Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Capa

Temos boas notícias e não podemos ficar calados

Somos quatro leprosos. Estávamos em Samaria quando a cidade foi cercada pelo exército de Ben-Hadade, rei da Síria, por muitos dias, lá pelo ano 850 antes de Cristo. Nada saía e nada entrava na cidade, domínio de Acabe, o mais ímpio de todos os reis de Israel até então, casado com a voluntariosa e impiedosa Jezabel.

Porque os estoques de comida acabaram, a fome se instalou em Samaria. O pouco que ainda havia para se comer era repugnante e valia uma fortuna: uma caneca com 200 gramas de esterco de pombas custava cinco barras de prata. Soubemos que duas senhoras cozinharam e comeram o filho de uma delas! Vimos muita gente morrer de fome, principalmente idosos e crianças.

Um dia, já sem esperança alguma de sobreviver, reunimo-nos junto à porta de Samaria, para escolher se morreríamos ali mesmo, lá dentro da cidade ou lá fora, onde estavam acampados os sírios. Tendo optado pelo último lugar, esperamos a noite chegar e então caminhamos em direção às barracas.

À medida que íamos avançando, mais estranhávamos o silêncio absoluto. Tivemos a impressão de que não havia vivalma por ali. E de fato não encontramos ninguém junto nem dentro das barracas desarrumadas e abandonadas, senão cavalos e jumentos amarrados. Entramos numa das tendas e enchemos a barriga com o que ali havia com fartura. Encontramos e pegamos para nós prata, ouro e roupas. Noutra barraca achamos as mesmas coisas e fomos colocando em lugares escondidos essas preciosidades.

De repente, a consciência esperneou dentro de nós quatro e dissemos a uma voz: “Não estamos agindo bem! Temos boas notícias e não devemos ficar calados. Se esperarmos até amanhã para contar, certamente seremos castigados. Vamos agora mesmo contar isso lá no palácio.”

Então saímos apressadamente do acampamento dos sírios e passamos as boas notícias para os guardas das portas, e eles a levaram ao rei Acabe. Pouco depois, a cidade inteira saiu correndo para fora dos muros e o povo matou a fome e viu a libertação operada por Deus.

Só depois soubemos que os sírios haviam abandonado o cerco e fugido a toda pressa, porque Deus os havia feito ouvir o barulho de um grande exército em marcha e eles entenderam que esse exército vinha para socorrer Samaria (2 Rs 6.24-7.20).



Quem precisa das boas notícias?

Por ocasião do dia de Finados, a historiadora Antonia M. Féliz escreveu no Jornal do Brasil (3/11/2003, p. A12):

Não se morre uma vez. A morte chega aos poucos, várias vezes, devagar, silenciosa, de forma bestial ou natural, em qualquer tempo, ao longo da vida. Morremos para o mundo, para o outro, para o fato e ato. Eu tenho medo das pequenas mortes. Eu tenho medo é da vida, da crueldade, das condições sob as quais os homens são desumanizados, em nome da justiça, da segurança, do desenvolvimento e até mesmo do amor. Eu tenho medo é da vida sem esperanças, que é morrer um pouco todos os dias.

Uma semana antes, no último sábado de outubro de 2003, às 5 horas da tarde, a professora Andrea Lisboa Salgado, de 33 anos, casada e mãe de duas crianças (Orlando, de 7 anos, e Letícia, de 4), teve as pernas amputadas pouco abaixo dos joelhos, por ter sido atropelada por uma lancha desgovernada na praia das Pitangueiras, nas proximidades de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Antonia Féliz e Andrea Salgado são dois exemplos tomados a esmo de pessoas que precisam de boas notícias para continuar vivas. Elas são nós e nós somos elas.

No bojo da boa notícia, Antonia Féliz encontrará que a morte vai morrer (1 Co 15.26). No mesmo baú da boa notícia, Andrea Salgado aprenderá “o segredo de viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4.12).

As boas notícias fazem verdadeiros milagres!

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.