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Aspecto religioso da viagem de Pedro Álvares Cabral


Portugal — Cronologia

1467 ou 1468 — Nasce em Belmonte, norte de Portugal, o segundo filho de Fernão Álvares e Isabel Gouveia. Chama-se Pedro Álvares Cabral.

1500 (15 de fevereiro) — Dom Manuel I, rei de Portugal, nomeia Cabral para ser o capitão-mor da armada que ele pretende enviar à Índia. Cabral foi educado na corte de Dom João II.

1500 (8 de março, domingo) — Realiza-se, na pequena capela da Ermita de São Jerônimo, à margem do rio Tejo, em Lisboa, a cerimônia religiosa que entrega aos cuidados de Deus a expedição de Pedro Álvares Cabral, com a presença do rei Dom Manuel I e sua corte, dos banqueiros que estão financiando grande parte do empreendimento e dos capitães da frota. Depois do sermão, Dom Diogo Ortiz, bispo de Ceuta, benze a bandeira da Ordem de Cristo, passando-a em seguida para o rei e este, para Cabral.

1500 (9 de março) — Sob o comando de Pedro Álvares Cabral, cavaleiro da Ordem de Cristo, solteiro, 33 anos, dez naus e três caravelas, transportando cerca de 1.350 homens, levantam âncoras e partem para a Índia pelo caminho descoberto por Vasco da Gama. Entre os passageiros estão alguns degredados, oito frades franciscanos, um vigário e oito capelães.

1500 (23 de março) — A nau comandada por Vasco de Ataíde, com 150 homens a bordo, desaparece na altura de Cabo Verde.

1500 (22 de abril) — Depois de 44 dias de navegação, a armada de Cabral ancora em frente ao Monte Pascoal, numa terra totalmente desconhecida até então, a que dão o nome de Ilha de Vera Cruz.

1500 (26 de abril, domingo) — Celebra-se em terra firme, no ilhéu da Coroa Vermelha (município de Cabrália, BA), a primeira missa em território brasileiro. O celebrante é o frei Dom Henrique Soares de Coimbra, que havia abandonado a toga de desembargador da Casa de Suplicação de Lisboa para entrar como noviço no convento de Alenquer. Os outros religiosos (dezesseis ao todo) ajudam na celebração. Cabral participa da cerimônia carregando consigo a bandeira de Cristo.

1500 (27 de abril) — João Faras, mais conhecido por Mestre João, médico e astrônomo da armada, desce à terra pela primeira vez (pois tinha estado doente) e, à noite, batiza de Cruzeiro do Sul a constelação cujas estrelas principais formam o desenho de uma cruz.

1500 (1º de maio, sexta-feira) — Celebra-se a segunda missa, ao pé de uma cruz fincada em lugar apropriado. Mais de mil portugueses e cerca de 150 nativos seguem em procissão até o local designado, tendo à frente os estandartes da Ordem de Cristo. De cima de uma cadeira, frei Henrique de Coimbra prega o evangelho e fala sobre a missão “tão santa e virtuosa” que todos estão desempenhando. De volta à nau-capitânia, o contador Pero Vaz de Caminha escreve uma longa carta a Dom Manuel e pede que ele não demore a enviar missionários para ministrarem aos indígenas.

1500 (2 de maio) — A frota de Pedro Álvares Cabral deixa o litoral da Bahia e prossegue sua viagem rumo à Índia. Apenas a nau capitaneada por Gaspar de Lemos não o acompanha. Agora a missão dela é levar para o rei Dom Manuel I a auspiciosa notícia da descoberta da Ilha de Vera Cruz, muitas amostras da terra (arcos, flechas, cocares, badoques, cravas, toras de pau-brasil etc.), um índio tupiniquim e dezenas de cartas para o rei e para os familiares da tripulação, inclusive as cartas do escrivão Gonçalo Gil Barbosa, de Mestre João e de Pero Vaz de Caminha. Em terra ficam os degredados e os desertores. Os degredados choram tão alto, que os indígenas se comovem e começam a chorar com eles.

1500 (23 de maio) — Quatro navios da esquadra de Pedro Álvares Cabral naufragam na altura do Cabo da Boa Esperança. Perdem-se 380 homens (28% do contingente que saiu de Lisboa dois meses e meio antes).

1500 (13 de setembro) — Seis meses e quatro dias após deixar Lisboa, Pedro Álvares Cabral desembarca em Calicute, no sul da Índia. Para surpresa geral, descobre a existência de alguns cristãos conhecidos como “cristãos de São Tomé”. (Ver Missões cristãs, de Stephen Neill, p. 146.)

1500 (16 de dezembro) — Cerca de 300 árabes e hindus atacam a feitoria portuguesa de Calicute. Entre os cinqüenta portugueses mortos estão Pero Vaz de Caminha e seis franciscanos. Cabral leva consigo um dos “cristãos de São Tomé”, chamado José, o indiano.

1501 (16 de janeiro) — Pedro Álvares Cabral inicia sua viagem de volta a Portugal. São apenas cinco navios, já que a nau de Sancho Tovar foi incendiada por ter encalhado num banco de areia na altura do Quênia, na costa ocidental da África.

1501 (21 de junho) — Pedro Álvares Cabral chega a Lisboa. O rei D. Manuel o recebe em seu palácio de verão e atribui a descoberta do Brasil a “um milagre de Nosso Senhor”, pois “a nova terra é mui conveniente e necessária à navegação da Índia”.

1503 — Aos 35 ou 36 anos, Cabral casa-se com D. Isabel de Castro, mulher riquíssima, neta dos reis Dom Fernando de Portugal e Dom Henrique de Castela, e sobrinha de Afonso de Albuquerque, o mais famoso conquistador e administrador colonial português do século XVI.

1520 ? — Esquecido de todos e sem conhecer as proporções e a importância da terra que descobrira, Pedro Álvares Cabral morre aos 52 ou 53 anos, em Santarém, às margens do rio Tejo, não muito longe de Lisboa. A essa altura, Lutero já tinha dado início à Reforma Protestante, ao afixar na Catedral de Wittemberg as Noventa e cinco teses (31 de outubro de 1517).

Fonte principal: A viagem do descobrimento, de Eduardo Bueno (Editora Objetiva, 1998).

Opinião do leitor

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