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O Jesus esvaziado

No final de 2000, o apreciado teólogo, filósofo e psicanalista Rubem Alves, autor de vários livros e professor na Unicamp, fez uma estranha confissão: “Hoje, as idéias centrais da teologia cristã em que acreditei nada significam para mim: são cascas de cigarras, vazias. Não fazem sentido. Não as entendo. Não as amo. Não posso amar um Pai que mata o Filho, para satisfazer sua justiça”.1 Nascido em lar evangélico, criado na Escola Dominical, bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul e ex-pastor da Igreja Presbiteriana de Lavras, MG (de 1959 a 1966), Rubem Alves muitas vezes tomou o cálice da Ceia do Senhor e repetiu solenemente as palavras de Jesus Cristo: “Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados” (Mt 26.28). Agora, aos 69 anos, já não acredita no sacrifício vicário realizado por Jesus Cristo na Sexta-Feira da Paixão.

Semelhantemente, o sacerdote católico François Varone, encarregado da formação permanente de leigos e padres da diocese de Sion, na Suíça, chama de sadomasoquista a doutrina do sacrifício expiatório de Jesus. Em seu livro Esse Deus que Dizem Gostar de Sofrimento, publicado no Brasil em 2001 pela Editora Santuário, o prelado explica que Jesus morreu “por ter recusado até o fim o messianismo do poder”. A morte dele não teria nada a ver com o pecado humano.2 Porque referiu-se a Jesus como Senhor e como Filho de Deus numa modesta notícia publicada no número de dezembro de 2000, a revista “Superinteressante” recebeu uma carta de protesto do leitor Gilberto de Oliveira, na qual se lê: “Uma revista que vive repetindo que é científica não deveria tratar Cristo com tanta reverência”.3 Em entrevista a IstoÉ, o professor de educação física Nuno Cobra, autor de “A Semente da Vitória”, queixa-se da religião ocidental (leia-se religião cristã), diz que ela cria a incerteza e pergunta: “Por que se coloca Cristo numa cruz? Por que passar essa coisa de sofrimento?” Depois explica: “É isso que eu quero tirar das pessoas. Quero reprogramar os indivíduos para a certeza, a beleza da vida, o sucesso, a felicidade, a saúde”.4 Em carta à redação de Ultimato, o líder espírita João Cuin, de Uberaba, MG, diz que Jesus é o que é porque passou por “um longuíssimo processo evolutivo ao longo dos bilhões de milênios passados até chegar aos páramos sublimes, onde hoje já se encontra, e prosseguindo eternidade afora”.5 Em outra correspondência, o mesmo Cuin explica que “Jesus não é o único em sua categoria, nem mesmo o mais evoluído, nem mesmo o mais superior. Acima dele há outros espíritos ainda mais próximos da integração com Deus.”

A literatura espírita dá mais títulos a Jesus do que qualquer outro credo. Jesus é o amor de braços abertos, o anjo tutelar do planeta, o bem supremo, o celeste enviado, o espírito puríssimo, o excelso modelo, o excelso timoneiro, a fonte de conforto, o governador da Terra, o guia divino, o lapidário do céu, o maior psicólogo de todos os tempos, o mais alto expoente de evolução espiritual, o mais compreensivo dos médicos, o mestre por excelência, o sociólogo divino do mundo, o trabalhador divino de pá nas mãos limpando a eira do mundo, a única porta da verdadeira libertação.6 Todavia, no credo espírita, Jesus não é Deus, não teve nascimento virginal, não ofereceu seu corpo como oferta pelo pecado, não ressuscitou ao terceiro dia, não subiu aos céus, não se assentou à direita de Deus, não está colocando debaixo de seus pés todos os poderes do mal, não virá segunda vez em poder e muita glória nem receberá o louvor universal dos que habitam no céu, na terra e abaixo da terra (Fp 2.9-11).

A Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, mais conhecida como Testemunhas de Jeová, com mais de 6 milhões de adeptos, em cerca de 200 países, é um movimento herético que nega a divindade de Jesus Cristo. Além disso, as Testemunhas falam de três distintos estados da pessoa de Jesus — o Jesus pré-humano (seria o arcanjo Gabriel), o Jesus humano e o pós-humano. No segundo estado, Jesus teria permanecido sem pecado, não porque era absolutamente santo, mas porque recebeu auxílio externo, de uma força chamada espírito santo. A seita foi fundada em 1887 por um americano de 32 anos nascido e criado no seio de uma igreja presbiteriana em Pittsburgh, na Pensilvânia (onde nasceu, 83 anos depois, a Renovação Carismática Católica).



NOTAS

1 IstoÉ, 20 dez. 2000, p. 90.

2 Pergunte e Responderemos, fev. 2002, p. 2-11.

3 Superinteressante, fev. 2001, p. 12.

4 IstoÉ, 2 maio 2001, p. 10.

5 Ultimato, jul./ago. 2001, p. 12.

6 Geraldo Campetti Sobrinho (coordenador). “O Espiritismo de A a Z”. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 1999, p. 314-321.

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