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Até quando terei de viver?

Enquanto alguns não toleram a morte, outros não toleram a vida. Muitos ficam satisfeitos com um ano a mais; outros, com um ano a menos. Quanto mais devagar o tempo passar é melhor para muitos. Para outros é o contrário: quanto mais depressa o tempo passar é melhor. Estes querem morrer e aqueles querem viver.

Entre os que não querem mais viver estão principalmente os doentes terminais. Foi para eles que o médico americano Jack Kevorkian, de 73 anos, criou uma “máquina de suicídio”, com a qual seus pacientes injetavam substâncias letais em suas veias com o simples apertar de um botão. Em 10 anos, o “Doutor Morte” (apelido dado a Kevorkian) ajudou 130 pessoas a morrer.

Número maior de suicídios assistidos e em período de tempo muito menor está acontecendo numa casa alugada em Zurique, na Suíça. Desde que foi criada, há quatro anos, a organização Dignitas já assistiu à morte de 140 pessoas, quase todos estrangeiros (alemães em primeiro lugar e, depois, britânicos, franceses, holandeses e americanos). Os que querem apressar a morte tomam uma dose letal de pentobarbital de sódio misturada a uma bebida qualquer, preparada por uma enfermeira voluntária. Em poucos minutos, o doente em estado terminal entra em coma e morre. Para tanto é necessário que o paciente mostre um atestado médico de que não há chances de cura para sua doença e de que ele é capaz de tomar essa decisão livremente.

O advogado Ludwig Minelli, de 69 anos, fundador da Dignitas, disse à Folha de São Paulo que “o número de tentativas de suicídio é cinco vezes superior ao dos suicídios efetivos”.

Há uma diferença enorme entre o astrofísico alemão Herbert Mataré, de 90 anos, portador de um câncer de próstata incurável, e o Jó da história bíblica, também portador de uma doença incurável, que o reduziu a pele e osso. Enquanto o alemão confessa que não tem “conexão com nenhuma fé tradicional”, o homem da terra de Uz assume uma posição contrária: “Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra” (Jó 19.15). Outra diferença entre Jó e Mataré é que este diz: “Depende de mim colocar um ponto final na minha vida e eu decidi que o que vivi já é suficiente”. Jó, porém, fala outra coisa: “Se tão-somente fosse atendido o meu pedido, se Deus me concedesse o meu desejo, se Deus se dispusesse a esmagar-me, a soltar a mão protetora e eliminar-me!” Jó apenas deseja e pede a morte. Herbert Mataré vai muito adiante: “Eu ainda posso trabalhar, ainda posso andar, e até agora não tenho sentido muita dor; mas, assim que a situação se complicar, vou a Zurique, acabar com isso”.

O ser humano se desencanta com a vida não só quando é acometido de uma enfermidade cujos medicamentos, além de não curarem, ainda apresentam efeitos colaterais piores que a própria dor. Há quem pergunte “Até quando terei de viver?” porque está num campo de extermínio, porque está no corredor da morte, porque acaba de perder uma guerra (como Hitler), porque tem o coração cheio de remorso (como Judas), porque todos os seus planos ruíram por terra ou porque terão de enfrentar a justiça terrena (como Goering) ou a justiça divina.

Logo após a abertura do sexto selo, isto é, no desenrolar dos acontecimentos que antecedem os novos céus e a nova terra, os culpados se esconderão em cavernas e gritarão às montanhas e às rochas: “Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro, pois chegou o grande dia da ira deles e quem poderá suportar?” (Ap 7.15-17).

E, quando o juízo for chegando mais perto, “naqueles dias os homens procurarão a morte, mas não a encontrarão; desejarão morrer, mas a morte fugirá deles” (Ap 9.6).

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