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Especial — Pastores e padres de boca aberta

O antigo provérbio francês de 1610 tem o seu valor: “En bouche close n’entre mouche” (“Em boca fechada não entra mosca”).

Em boca fechada também não entram poeira, sujeira, água contaminada, fragmentos da saliva daquele que fala sem parar, insetos, bacilos (como o de Koch, causador da tuberculose humana) etc. Uma vez fechada, a boca não fala bobagem, não prega mentira, não difama ninguém, não emite palavrão. De fato, a boca fechada é tanto uma solução apropriada como uma virtude rara.

Entretanto, a boca fechada pode ser um desastre, uma ignomínia, um desperdício. Pastores e padres não podem permanecer de boca fechada a vida inteira, por três razões muito convincentes.



1. Pastores e padres precisam abrir a boca para receber alimento

A Palavra de Deus diz: “Abra a sua boca, e eu o alimentarei” (Sl 81.10, NVI). Na versão da CNBB está assim: “Abra a boca, eu quero enchê-la”.

Embora Deus se preocupe muito com o alimento material, aqui se trata de alimento espiritual. Moisés disse a Israel no deserto e Jesus asseverou ao diabo também no deserto, onde havia jejuado por 40 dias: “Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus” (Dt 8.3; Mt 4.4).

O pastor e o padre precisam abrir bem (ARA e TEB) a boca para serem alimentados com o manjar celestial, para terem saúde espiritual, para resistirem ao pecado, para não cometerem escândalos, para ficarem cada vez mais parecidos com Deus (1 Pe 1.16), para terem alegria, entusiasmo, profundidade, lastro e reservas para o “dia mau” (Ef 6.13).

Assim como não se admite um professor de educação física esquelético, raquítico, pálido e preguiçoso, não se pode admitir um pastor nem um padre sem santidade de vida, sem comunhão com Deus, sem autoridade moral e doutrinária.

Basta abrir bem a boca, como o bebê faz diante do seio materno. Quem vai alimentar é o Grande Pastor das ovelhas (Hb 13.20). Pastores e padres precisam apenas aproximar-se da Fonte e dela beber: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba” (Jo 7.37).



2. Pastores e padres precisam abrir a boca para ter o que pregar

A Palavra de Deu diz: “Abra a boca e coma o que vou lhe dar” (Ez 2.8).

O texto trata da vocação do sacerdote Ezequiel, um dos judeus que foram levados para a Babilônia (atual Iraque), a 1.100 quilômetros de Jerusalém, na primeira leva de deportados, logo depois da capitulação da cidade por Nabucodonosor, no ano 597 a.C.

Deus ordena a Ezequiel, de uns 30 anos, que fique em pé para ouvir o que Ele tem a falar: “O povo a quem vou enviá-lo é obstinado e rebelde [...]. Não tenha medo dessa gente [...]. Você lhes falará as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir [...]. Coma esse rolo [um livro cheio de lamento, pranto e ais] e depois vá falar à nação de Israel” (Ez 2.1-3.11).

A mensagem que Ezequiel deveria anunciar estava naquele rolo, que ele comeu e com o qual encheu o estômago. Após essa cerimônia, o profeta já não era um pregador sem sermão, sem mensagem, sem recado, sem conteúdo, sem subsistência. Deus já havia prometido a Moisés: “Levantarei no meio dos seus irmãos um profeta como você e porei minhas palavras na sua boca, e ele lhes dirá tudo o que eu lhe ordenar” (Dt 18.18).

O profeta que fala da parte de Deus dificilmente agrada às multidões, pois em geral ele condena o pecado, não deixa o público se acostumar com o pecado, traz à lembrança do povo a antiga lei de Deus. Ele provoca intranqüilidade — não anuncia palavras agradáveis que todos querem ouvir; ele se torna antipático e, por vezes, réu de morte. É por isso que a expressão “não tenha medo” aparece quatro vezes no texto de Ezequiel.

Hoje, por exemplo, não é nada popular pregar contra o consumismo, contra o aborto, contra a eutanásia, contra a violência, contra os governos injustos, contra o adultério, contra o homossexualismo, contra o amor livre, contra a hipocrisia. Não é nada fácil opor-se ao mesmo tempo contra o Iraque e contra os Estados Unidos. Não é tão simples denunciar a invasão do Iraque, se o invasor exibe poder e tenta meter medo.

Curioso é que a pregação de Ezequiel não foi só contra o seu próprio povo, o que ocupa os 24 primeiros capítulos do livro que tem o seu nome. Foi também contra as nações estrangeiras (capítulos 25 a 32). A pregação de Ezequiel não foi só anúncio de juízo (capítulos 1 a 32). Ele anunciou também as promessas de restauração futura (capítulos 33 a 48).



3. Pastores e padres precisam abrir a boca para anunciar as boas notícias

A Palavra de Deus diz: “Pregue a mensagem [isto é, abra a boca] e insista em anunciá-la, seja no tempo certo ou não” (2 Tm 4.2, NTLH).

Agora não é abrir a boca para receber alguma coisa. Agora é abrir a boca para deixar sair o que entrou. Primeiro, é preciso abrir a boca para receber alimento. Segundo, é preciso abrir a boca para ter o que pregar. Terceiro, é preciso abrir a boca para desandar a proclamação do evangelho.

Se os discípulos se calarem, reagiu Jesus Cristo, “as pedras clamarão” (Lc 19.40). Pois “a fé vem por se ouvir a mensagem e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” (Rm 10.17, NVI).

Jesus impôs esse compromisso aos seus discípulos na chamada Grande Comissão: “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas” (Mc 16.15). É por essa razão que os apóstolos declararam ao sinédrio judaico: “Não podemos deixar de falar do que vimos e ouvimos

(At 4.20). É por essa razão que Saulo, imediatamente após a conversão, abriu a boca e “começou a pregar que Jesus é o Filho de Deus” (At 9.20). Para reforçar esse entusiasmo, certa noite o Senhor falou a Paulo em Corinto: “Não tenha medo” — a mesma expressão usada na vocação de Ezequiel — “continue falando e não fique calado” (At 18.9, NVI). Em outras palavras: Não fique de boca fechada, na qual não entra mosca!

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