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Colunas — Personalia

José Gomes

José Gomes é um jovem angolano que, há 12 anos, sofre de tetraplegia. Aos 16 anos de idade foi dar um mergulho na praia. Calculou mal, mergulhou mal e quebrou uma vértebra cervical. Quase morreu afogado. Iniciou-se aí uma trágica história.

Tendo ficado algumas semanas em casa, sem cuidados apropriados, foi rejeitado por vários hospitais porque tinha escaras. Finalmente recebido num hospital de Luanda, teve o apoio de sua mãe, que veio do interior de uma província constantemente afligida pela guerra, mas que foi vítima de um atropelamento fatal alguns meses depois. Ateu convencido, José quase morreu de tristeza.

Com minhas visitas semanais ao hospital, pouco a pouco fomos nos tornando amigos e as barreiras foram caindo. Ele fazia muitas perguntas sobre Deus, até que chegou a crer nele. Então tornou-se um jovem corajoso, alegre e criativo. Por iniciativa própria, José quis aprender a escrever e a desenhar com a boca. Logo revelou um verdadeiro talento para escrever e aperfeiçoou de maneira impressionante os seus desenhos.

Mas a situação de saúde continuou grave. Sofria com malária várias vezes por ano, quase nunca fazia fisioterapia nem recebia cuidados gerais disponíveis. Com muita insistência e mais graça de Deus, em abril consegui trazê-lo para o Brasil. Tudo foi difícil, mas Deus mostrou sua misericórdia. O relatório médico foi solicitado a um médico missionário suíço, que logo se interessou pelo caso. Um dia, passeando na praia, encontraram o embaixador do Brasil, que, para surpresa de todos, era parente da esposa do médico. Ele tomou conhecimento do caso de José Gomes e, com interesse, começou a nos apoiar na tentativa de trazê-lo para o Brasil. As portas foram se abrindo. Em Curitiba, PR, um grupo de cristãos envolvidos em vários projetos resolveu adotar a causa do rapaz. O hospital Sara Kubitschek, em Brasília, também prometeu recebê-lo, sem escaras, para um tempo de fisioterapia. Consegui comprar a passagem de avião com a ajuda da minha família. Minha mãe, de 88 anos, fez duas grandes colchas de crochê, que foram vendidas para esse fim.

Hoje José Gomes encontra-se no Projeto Redentor, em Curitiba, e já recebeu tratamento no Hospital Evangélico dessa cidade. Ele se sente “cercado por um forte cordão de amor”, mas sofre muito com o frio. Todavia, tem esperança no futuro, tanto dele próprio como de outros deficientes angolanos, aos quais deseja ser útil.

O testemunho de José Gomes está em seu livro Da tragédia para Cristo, escrito com a caneta presa à boca, publicado pela Editora Ultimato. Nesse livro ele afirma: “A verdadeira felicidade não vem pelo gozo das oportunidades que o mundo nos oferece, tampouco pela saúde física, e muito menos pelo convívio familiar. Observei que eu me sentia feliz [apesar de tanto sofrimento], porque em mim se cumpriram as palavras de Jesus Cristo: ‘Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve’ (Mt 11.28-30).”

Por Antonia Leonora van der Meer — Tonica

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