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A marcha triunfal de Jesus

É óbvio que a marcha triunfal de Jesus começou imediatamente após a queda, quando Deus deu aos primeiros transgressores a boa e distante notícia de que o descendente da mulher feriria a cabeça da serpente, a causadora de todo o mal (Gn 3.15).

Continuou com a misericordiosa e soberana chamada de Abraão em Ur dos caldeus, alguns anos depois do dilúvio (Gn 12.1-3), a cujos descendentes foram confiados os oráculos de Deus (Rm 3.2).

Quando, na agenda da redenção, chegou a plenitude do tempo, Deus então enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido da descendência de Abraão, a fim de redimir os que estavam sob a lei, sob a dura lex, sob a condenação da queda, do pecado coletivo e do pecado pessoal, para que recebessem a redenção aqueles que o reconhecem como Senhor e Salvador (Gl 4.4).

Embora, segundo os critérios deste mundo, a marcha de Jesus rumo a Jerusalém, rumo ao Getsêmani, rumo ao Gólgota e rumo ao cemitério particular de José de Arimatéia pareça uma melancólica e fatídica marcha fúnebre, ela foi, sem exagero algum, a mais difícil e a mais encantadora marcha triunfal de todos os tempos. Para chegar até a cruz, Jesus experimentou uma tristeza mortal (Mt 26.38), suou sangue (Lc 22.44), dispensou a interferência das doze legiões de anjos à sua disposição (Mt 26.53), negou-se a si mesmo (Mt 26.39), não abriu a boca e deixou-se levar para o matadouro (Is 53.7; Jo 10.18).

Sua ressurreição física e corpórea, três dias depois da morte, foi outra vitória espetacular, que modificou por completo e para sempre o ânimo, a teologia e a pregação dos primeiros e de todos os seguintes cristãos.

Depois de ter feito a purificação dos pecados, depois de sua morte voluntária e vicária, depois de sua ressurreição, depois de ter se apresentado vivo com muitas provas indiscutíveis pelo espaço de quarenta dias (At 1.3), Jesus foi elevado ao céu (Lc 24.51) e “se assentou à direita da Majestade nas alturas” (Hb 1.3). E, a partir daí, Ele está colocando progressivamente “todos os inimigos” debaixo dos pés (1 Co 15.25). O que Paulo chama de inimigos são “forças e estruturas que invertem o destino humano, desagregando, pervertendo e até mesmo levando os homens à morte”, como querem os tradutores da Edição Pastoral da Bíblia. São todos “os poderes hostis ao Reino de Deus”, como acrescenta a Bíblia de Jerusalém. Paulo não faz uma lista nominal de “todos os inimigos”. Apenas nomeia um deles: “O último inimigo a ser destruído é a morte”

(1 Co 15.26). Já que a morte é “a angústia básica de todo ser humano” (Ana Maria Barbosa), “a grande neurose das civilizações” (Roberto Chabo), “uma das mais teimosas e iniludíveis manifestações da finitude e impotência humana” (J.J.Tamoyo) e “a mais fria de todas as anti-utopias” (Dicionário da Pastoral) — é possível aquilatar o tamanho e o brilho da marcha triunfal de Jesus.

Depois de destruir todo domínio, toda autoridade e todo poder hostil a Deus, ao gênero humano e à criação, e de colocar tudo sob seus pés, então Jesus virá segunda vez em poder e muita glória (Mt 24.30), os vivos serão transformados, os mortos serão ressuscitados, os empedernidos serão condenados e Satanás será lançado em algum lugar equivalente a um “lago de fogo e enxofre” para ser atormentado “dia e noite, para todo sempre” (Ap 20.10). Então haverá novos céus e nova terra e todos os salvos pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo viverão no tabernáculo de Deus e contemplarão a sua face por eras que tombam sobre eras numa eterna sucessão (Ap 21.3, 22; 22.4,5)!

É aí que termina a marcha triunfal de Jesus, que começou no jardim do Éden, logo após o primeiro fracasso humano.

Mesmo agora, “já se vê a tua marcha triunfal, ó Deus, a marcha do meu Deus e Rei adentrando o santuário. À frente estão os cantores, depois os músicos; com eles vão os jovens tocando tamborins” (Sl 68.24,25). Aleluia! Amém!

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