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Santa oposição

Os peregrinos de Washington

Na rua 15, nº 2.401, na zona noroeste de Washington, não muito longe da Casa Branca, fica o escritório da revista Sojourners, fundada em 1971 com o nome The Post American.

Trata-se de uma publicação bimestral de origem evangélica comprometida com a paz e a justiça social, que se declara “uma voz cristã progressiva que prega não o politicamente correto, mas compaixão, comunhão e compromisso”. O grupo se recusa a separar a fé pessoal da justiça social, a oração do esforço de buscar a paz, a contemplação da ação e a espiritualidade da política.

Além de incluir homens e mulheres, jovens e idosos, brancos e negros, latinos e asiáticos, a Sojourners reúne cristãos de diversas denominações: evangélicos, protestantes tradicionais conservadores e liberais, pentecostais e católicos.

O ministério da Sojourners começou na Trinity Evangelical Divinity School, em Deerfield, no Illinois, nos anos 70, quando alguns estudantes começaram a se reunir para discutir a relação entre a fé e as questões políticas emergentes, particularmente a Guerra do Vietnã.

Eles foram veementemente contrários à resposta bélica dos EUA no Afeganistão e agora clamam por uma solução pacífica para os conflitos no Oriente Médio.

O nome Sojourners (peregrinos) identifica a filosofia da organização — são pessoas totalmente inseridas no mundo mas ao mesmo tempo comprometidas com uma nova ordem (www.sojo.net, e-mail: sojourner@sojo.net).




Os menonitas desarmados

Três dias depois do atentado terrorista de 11 de setembro, o americano James Schrag enviou ao Presidente George W. Bush pelo fax número (202) 456-2461 uma mensagem em nome da Igreja Menonita dos EUA, da qual é secretário executivo.

Os menonitas são filhos da Reforma Protestante do século 16 e têm relações históricas com o holandês Menno Simons (1496?-1561). Uma grande ala dessa confissão religiosa é historicamente pacifista. Eles “não usam a espada nem para lidar com os maus nem para defender os bons”.

Entre outras coisas, o fax de James Schrag dizia o seguinte:

Estamos profundamente entristecidos pela terrível tragédia que nos sobreveio e horrorizados como outros seres humanos puderam premeditar e cometer tais pavorosos atos de violência. E tememos que outros possam experimentar o mesmo sofrimento se os EUA procurarem usar meios violentos para se vingar.

[A tática do] ‘olho por olho’ faz aumentar a violência para todos e não funciona. Uma retaliação militar não trará mais segurança para a nossa nação.

Há anos tememos que a projeção do poder militar dos Estados Unidos e seu domínio das relações econômicas globais pudessem nos levar a um dia como o 11 de setembro. Oramos para que o nosso país não use essa tragédia como oportunidade para retaliação, mas como uma ocasião para uma ação pacifista que possa verdadeiramente contribuir para a segurança internacional.

Que o Presidente encontre calma para ouvir a voz de Deus. Nós lhe imploramos que contribua para o fim do ciclo da violência, pois, como alguém disse, ‘olho por olho apenas torna todo mundo cego’.




O bispo católico de Melbourne Beach

Meses antes do atentado de 11 de setembro, o ex-piloto de caças na Guerra do Vietnã Robert Bowman, agora bispo católico da Diocese do Melbourne Beach, na Flórida, mandou uma carta aberta ao Presidente Bill Clinton, da qual se extrai o seguinte:

O senhor disse que somos alvos de ataques porque defendemos a democracia, a liberdade e os direitos humanos. Que piada!

Somos alvos de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somo alvos de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso governo faz coisas odiosas.

Em vez de enviar nossos filhos e filhas pelo mundo inteiro para matar árabes e, assim, termos o petróleo que há sob a terra, deveríamos enviá-los para reconstruir sua infra-estrutura, beneficiá-los com água potável e alimentar as crianças em perigo de morrer de fome.

Em vez de treinar terroristas e esquadrões da morte, deveríamos fechar a Escuela de las Americas. Em vez de patrocinarmos a rebelião, a desestabilização, o assassinato e o terror no mundo inteiro, deveríamos abolir o atual formato da CIA e dar dinheiro para as agências de ajuda.

O texto original da carta aberta de Dom Robert Bowman foi publicado no National Catholic Reporter e, depois, em português na Agenda Latino-Americana 2001. Num de seus artigos no Jornal do Brasil, Leonardo Boff transcreveu grande parte do desabafo do bispo americano.

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