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Especial — Allinges Mafra

A Palavra com Arte

Amor — o que é?...

Amor é permuta contínua. Aperfeiçoamento constante. É busca, esforço, entrega, respeito, paciência, doação e troca — não em aparência, mas em profundidade. É o encontro alegre, reconfortante e sempre renovado de duas personalidades diferentes e livres, mas ao mesmo tempo cativas, que viajam juntas, sem nunca se perder uma da outra. Algumas vezes seguindo cada qual a direção que mais lhe apraz; ou ambas pedalando um tandem, aquela bicicleta de quatro rodas — que raridade!

Amar não é apenas partilhar cama, mesa e bens, mas compartilhar modo e filosofia de vida, sonhos, planos, alegrias, descobertas e responsabilidades; ou tristezas, decepções, preocupações e dificuldades, dividindo sempre equilíbrio, discernimento, paciência, sabedoria, temor de Deus e fé — a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem —, aquela virtude sem a qual... é impossível agradar a Deus. É ser muito íntimo, sem no entanto ser invadido na privacidade e no devido respeito. É ter sensibilidade para saber até onde ir, discrição, certa dose de altivez, comedimento e reserva necessários, dignidade, bom senso, capacidade de criterioso silêncio (ainda que às vezes ele signifique toneladas de esforço e renúncia), mas acima de tudo respeito e limpeza de alma e de atitudes, sem o que a ligação se raquitiza, termina por quebrar-se, morrer.

Amar é ter e dar o direito de ser autêntico, livre, espontâneo, criativo, feliz, sem necessidade de se encafuar, de se esconder no mato fundo para liberar alegria, criatividade, sensibilidade e sonhos não compartilhados. É exibir, isento de temor e recalques, a mancha roxa do desencanto, sem ter de dar exageradas e nervosas explicações. É ter chance de prender sonhos, planos, seu segredo e seu mistério no gargalo da alma, até explodir — ou não — em revelação.

Amar é simplesmente deixar cada um ser, ou ir sendo, em confiante e saudável mansuetude — com a certeza da não-traição, a não-difamação, a não-crítica e a humilhação exacerbada e contínua —, visto que cada um sabe o que o outro na verdade é. Amor assim amado é fundo e ameno amor, onde não faltam conhecimento, troca, descoberta, crescimento e alegria — ingredientes infalíveis a uma compensadora ligação. Mas não se esteja inerme, estático, como se o amor fosse um rio-mar, um Amazonas caudaloso e estuante. Antes de tudo ele é um riacho que caminha em direção ao amplo oceano, uma paciente, corajosa e arrojada construção, com bases muito sólidas, para que não desmorone, e sobre elas colunas, sapatas, andares sobrepostos, varandas, amplos espaços. Tudo debaixo do olhar atento de Deus, que não descuida um minuto daquele pedaço de chão. Essa é uma construção sempre necessitada de reforma e conservação; sujeita a consertos, acréscimos, supressões, mudanças, novos projetos e decorações. Nunca terminada. Tudo posto sobre alicerces intocáveis: respeito, limpeza de alma e de atitudes, dignidade, conservação dentro de limites — pois Deus tudo vê, passeia com seus anjos por toda a casa, onde... os caminhos do homem estão perante seus olhos, e Ele considera todas as suas veredas (Pv 5.21).

Um amor como o que as Escrituras nos ensinam, desejável a corações amorosos, digno aos olhos de Deus e dos filhos, limpo sem ser banal, prazeroso sem ser cansativo, alegre sem ser frívolo; amor que provoque orgulho e enternecimento nos filhos, e atraia a bênção do céu, não o apoio do Maligno, este é o amor que amo!

Sei que quando entendido e resolvido dentro dos parâmetros de Deus o amor tem futuro. Não sendo dessa maneira elaborado, é como velha mansão caindo aos pedaços, arruinando-se por dentro e por fora. Despertando desaprovação e tristeza nos que assistem ao seu desmoronamento; ao lixo em que, por exclusiva responsabilidade de insensatos, acabou se transformando.

Allinges Mafra, escritora e estilista de textos para editoras, é autora do livro Vida e Poesia em Davi e Jó.

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