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Especial — Uma guerra muito pouco "religiosa"

O bispo da Diocese Anglicana do Recife afirma que a extrema direita política americana é associada à extrema direita religiosa e o historiador da Igreja Presbiteriana do Brasil explica que, apesar do discurso religioso, Bush é acima de tudo um político.

Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, o bispo Robinson Cavalcanti é autor de vários livros, entre os quais se destacam Cristianismo e Política — teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo — desafios a uma fé engajada. Professor do Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper, em São Paulo, o pastor Alderi Souza de Matos é doutor em história pela Universidade de Boston. Nesta entrevista, Robinson fala como teólogo cristão e Alderi, como historiador igualmente cristão. Ambos têm uma mensagem urgente para as igrejas brasileiras. O teólogo diz que elas “precisam ser esclarecidas, elucidadas, vacinadas contra as propagandas que distorcem a verdade. Precisam desvincular a fé cristã de ideologias ou interesses nacionais, respeitar as culturas, comunicar o evangelho com sabedoria, encarnar os valores do reino de Deus (de justiça e paz), levantar a voz em defesa dos oprimidos”. O historiador diz que as igrejas brasileiras “devem compreender que é hipocrisia protestar contra a guerra no Iraque e se calar diante de outra guerra, esta bem brasileira, representada pela criminalidade, pela corrupção, pela violência, pela miséria, pela exclusão social, pelo desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa humana”.



Ultimato – Quem é Saddam Hussein?

Robinson – Sadam Hussein é um iraquiano muçulmano sunita, governante autocrático típico do Oriente Médio, dirigente do Partido Nacionalista Laico Baath, anteriormente apoiado pelos Estados Unidos em seu conflito com o Irã e com a presença soviética no Afeganistão. Tem garantido o caráter laico do Estado, com relativo respeito à minoria cristã e forte repressão à dissidência política.

Alderi – Saddam Hussein é uma espécie de governante que não mais deveria existir — um ditador. Como tal, governa com mão de ferro e se eterniza no poder, considerando-se insubstituível. Como todos os déspotas, coloca-se acima da lei e das instituições. Quando subiu ao poder, ordenou a eliminação de dezenas de adversários políticos. Mantém-se no cargo graças a uma combinação de violência e manipulação de diversos setores da sociedade. Sua agressividade megalomaníaca tem se voltado contra os seus vizinhos — promoveu uma longa e sangrenta guerra contra o Irã e ocupou o pequeno e rico Kuwait. Também causou massacres entre grupos minoritários do Iraque, como os curdos, contra os quais utilizou armamentos químicos. Usa a sua função como um meio de enriquecimento ilícito, tendo construído dezenas de palácios suntuosos através do país. Seus filhos ocupam cargos importantes no governo e na iniciativa privada, tendo igualmente enriquecido às custas do povo iraquiano. Incentiva o culto à própria personalidade, cuja expressão mais visível são as muitas estátuas e painéis que o retratam, espalhados por todo o país.



Ultimato – Quem é George W. Bush?

Robinson – George Bush é um norte-americano texano criado na Igreja Episcopal e hoje membro da Igreja Metodista, militante do conservador Partido Republicano, oriundo do tradicionalismo provinciano do Texas, de convicções teológicas fundamentalistas e ideológicas neoconservadoras. Tem ameaçado as tradições democráticas do seu país, no que diz respeito aos direitos civis e a seu caráter laico.

Alderi – George W. Bush é o governante mais importante e influente em todo o mundo, visto ser o líder da única superpotência da atualidade, os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, é um presidente com sérios problemas de imagem. Foi eleito numa disputa apertada com o outro candidato, cujo resultado levou semanas para ser divulgado. Teve a infelicidade de ver o seu país sofrer o maior ataque terrorista de toda a sua história — os atentados de 11 de setembro de 2001. Grande parte da sua administração tem se concentrado em reagir contra essa nova realidade. Já envolveu os Estados Unidos (e nações aliadas) em duas guerras. No Afeganistão, retirou do poder o regime dos talibãs, mas não alcançou o objetivo mais acalentado — a eliminação do terrorista Ossama Bin Laden. Agora, castiga duramente o Iraque, visando afastar do poder o seu ditador. A ocupação está mais difícil do que se esperava e o número de vítimas aumenta consideravelmente de ambos os lados, gerando protestos crescentes nos Estados Unidos e ao redor do mundo. Apesar do discurso religioso, Bush é acima de tudo um político, e um político preocupado com a sua sobrevivência, especialmente à medida que se aproximam as eleições presidenciais.



Ultimato – As expressões “Império do Mal” ou “Eixo do Mal”, usadas pelo presidente americano ao se referir ao Iraque, Coréia do Norte e Irã são apropriadas?

