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Paraíso perdido

Enquanto Caim não encontrou no mercado um arma sequer para matar seu irmão Abel, os americanos têm em seus armários 200 milhões de revólveres, espingardas e fuzis automáticos. Incluindo as crianças e os idosos, os Estados Unidos têm uma população de 260 milhões. Se a distribuição das armas fosse equitativa, apenas 20% dos habitantes não teriam a posse de uma arma.

No primeiro trimestre deste ano, o governo britânico recolheu 210.000 armas de fogo de seus súditos e gastou com isso mais de 90 milhões de reais com as necessárias indenizações. Quem não entregou suas armas poderá ser condenado a até 10 anos de prisão, além de uma multa. A nova lei contra a proliferação de armas tem muito a ver com o fuzilamento de 16 crianças numa pequena cidade da Escócia, em 1996, por um desequilibrado mental.

Nos Estados Unidos a média anual de homicídios chega a 23.000. Na África do Sul é pior: 25.000 pessoas são assassinadas por ano.

Boris Yeltsin tem toda razão quando diz que "É tudo muito perigoso". O presidente da Rússia referia-se a este "mundo saturado de armas de todo tipo".

É tão perigoso que, em março, duas crianças de 11 e 13 anos abriram fogo contra os alunos de uma escola americana, matando quatro crianças e uma professora, e ferindo outras treze.

Em dezembro do ano passado, um garoto de 14 anos atirou sobre várias pessoas em outra escola, durante uma reunião de oração, deixando um saldo de três mortos e cinco feridos.

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