoar e readmitir o antigo culpado (2 Co 2.5-11).

Deus tenha misericórdia de nós! Pois exageramos a bondade e exageramos a severidade. Porque exageramos a bondade, nossos filhos se corrompem; porque exageramos a severidade, nossos filhos se desesperam.

Deus tenha misericórdia de nós! Pois nossas motivações não são limpas. Tiramos partido próprio de tudo: do discurso, das gentilezas, das contribuições generosas, dos favores, dos elogios, dos jejuns.

Precisamos ler com atenção o profeta Zacarias. Logo no início, encontramos um desabafo da parte de Deus. Ele estava apenas um pouco irado com o seu povo, que havia pecado. Como forma de corrigi-lo, Ele fez uso dos assírios e dos babilônios para infringir a Israel um castigo sob medida. Eles seriam “o martelo de Deus” por algum tempo (Jr 21.20-23). Mas essas nações foram além da encomenda, além da medida, além do necessário. Bateram demais, feriram demais, mataram demais, destruíram demais, humilharam demais. Abusaram da sua autoridade, da sua oportunidade, do seu poder, do seu ódio. Cometeram excessos. Quem sabe, rasgaram o ventre de mulheres grávidas, cortaram a cabeça dos soldados, estupraram as recém-casadas, arrancaram a virgindade das meninas mal saídas da primeira menstruação, mataram de fome as crianças, obrigaram os adolescentes a comer carne de porco, mandaram 6 milhões de judeus para campos de concentração, lançaram a bomba atômica em Hiroshima e Nagasáqui, derrubaram o World Trade Center, torturaram prisioneiros iraquianos, mandaram para os ares restaurantes e outros prédios israelenses, e bombardearam casas e apartamentos dos palestinos.

É bom voltar ao desabafo de Deus registrado em Zacarias:

“Eu tenho sido muito zeloso com Jerusalém e Sião, mas estou muito irado contra as nações que se sentem seguras. Porque eu estava apenas um pouco irado com meu povo, mas elas aumentaram a dor que ele sofria!” (Zc 1.14-16).

Essa incapacidade de agir com isenção de ânimo, essa incapacidade ora de usar a vara ora de recolher a vara, essa incapacidade de santificar as motivações aconteceu também na época do profeta Obadias, cerca de uns 50 anos antes. Os descendentes de Esaú foram também “o martelo de Deus” contra os descendentes de Jacó, mas fizeram o mesmo que os assírios e babilônios: tomaram partido da situação, exageraram na matança e ainda se alegraram com a desgraça alheia (Ob 8-14).

Deus tenha muita misericórdia de nós!

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