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Por que o judeu Saaraim repudiou suas duas esposas e se casou de novo?

Está registrado na Bíblia que certo judeu da tribo de Benjamim chamado Saaraim repudiou suas
mulheres Husim e Baara e se casou de novo com Hodes, da qual teve sete filhos (1 Cr 8.8). A razão pela qual ele fez isso não é revelada. À luz do Sermão do Monte, a única justificativa aceitável para tal comportamento seria a prática de relações sexuais ilícitas da parte das primeiras mulheres de Saaraim(Mt 5.32).

Hoje em dia, o repúdio é praticado tanto pelo esposo como pela esposa, talvez mais por iniciativa daquele do que desta.

Por que uma esposa rejeita seu marido? Por que um marido rejeita sua esposa?
As razões são inúmeras e por vezes muito complexas. Vão desde o choque de temperamentos até o adultério.
A sensibilidade feminina não suporta por muito tempo maridos brutos, bêbados, malandros, egoístas, explosivos e paqueradores. A sensibilidade masculina não suporta por muito tempo esposas desleixadas, ciumentas, gastadeiras, impacientes, briguentas e mandonas.

Não há casamento que tolere infidelidade não confessada e repetida, tanto do esposo como da esposa. O mesmo acontece quando a preferência sexual dos cônjuges é homossexual.

A enfermidade crônica do esposo ou da esposa, ainda que provoque grandes problemas, não deveria acabar com o matrimônio. Mas isso só acontece quando o amor conjugal “é forte como a morte” (Ct 8.6) e o desprendimento alcança níveis muito altos.

Casamentos costumam acabar quando há demasiada interferência da parte dos pais dos esposos ou quando estes se mantêm demasiadamente carentes de pai e mãe e demasiadamente apegados a eles.

Quando não há perdão mútuo, também não há continuidade no casamento. Porque os cônjuges não são perfeitos e sempre cometem injustiças em seu relacionamento. Os choques de temperamento, de formação e de herança genética só serão superados por meio de tolerância e perdão de ambos os lados.

Outro imprevisto que pode balançar o casamento é a esterilidade feminina ou masculina. Essa foi a experiência de Abraão e Sara, Jacó e Raquel, Elcana e Ana. Em alguns casos, o problema é inverso. O número alto demais de filhos pode esgotar a saúde da mulher e abalar a economia doméstica.

A solução não é o repúdio e o novo casamento. Primeiro, porque isso é contrário à lei de Deus e ao bom senso, além de custar um preço muito alto para os cônjuges e para os filhos. Segundo, porque, sem as necessárias correções, que poderiam salvar o primeiro casamento, o matrimônio seguinte continua a correr o mesmo risco de acabar. Antes de se encontrar comJesus Cristo, junto à fonte de Jacó, a mulher samaritana tinha sido repudiada por cinco diferentes maridos (Jo 4. 17-18).

O que evita de fato o repúdio são a santidade de vida e a prática do amor intenso de ambos os cônjuges — o amor de 1 Coríntios 13: paciente, bondoso, “que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”. É como afirmam os Provérbios (10.12) e a Primeira Epístola de Pedro (4.8): “O amor cobre multidão de pecados”.

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