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Jamais alguém falou como Ele

Amauri Munguba Cardoso

Os guardas mandados pelos sacerdotes para prender Jesus voltaram de mãos vazias e mente congestionada de novas idéias. Sua missão não foi concluída por causa da preleção do virtual prisioneiro. Não sabiam como explicar, mas perceberam que havia algo de fascinante em sua fala. As palavras daquele homem mudaram o rumo dos acontecimentos.

Quando mal passava de uma criança, Jesus causou espanto nos mestres e doutores de seu tempo. Numa cidade diferente da sua, distante de seus pais, assentou-se tranqüilo entre eles, interrogando-os e respondendo com inesperada inteligência. Mesmo tendo apenas doze anos, suas palavras já eram capazes de provocar clara e insuspeita admiração (Lc 2.46, 47).

Para a multidão que cercava e seguia Jesus pelas estradas da Galiléia, seus feitos eram mais atraentes que suas palavras. Quando muitos deles foram confrontados com as reais exigências do Mestre, viraram as costas, desistiram da empreitada e, escandalizados, protestaram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (Jo 6.60).

Consultados por Jesus se queriam tomar o mesmo rumo da multidão, seus seguidores mais íntimos confessaram: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna”. Em vez de abandono, aproveitaram a oportunidade para reafirmar o seu compromisso de discipulado (Jo 6.66-68).

Os apóstolos de Jesus foram recrutados com palavras simples, diretas e também desafiadoras: “Venham comigo”, “Sigam-me”. Bastou esse ousado convite para que se movessem, iniciando uma aventura com implicações sobre a totalidade de suas vidas (Mt 4.18-22; Jo 21.21, 22).

Os candidatos a apedrejadores da mulher flagrada em adultério foram literalmente paralisados pelas palavras sussurradas por Jesus. Cheios de ira projetiva, viram-se desmascarados diante daquela que queriam como “bode expiatório”. Tentaram dar expressão à sua tresloucada hipocrisia, mas, com braços e mãos inertes, largaram as pedras e abandonaram o intento homicida (Jo 8.1-11).

Quando Jesus terminou de proferir o conhecido Sermão da Montanha, seus ouvintes, maravilhados, fizeram a seguinte avaliação: “Ele ensina como quem tem autoridade, e não como os escribas”. Autoridade moral e existencial fizeram grande diferença no impacto e na credibilidade de sua fala naqueles dias e em todos os tempos (Mt 7.28, 29).

Dois seguidores de Jesus voltavam desolados de Jerusalém, depois de sua morte. Andando pelo caminho, conversavam sobre os últimos acontecimentos, como se jogassem sal sobre feridas mal cicatrizadas. Acompanhando-os sem ser reconhecido, Jesus caminhou e conversou com eles por longo tempo. Quando finalmente o reconheceram, comentaram entre si: “Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava?” (Lc 24.13-32).

Assim são as palavras de Jesus: alteram o rumo dos acontecimentos, promovem admiração, escandalizam, falam de vida eterna, mobilizam, imobilizam; são cheias de autoridade e fazem arder o coração.




Amauri Munguba Cardoso, pastor e psicólogo, é autor de O Vento Sopra Onde Quer, lançamento da Editora Ultimato.

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