Robinson – É perigoso e anticristão se pretender a encarnação do “bem” e ver no adversário a encarnação do “mal”, no estilo da seita dos maniqueus, atentando contra a doutrina bíblica da universalidade do pecado, ou, nas palavras de Calvino, da “depravação total”. Há ambigüidade moral e espiritual em todas as pessoas e em todas as nações.

Alderi – Não são apropriadas porque revelam uma visão dualista e simplista da realidade. Todavia, são clichês muito eficientes em termos de propaganda, causando forte impacto emocional na opinião pública. As expressões são equivocadas porque deixam implícito que os Estados Unidos e seus aliados são o “Império do Bem” ou o “Eixo do Bem”, o que está longe de ser verdade. Na sua história, a América do Norte, ao lado dos seus momentos de grandeza, tem tido manifestações de profunda maldade e desumanidade. Basta mencionar o que foi feito com os indígenas e os negros durante séculos. Muitos católicos e evangélicos colocariam na mesma categoria os milhões de abortos legais realizados todos os anos. Por outro lado, durante a Guerra Fria, vários regimes que hoje são descritos como diabólicos receberam o apoio norte-americano, entre os quais o próprio Iraque, quando guerreava contra o Irã — que por sua vez caracterizava os Estados Unidos como o Grande Satã.



Ultimato – A expressão “Invasão do Iraque”, menos branda que “Guerra do Iraque”, estaria correta?

Robinson – À luz do Direito Internacional Público, não há uma guerra, e sim uma invasão, ou ocupação. À luz da ciência política, há uma conquista. É o resultado de uma ação unilateral com o uso da força, violando o sistema internacional representado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e os princípios da soberania e da autodeterminação dos povos.

Alderi – A expressão está correta porque é a que melhor descreve o que de fato aconteceu. Os Estados Unidos atacaram unilateralmente um país soberano que não os havia agredido, e isso sem o aval das Nações Unidas, a qual, com todas as suas falhas, é o organismo internacional mais representativo da atualidade e tem sido um fator de estabilidade e conciliação em muitas regiões tensas ao redor do mundo. As pessoas mais diretamente afetadas pelas operações militares, o povo iraquiano, não vêem as tropas norte-americanas como libertadoras, mas como invasoras mesmo.



Ultimato – As atuais incursões dos EUA na região mais muçulmana do globo têm alguma semelhança com as experiências militares organizadas pelos cristãos para recuperar a Terra Santa dos muçulmanos nos séculos 12 e 13?

Robinson – Os motivos políticos e econômicos estiveram presentes nas Cruzadas, sob o aparente argumento religioso. O domínio estratégico da região, o domínio dos recursos petrolíferos e a consolidação do mando imperial norte-americano estão por trás da retórica da “guerra preventiva”, da “libertação do Iraque”, da “disseminação da democracia” ou da presença cristã contra o islamismo. A tragédia histórica, em suas conseqüências, será semelhante.

Alderi – Objetivamente falando, as semelhanças são pequenas. As cruzadas foram campanhas militares promovidas pela Europa católica contra os muçulmanos que ocupavam a Palestina e impediam o acesso dos peregrinos cristãos aos lugares sagrados do cristianismo. Havia interesses de dominação política e enriquecimento fácil, mas a motivação principal era nitidamente religiosa e mística. No caso atual, embora exista uma profunda diferenciação religiosa entre as duas partes, os impulsos predominantes são geopolíticos. Mesmo assim, a percepção dos muçulmanos é que se trata de uma reedição das sempre lembradas e odiadas cruzadas medievais.



Ultimato – Com a queda do comunismo e com o tremendo poderio bélico americano, os EUA são hoje a nação mais poderosa do mundo. É justo afirmar que o país passa pela mesma tentação de manter e ampliar seu domínio sobre as demais nações, como aconteceu com todos os impérios do passado? O processo é consciente ou inconsciente?

Robinson – Há um monopólio geopolítico dos Estados Unidos sobre o mundo desde a queda da União Soviética, como houve no caso de Roma, com a derrota de Cartago nas guerras púnicas. Essa dominação era temperada pelo multilateralismo da administração Clinton, em parceria com o oligopólio econômico do G-8. Agora o império se desnuda. É algo consciente, já defendido pelos teóricos neoconservadores há alguns anos, hoje em prática na chamada “Doutrina Bush”: a) somos a única força global; b) nossos interesses estarão sempre em primeiro lugar (não assinaturas de tratados auto-limitadores ou submissão a organismos multilaterais); c) pessoas, organizações ou países que sejam obstáculos aos nossos interesses deverão ser removidos. O poder tem a autoridade de se auto-legitimar, de definir o que é bom ou mau. Todos os Estados estão ameaçados e se sentem vulneráveis. Este é um novo, preocupante e trágico momento da história da civilização.

