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Colunas — Perguntas básicas

Acerca do perdão

Respostas oferecidas por Carlos Caldas, professor do programa de pós-graduação em ciências da religião da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.



Deus realmente perdoa pecados?

Sim. A Bíblia é clara em afirmar que Deus “se esquece” dos pecados (Is 38.17; 43.25; Mq 7.18; Hb 8.12; 10.17). Ainda que tal expressão seja metafórica, isto é, comparativa, e antropomórfica, isto é, atribui a Deus atitudes humanas (neste caso, o esquecimento), a mensagem bíblica é clara: Deus perdoa os pecados.



Qualquer pecado?

Novamente, a resposta é um sonoro “sim”. A Bíblia fala do perdão divino concedido a pecados terríveis, como adultério e assassinato (no caso de Davi), e covardia (no caso de Pedro, que negou a Jesus). Estes são exemplos conhecidos. Há pelo menos um exemplo eloqüente e ilustrativo de que Deus perdoa qualquer pecado — um exemplo menos conhecido, mas talvez ainda mais impressionante que os anteriores. Trata-se da narrativa concernente ao rei Manassés, culpado de feitiçaria, massacres e crimes hediondos que incluíam até o sacrifício de seu próprio filho (2 Rs 21.1-9; 16). No entanto, arrependeu-se e foi perdoado (2 Cr 33.10-13, 18, 19 e 23).



O pecador precisa fazer alguma coisa para ser perdoado?

Não, se pensarmos em termos de merecer o perdão por méritos. Em outras palavras: à luz do ensino bíblico, não há nada que a criatura humana possa fazer para merecer o perdão. Sim, se pensarmos na necessidade do arrependimento e da fé em Cristo Jesus que todos precisam ter para que sejam perdoados. É oportuno citar: “pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8,9.)



O perdão de Deus é de uma vez só ou repetitivo?

Em um sentido, o perdão é dado uma única vez. A Bíblia apresenta o perdão como uma realidade presente, e não apenas como uma realidade futura: “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co 5.17). Observe-se que o verbo ser está no tempo presente. Para quem está em Cristo, o perdão já é real hoje. Entretanto, cada vez que aquele que está em Cristo comete pecado, ele deve confessar sua falta e buscar o perdão divino: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).



A sensação do perdão é meramente subjetiva?

Sim e não. O perdão é uma realidade objetiva que, no entanto, pode ser subjetivamente percebida. Toda a vida cristã é uma questão de fé, isto é, há que se crer nas promessas de perdão registradas nas Escrituras. Entretanto, não se pode esquecer que a vida cristã também envolve o aspecto emocional da existência. Alguns, por força de sua constituição emocional, poderão “sentir” o perdão com mais intensidade que outros.



Assim como se fala em ricos e pobres, brancos e negros, sábios e ignorantes, é correto falar em perdoados e não-perdoados?

Sim, pois a Bíblia não ensina que o perdão será distribuído “por atacado” para todas as pessoas, independentemente se queiram ou não ser perdoadas. O perdão é para aqueles que se reconhecem pecadores. Por mais desagradável que seja aos ouvidos modernos, não há promessa de perdão para os obstinados, aqueles que se recusam a admitir seus erros.



A ala reformada da igreja cristã proclama que a possibilidade do perdão termina com a morte. Na outra vida, aquela que se inicia com a morte, o perdão é mesmo impraticável?

Sim. Biblicamente falando, não há qualquer evidência que sirva de base para uma crença em perdão post-mortem. Grupos cristãos que crêem em tal possibilidade baseiam-se em tradições e em construções teológicas elaboradas a partir de raciocínios, mas não em um claro e inequívoco ensino bíblico.



O anjo que anunciou o nascimento de Jesus aos pastores de Belém chamou-o de Salvador. O mesmo fazem os apóstolos ao correr do Novo Testamento. Em que sentido Jesus é “o Salvador do mundo” (Jo 4.42)?

No sentido em que Ele veio para salvar, sem discriminação de raça, sexo ou condição social, econômica e cultural. É sugestivo e significativo o relato da genealogia de Jesus conforme Lucas (Lc 3.23-38), que apresenta o Salvador como descendente de Adão. Segundo este relato, Jesus é parente de toda a humanidade. Também é sugestiva e significativa a visão de João, de uma multidão que ninguém podia contar, constituída de pessoas salvas pela graça, provenientes de toda nação, tribo, povo e língua (Ap 7.9,10). Jesus concede salvação pela sua graça, como já vimos. Neste sentido, Ele é o Salvador do mundo.

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