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Um cachorro imundo nas mãos de Deus

Todo mundo conhece as histórias da jumenta que falou a Balaão (Nm 22.28), dos corvos que levavam de manhã e à tarde pão e carne para Elias (1 Rs 17.6) e do grande peixe que engoliu e depois vomitou o profeta Jonas (Jn 1.17). Mas quase ninguém conhece a história do cachorro imundo que salvou da morte a estudante de medicina Júlia Rios*, de 22 anos. Deixemos que ela mesma conte o que aconteceu:

“Em 1994, eu estava com 16 anos, tinha 1 metro e 54 centímetros e pesava só 23 quilos. Sofria de uma doença chamada anorexia nervosa — um distúrbio alimentar cuja problemática principal gira em torno da imagem corporal. O medo de engordar é tão grande que supera o medo de morrer. Meu estado era tão grave que perdi a esperança de viver. Médicos inexperientes na área diziam que a morte era inevitável.

Orava todos os dias, embora me parecesse que Deus estava muito distante. Pedia-lhe que me fizesse enxergar o quanto estava magra. Queixava-me da demora de Deus, pois a anorexia já durava dois anos e consumia a mim e a minha família.

Certa ocasião, fomos visitar uma prima que tinha um cachorro da raça poodle, maravilhoso. Era o xodó da casa. O animal freqüentava o “salão de beleza” toda semana e só comia carne de primeira. Tinha pêlos brancos, macios e sempre bem escovados, e dormia na cama da minha prima. Um dia, o cãozinho fugiu de casa e acabou acorrentado por um homem, que o deixou ao relento, sem água e sem comida. Atraído por uma recompensa, esse homem devolveu o cão à minha prima. Ele estava horrível: magro, esquelético, repleto de sarna e com os pêlos sujos e embolados. Comia qualquer coisa que jogássemos para ele. O que mais me impressionou foi a aparência senil do cachorro, adquirida devido à tamanha caquexia.

De repente, me vi naquele cão como se ele fosse meu espelho. Senti-me como ele, enxerguei-me como ele: velha, magra, feia. Aí me deu uma reviravolta na cabeça. A partir daquele momento comecei a melhorar. Ainda não me considero totalmente curada, mas, graças a Deus, tenho me sentido muito, muito melhor! Deus usou um cachorro e me mostrou — e continua a mostrar — que o tempo dele é diferente do meu. Agora me lembro sempre daquela exortação de Jesus: ‘Não andeis ansiosos pela vossa vida [...] nem pelo vosso corpo’ (Lc 12.22).”

Júlia começou a sofrer de anorexia nervosa em 1991. Seu estado era tão grave que foram necessárias duas internações hospitalares, a primeira no Hospital da Universidade da Califórnia, onde seus pais faziam cursos de pós-graduação, e a segunda no Hospital das Clínicas em Belo Horizonte, ambas em 1994. Mesmo com uma assistência especializada de três meses, Júlia não experimentou melhora alguma.

Embora condene a gula, a Bíblia gasta muito mais tempo com notáveis providências alimentares. Os exemplos que chamam mais atenção são a provisão do maná diário em quantidade farta durante os 40 anos de caminhada dos israelitas entre o Egito e a terra prometida (aquela que “mana leite e mel”), a refeição (pão e carne) que era levada para o profeta Elias duas vezes por dia quando estava escondido de Jezabel numa caverna, as duas multiplicações de pães e peixes que Jesus realizou em benefício de enormes multidões (“todos comeram e ficaram satisfeitos”) e a refeição (churrasco de peixe e pão) que Jesus mesmo preparou e ofereceu aos discípulos numa praia do mar da Galiléia, depois de uma noite de pescaria sem sucesso algum

(Jo 21.1-14). Deve-se trazer ainda à lembrança o registro de que, logo após os 40 dias de jejum e tentação, os “anjos vieram a Jesus e o serviram”

(Mt 4.11). Certamente, eles prepararam um banquete para Jesus, como o Bom Pastor fez para o salmista (Sl 23.5) e como o pai da parábola fez para o filho que retornou ao lar, quando estava morrendo de fome

(Lc 15.17, 23). Todavia o caso mais impressionante é a recomendação que Jesus fez a Jairo e à sua esposa para que providenciassem uma refeição para a filha de 12 anos que Ele acabara de ressuscitar (Lc 8.55)!



Nota

* Nome fictício, para preservar a identidade da jovem.

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