Alderi – As tendências expansionistas dos Estados Unidos são claras ao longo da história. Por exemplo, esse país conquistou cerca de um quarto do seu território através de uma guerra contra o México (1846-1848). Todavia, no caso presente o impulso principal parece ter vindo dos ataques terroristas de 2001. Não fossem os ataques, não teriam ocorrido as invasões do Afeganistão e do Iraque. A luta contra o terrorismo internacional é atualmente o fator preponderante da política externa americana.



Ultimato – Tanto o governo e o povo dos EUA como o governo e o povo do Iraque afirmam ter a bênção de Deus e de Alá, respectivamente. Então, é uma guerra religiosa?

Robinson – O nome de Deus tem sido invocado em vão. Estamos na era da graça, estando superados os estados teocráticos. Essa é uma guerra mui pouco “religiosa” (violência, destruição, morte de civis inocentes), apesar da retórica e da propaganda.

Alderi – Não é uma guerra religiosa, mas como as duas partes abraçam religiões diferentes, exatamente as duas com maior número de adeptos em termos mundiais, certamente haverá vastas implicações no âmbito religioso. Além disso, à medida que a guerra se desenrola, o fator religioso vai se tornando cada vez mais saliente, especialmente entre os muçulmanos, conhecidos pela sua militância político-religiosa.



Ultimato – Está causando um mal-estar geral e tremendo escândalo para o evangelho o fato de George Bush se considerar o “Procurador de Deus” (expressão de Roberto Pompeu de Toledo, Veja, 12/03/2003, p. 114). Como líderes e teólogos evangélicos americanos estão reagindo a isso?

Robinson – A invasão do Iraque está acirrando a animosidade dos islâmicos contra os cristãos, sendo um obstáculo a mais para a evangelização daquela região (“a religião do invasor-conquistador”). A extrema direita política americana é associada à extrema direita religiosa, fundamentalista, extremista, sectária, intolerante, bitolada e belicosa. O patriotismo cego como ideologia é revestido de um discurso “teológico”. A imagem do evangelicalismo está sendo desgastada. Há muitas outras correntes evangélicas nos EUA e no mundo. Há mais evangélicos nas marchas pela paz do que no cenário da guerra. Vozes respeitadas do cristianismo reformado norte-americano têm se levantado em defesa dos direitos democráticos republicanos e dos valores do reino de Deus.

Alderi – Certamente o discurso e as posturas religiosas de Bush vão comprometer ainda mais a imagem do evangelicalismo norte-americano e, por extensão, de outros países. Porém, as ações militares no Iraque estão recebendo o apoio de mais de 70% dos americanos, o que deve incluir, além dos evangélicos, muitos católicos e membros de outras confissões. Bush não é um homem acentuadamente religioso, mas está sendo muito astuto no sentido de explorar a religiosidade patriótica dos seus concidadãos, a religião civil que sempre foi tão importante na história americana. O uso da religião para legitimar realidades tão avessas ao espírito do cristianismo como a desumanidade da guerra e suas nefastas conseqüências tem profundas implicações teológicas e éticas que irão exigir uma séria tomada de posição dos cristãos norte-americanos.



Ultimato – Há quem diga que dominador por dominador, Bush é muito melhor que Hitler, Stalin e Saddam. Tem de ser assim mesmo?

Robinson – O mundo precisa de estadistas e não de uma escala de “meios-ruindade”. Paul Johnson, historiador católico conservador inglês, é quem defende a inevitabilidade de uma ordem internacional sob o tacão de um “Leviatã Benigno”, os Estados Unidos. E que a única alternativa a isso seriam os tiranos. Lutamos pela autodeterminação dos povos, pela soberania popular, pelos direitos civis e por uma ordem mundial legal, legítima e multilateral, sem donos. Todo poder corrompe. O poder imperial corrompe mais ainda, e poderá cair seja pela invasão dos “bárbaros”, seja implodindo pelas mazelas ou resistências internas.

Alderi – É incorreto fazer esse tipo de comparações. Hitler e Stalin pertencem a uma categoria toda especial de criminosos genocidas, cujas monstruosidades contra a raça humana jamais deverão ser esquecidas. Uma comparação entre Bush e Saddam seria mais pertinente. Para muitos árabes e muçulmanos, Bush certamente encarna aquilo que o seu adversário representa para muitos ocidentais. Mas não é essa a questão, ou seja, se Bush vai ser um dominador melhor do que Saddam. O que está em jogo é a legitimidade e a necessidade dessas ações militares. O Iraque vinha amargando um embargo econômico há muitos anos; tinha suas atividades militares monitoradas dia e noite pelos Estados Unidos; não estava representando nenhuma ameaça efetiva para quem quer que seja. Por outro lado, vinha cedendo às pressões internacionais e fazendo concessões no que diz respeito à fiscalização do seu arsenal bélico. Sem subestimar os males do regime de Saddam, essa guerra poderia ter sido evitada em favor de ações menos traumáticas e destrutivas. Por causa da ânsia em afastar um déspota do poder, toda uma população civil já muito sofrida está sendo duramente castigada.



