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Na Palestina e em Ribeirão Preto

Por ter mostrado com estardalhaço na primeira página da edição de 13 de março a foto de um palestino esfaqueando o corpo morto de outro palestino sem camisa e pendurado de cabeça para baixo, o Jornal do Brasil publicou na sessão “Dos Leitores” 24 cartas, sendo 21 de protesto.

Já a Folha de São Paulo, que estampou a mesma foto (em tamanho menor), publicou apenas duas cartas. Um dos leitores do JB chamou a atenção para o fato de que a mesma impiedade (ferir alguém depois de morto) aconteceu com Jesus de Nazaré, também sem camisa e dependurado numa cruz (mas de cabeça para cima), na primeira sexta-feira santa. Depois de morto, “um dos soldados lhe abriu o lado com uma lança” (Jo 19.34).

Nove dias depois (22 de março), os jornais noticiaram o assassinato do ex-detento Sandro Alberto de Lima, de 30 anos, que ainda estava no centro cirúrgico da Santa Casa de Ribeirão Preto, depois de ser operado para a retirada de uma bala na perna direita e outra nas costas. O crime foi cometido por volta das 2 e meia da madrugada por dez homens armados com metralhadoras, pistolas e revólveres à vista de quatro médicos e uma enfermeira. Sandro foi morto com sete tiros, do abdômen à cabeça.

Qual foi o crime mais hediondo: o que aconteceu na distante Palestina ou o que aconteceu no interior de um centro cirúrgico numa rica cidade a 314 quilômetros de São Paulo?

Vamos aceitar o mesmo diagnóstico que Deus fez do mundo antediluviano: A terra está cheia de violência (Gn 6.11).




De José de Anchieta a Leonardo Boff

Uma das mudanças que está ocorrendo no catolicismo brasileiro é a redescoberta da importância da ressurreição do Senhor nas comemorações da Semana Santa. Antes, o foco caía sobre a morte de Jesus, que era apresentada num ambiente de profunda melancolia. Na procissão do enterro, uma banda de música chegava a tocar a marcha fúnebre. O povo entendia que Jesus era um pobre coitadinho, cuja morte deveria consternar todos os fiéis. Não se deixava claro que a morte dele tinha caráter vicário e só aconteceu porque Ele mesmo permitiu: “Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu a dou por minha própria vontade” (Jo 10.18, NTLH). Essa falta de equilíbrio entre a morte e a ressurreição tornou lúgubre a Semana Santa; a tal ponto que, na entrada de certa cidade mineira, há cerca de 30 anos, havia duas faixas com os seguintes dizeres: “Silêncio. Estamos de luto. Jesus morreu.”

Talvez uma coisa não tenha nada a ver com a outra, mas é curioso lembrar que o famoso catecismo bilíngüe (tupi e português) de José de Anchieta omite a ressurreição, as aparições e a ascensão de Jesus. No Diálogo da Fé, escrito em 1560, quando Anchieta tinha 26 anos apenas, a história de Jesus termina abruptamente na sexta-feira, e não no domingo; na cruz, e não no túmulo vazio.

O problema não é só brasileiro: é de toda a América Latina. Foi por essa razão que o missiólogo escocês John Alexander Mackay (1889-1983) escreveu, em 1932, o livro O Outro Cristo Espanhol — um Cristo morto e não um Cristo vivo. Mackay foi um bem-sucedido missionário no Peru, Uruguai e México.

Foi mais do que oportuno o artigo que o Jornal do Brasil publicou na última sexta-feira santa (29 de março), no qual se lia:

Para o cristianismo a cruz e a morte da sexta-feira santa não são a última palavra. A palavra derradeira que o Criador pronunciou sobre o destino humano é ressurreição. Por isso, a festa central do cristianismo não é o Natal, que celebra o nascimento do Libertador, nem a sexta-feira, que comemora o martírio do Messias. Se Ele, após a crucificação, não tivesse ressuscitado, estaria seguramente no panteão dos heróis da humanidade, mas não teria uma comunidade que lhe guardaria a memória sagrada. Mas Ele ressuscitou. Em razão disso, o cristianismo não celebra uma saudade do passado, mas festeja uma presença no presente.

O autor do artigo é o controvertido Leonardo Boff.

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