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Radiografia Urgente!
Você está demorando muito. O mal está agravando. E você não sabe de nada. Você precisa se inteirar da doença e correr para o hospital. Existe médico, existe remédio, existe cura. Mas não para quem finge que não está enfermo. Vamos, tire uma radiografia completa, da planta dos pés até a cabeça.
Não precisa ter medo do material radioativo. Esta radiografia é diferente. Não usa aparelhos comuns. É uma radiografia profunda. Ela penetra além do corpo. Ela alcança a mente e não a cabeça. Ela fotografa o subconsciente. Ela desnuda a alma. Ela localiza os tumores malignos do seu eu, não do seu corpo. É uma radiografia da personalidade, do caráter, das tendências, dos desejos, das alucinações. Ela revela o volume da pecaminosidade latente e operante. Ela põe a verdade nua e crua diante de seus olhos. Ela mostra todas as distorções, todos os desvios, todas as inflamações.
Com a radiografia na mão, você vai levar um choque, você vai ficar surpreso, você vai sentir-se falido. Mas é exatamente aí que começa o tratamento. Você vai chorar, você vai gritar, você vai pedir socorro. E o socorro virá. De pronto. Sem demora nenhuma. Pois Deus não despreza “coração compungido e contrito” (Sl 51.17). Até hoje ninguém deixou de ser socorrido após o choro, após o grito, após o pedido de socorro. Seja o rei Davi (Sl 32.1-5), seja o profeta Isaías (Is 6.1-7), seja o publicano da parábola (Lc 18.13,14), seja o ladrão na cruz (Lc 23.42,43), seja o apóstolo Paulo (Rm 7.24,25).
Feche agora esta revista e vá tirar a sua radiografia. Entre na presença de Deus com ousadia. Diga-lhe: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração: prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno” (Sl 139.23, 24). Não se esqueça da promessa de Deus: “Venham, vamos discutir o assunto até o fim! Por mais fundas e feias que sejam as manchas dos pecados que vocês cometeram, eu posso limpar essas manchas completamente! Vocês ficarão limpos e brancos como a neve que acabou de cair. Mesmo que os seus pecados sejam vermelhos como sangue, Eu os deixarei brancos como cal!” (Is 1.18 BV).
Retirado do livro Em letras grandes, vol. 1, p. 9, Editora Ultimato.
Opinião do leitor