Ultimato – Há alguma relação entre os atuais acontecimentos e o chamado “destino manifesto”?

Robinson – A Constituição de Filadélfia e a Primeira Emenda, que tornou os EUA o primeiro Estado laico do mundo, tem convivido com uma “religião civil” de fundo puritano, com os EUA como “novo Israel”, ou “nação escolhida”, idéias amplamente disseminadas e de fortes raízes, cuja expressão mais extrema é o mormonismo. Isso tem levado ao pecado da arrogância, da superioridade, do racismo, e ao desrespeito ao diferente, ao fraco, ao estrangeiro. A história — é bom lembrar — é um cemitério de impérios e um museu de déspotas.

Alderi – O “destino manifesto”, ou seja, a crença de que os Estados Unidos são uma espécie de povo escolhido cuja missão é transmitir às outras nações os seus valores religiosos, políticos, econômicos e culturais, tem estado presente em quase toda a história americana. É algo que está profundamente arraigado na mentalidade norte-americana e influencia muitas das ações daquele povo, consciente ou inconscientemente. O problema é que, quando o governo norte-americano começa a decidir unilateralmente o que é ou não é bom para outros países, deixa uma imagem de arrogância e prepotência que dificilmente será apagada. Além disso, existe falta de consistência nas ações americanas. Saddam é atacado porque comete atrocidades e supostamente apóia o terrorismo. No entanto, existem outros casos de agressões flagrantes que não receberam ou não recebem a mesma atenção dos Estados Unidos. Por exemplo, o genocídio do Camboja, a ocupação chinesa do Tibete e o drama dos palestinos.



Ultimato – O atual conflito bélico trará conseqüências negativas para o avanço missionário da igreja cristã?

Robinson – Sem dúvida. Há cristianismo no Oriente Médio há dois mil anos: nestorianos, bizantinos, pré-calcedônios, uniatas e, a partir do século 19, protestantes. Milhões de cristãos têm abandonado o Oriente Médio desde a queda do Império Otomano, após a Segunda Guerra Mundial, e após a criação do Estado de Israel (um Estado secular de maioria atéia e agnóstica). Os evangélicos árabes choram pelo abandono que recebem de seus irmãos do Ocidente. Ser contra a direita sionista não é ser anti-semita. Ser contra o imperialismo dos Estados Unidos não é ser antiamericano.

Alderi – Os grandes esquecidos desse conflito são os cristãos que vivem nos países muçulmanos, principalmente os naturais desses países, cuja vida se tornará ainda mais difícil diante dos atuais acontecimentos. Que os cristãos que vivem nos países muçulmanos tenham de sofrer por causa da intolerância islâmica é uma coisa; que tenham de sofrer por causa de ações inconsideradas do Ocidente cristão é algo muito diferente. As conseqüências negativas para o avanço missionário no mundo muçulmano serão inevitáveis, em virtude dos ressentimentos profundos e duradouros contra o Ocidente e contra o cristianismo que estão sendo gerados ou intensificados.



Ultimato – Frente a tudo o que está acontecendo hoje no cenário mundial, como deve agir a igreja, tanto aqui no Brasil, como nos EUA e em outros lugares?

Robinson – As igrejas precisam conhecer mais a história e a geografia das civilizações, ser esclarecidas, elucidadas, vacinadas contra propagandas que distorcem a verdade. Precisam desvincular a fé cristã de ideologias ou interesses nacionais, respeitar as culturas, comunicar o evangelho com sabedoria, encarnar os valores do reino de Deus (de justiça e de paz), levantar a voz em defesa dos oprimidos.

Alderi – Nos EUA, as igrejas deveriam levantar a sua voz de protesto contra essa guerra absurda e desnecessária. Deveriam proclamar que a agressividade e a prepotência violam os valores mais nobres ensinados e exemplificados por Cristo. Que a identificação das ações de um governo com a vontade de Deus tem levado a igreja a manchar a sua consciência e o seu testemunho no mundo. Que a ira do homem não produz a justiça de Deus (Tg 1.20). Que esta guerra não vai tornar o mundo melhor, mais solidário e mais fraterno, e sim despertar reações terríveis no futuro próximo ou distante. Quanto às igrejas brasileiras, elas devem compreender que é hipocrisia protestar contra a guerra no Iraque e se calar diante de outra guerra, esta bem brasileira, representada pela criminalidade, pela corrupção, pela violência, pela miséria, pela exclusão social, pelo desrespeito aos direitos fundamentais da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus. Que precisamos ser instrumentos de justiça e reconciliação a começar dos locais em que vivemos e atuamos, para então falarmos com coerência e autoridade sobre o que acontece em lugares mais distantes.

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