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Seções — Abertura

Pimenta com chocolate

A mocinha era muito bonita. Morava na roça. Trabalhava como faxineira numa fábrica de chocolate na cidade ao lado. Usava vestidos longos, não colados à pele, não decotados. Órfã de pai e mãe, vivia com a avó, o tio e os primos. Era a caçula de todos.

Estudava numa escola de freiras do tempo antigo, que valorizava a pontualidade, o uniforme e os valores éticos e religiosos. Muito ingênua, não tinha malícia. Era simpática, bondosa e prestativa. Com palavras amáveis e com muitos chocolates quentes, procurava espantar a tristeza de um solteirão doente, muito mais velho que ela, que, embora desconhecido, também “trabalhava” na fábrica. Pertencia a uma outra época, sem motéis, nem cinemas, nem revistas pornográficas, nem televisão, nem internet. A cidade era pequena. Todo mundo se conhecia e se falava. Que menina maravilhosa!

Assim começou a novela Chocolate com Pimenta. Os pais que são verdadeiramente pais adoraram. A distância entre a novela Mulheres Apaixonadas, em seus últimos capítulos, e a novela Chocolate com Pimenta, em seus primeiros capítulos, era semelhante à distância entre o céu e a terra, entre o Oriente e o Ocidente.

Ninguém poderia esperar que, num dos primeiros encontros da admirável Aninha com o namorado rico e desempregado, ela se entregasse a ele e permitisse que Danilo lhe tirasse o vestido longo não colado à pele nem decotado. Ninguém poderia prever que, naquela sociedade, naquela cultura, naquele lugar pequeno, houvesse amor livre e a encantadora menina viesse a perder a virgindade e se engravidar tão repentinamente.

Mas esse é o papel da televisão — tornar natural o que não é natural, tornar lícito o que não é lícito, tornar direito o que é torto, tornar vulgar o que é sagrado, tornar chacota o que é sério, tornar generalizada a má conduta de uns poucos.

Como no caso da mulher adúltera levada à presença de Jesus, não é possível apedrejar apenas a televisão. O parceiro da televisão é o público. A televisão dá o que o público quer e está disposto a pagar. Cria-se assim um círculo vicioso dos mais destruidores: o público alimenta cada vez mais a ganância da televisão e a televisão alimenta cada vez mais o consumismo, a soberba, a intriga, a violência, a lascívia, o amor livre, a infidelidade conjugal, o divórcio, a homossexualidade. O consórcio da televisão com o público é inabalável. A cadeia por eles formada parece inquebrável e ascendente. Salve-se quem puder!

O grande mal é que nós não tratamos a televisão como algo espúrio nem como um simples hóspede em nossos lares, sujeito às mesmas normas da casa. Nós a deixamos totalmente livre e pouco a pouco trocamos as velhas normas pelas normas ditadas por essa intrusa que tornamos de casa.

Não se propõe aqui uma intifada contra a televisão. Se assim o fizéssemos, teríamos de ordenar também o apedrejamento do adúltero. O que se propõe é a sobrevivência e o predomínio do padrão familiar bíblico e cristão, e não do padrão imposto pela mídia.

Sempre é bom lembrar de duas preciosas exortações. No Antigo Testamento está escrito: “Não seguirás a multidão para fazeres mal” (Êx 23.2). O Novo Testamento registra estas solenes palavras de Jesus Cristo: “Se alguém [da multidão] quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23).

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