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Capa

Barbara & Jack

Barbara tinha 20 anos e era estudante da Universidade de Cambridge quando se apaixonou por Jack, um capitão do exército britânico seis anos mais velho que ela.

A Inglaterra estava em guerra contra a Alemanha. O capitão gozava de uma pequena licença. Como não havia tempo suficiente para se conhecerem melhor, os dois jovens resolveram aproveitar a oportunidade para se casarem sem mais delongas. A cerimônia aconteceu no dia 5 de setembro de 1917. A lua-de-mel durou só 24 horas no campo e uma noite no Rubens Hotel, em Londres.

Na manhã seguinte, Barbara levou o marido até a estação Vitória e se despediu dele.

Cinco semanas depois, ela recebeu a notícia de que havia ficado viúva. O capitão Jack Wootton fora ferido mortalmente na guerra. O exército mandou entregar à Barbara a mochila ensangüentada do marido.1

A Primeira Guerra Mundial matou mais de 3,5 milhões de jovens como Jack. Da Alemanha morreram 1,7 milhão; da França, mais 1,3 milhão; e da Grã-Bretanha, outros 680 mil. O número de viúvas e de pais e mães inconformados era enorme.

Enquanto o povo cantava “Não queremos perdê-lo, mas achamos que você deve ir”, alguns soldados entoavam exatamente o contrário:

Não quero morrer,
Quero ir para casa.
Não quero voltar às trincheiras,
Onde granadas e bombas
Assobiam e rugem.
Não quero ir para o mar,
Onde os marinheiros dispararão
Contra mim.


Contudo, metade dos franceses entre 25 e 35 anos, como os demais, não foram para casa, mas morreram no mar, nas trincheiras e nos campos de batalha, por causa de um patriotismo bastante estranho.

Aqueles que escapavam do serviço militar eram obrigados a ouvir canções como esta:

Eu vesti um uniforme
Um uniforme cáqui sujo,
E você vestia trajes civis.
Eu lutei e dei meu sangue em Loos
E você se embriagava com
Bebidas que aqui não temos.
Você estava com mulheres
E nós suávamos nas trincheiras
Enfrentando o inimigo alemão.
Ah, você estava folgado
Enquanto nós atacávamos
Lá na estrada Menin.


Mas não era apenas a morte que a guerra proporcionava. O que os jovens soldados viviam dia a dia pode ser visto neste folheto redigido pelos alemães e dirigido aos americanos que tinham a intenção de entrar na guerra:

Cave uma trincheira da altura de seu ombro no jardim, encha-a até a metade de água e entre nela. Fique aí por dois ou três dias de estômago vazio. Arranje um lunático para atirar em você, de perto, com revólveres e metralhadoras. Essa situação é bem parecida com a guerra e poupará seu país de muitos sacrifícios.

Porque a morte era certa e poderia acontecer a qualquer momento, nos pequenos períodos de folga os moços se entregavam a qualquer tipo de diversão, preferivelmente álcool e sexo. As moças foram tomadas pela “febre do cáqui” (tipo de tecido usado nos uniformes) e borboleteavam ao redor dos acampamentos do exército. No final da guerra, a taxa de filhos ilegítimos elevara-se em 30%. Casamentos, como o de Barbara e Jack, aconteciam rapidamente. Muitos eram desfeitos pouco depois. No período de dez anos, de 1910 a 1920, o número de divórcios triplicou. O número de soldados portadores de doenças venéreas aumentou enormemente.

O pior de tudo é que sempre se dizia aos jovens da idade de Jack e Barbara que a guerra era feita para o seu próprio bem!



Nota:

1. Na lei de Moisés está escrito: “Homem recém-casado não sairá à guerra, nem se lhe imporá qualquer encargo; por um ano ficará livre em casa e promoverá felicidade à mulher que tomou” (Dt 24.5).

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