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Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja (2ª edição) --

Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja (2ª edição)

Christopher A. Hall

Páginas 248
ISBN 85-86539-34-1
Formato 16x23
Assunto Igreja, Teologia / Doutrina, Vida Cristã
Ano 2008
Editora Ultimato
Código 41.19
Preço
sugerido
43,70
R$ 43,70
Ler e interpretar bem as Escrituras não é trabalho fácil. O estudo dos oito doutores da igreja mostra que eles tratavam a Bíblia como um livro santo, cujas riquezas podem ser escavadas somente por pessoas preparadas para honrar e obedecer à mensagem nela contida.

Em Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja, Christopher Hall nos leva ao passado e nos mostra a maneira como os pais da igreja ouviam, compreendiam e respondiam a Deus e à sua Palavra. Ambrósio, Jerônimo, Agostinho, Gregório o Grande, Atanásio, Gregório de Nazianzo, Basílio o Grande e João Crisóstomo nos ensinam que a leitura da Palavra de Deus não pode se tornar um exercício esotérico, intelectual ou acadêmico. Ao contrário, somos desafiados a ouvir a voz de Deus além da mera letra.

Os pais da igreja receberam esse nome porque se preocupavam com a igreja antes de qualquer outra coisa. Não apenas com a igreja de séculos atrás, mas com a igreja de hoje. Aprender com eles é uma das lições básicas para todo aquele que se interessa pela Bíblia e por teologia.
Prefácio à edição brasileira

Prefácio

1. Por que ler os pais
2. A mente moderna e a interpretação bíblica
3. Quem são os pais?
4. Os quatro doutores do oriente - Atanásio,
Gregório de Nazianzo, Basílio o Grande e
João Crisóstomo
5. Os quatro doutores do ocidente - Ambrósio,
Jerônimo, Agostinho e Gregório o Grande
6. Os pais e a Escritura - exegese em Alexandria
7. Os pais e a Escritura - a resposta de Antioquia
8. Dando sentido à exegese patrística

Notas

Ìndice geral
Autor de Lendo as Escrituras Com os Pais da Igreja, Christopher Hall é professor associado de estudos bíblicos e teológicos no Eastern College, em St. Davids, Pensilvânia, EUA, e co-editor do Ancient Christian Commentary on Scripture, publicado pela InterVarsity Press.
O QUE DISSERAM

Resenha
Alderi Souza de Matos

Christopher A. Hall, Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja (Viçosa: Ultimato, 2000). Traduzido do original em inglês Reading Scripture with the Church Fathers (1998).

Numa época em que a maior parte das editoras evangélicas brasileiras estão mais interessadas em lançar livros de apelo popular, muitas vezes sem se importar com a qualidade do seu conteúdo, é louvável a iniciativa da Editora Ultimato em publicar essa importante e valiosa obra de Christopher Hall, autor conhecido por seus estudos na área da patrística. A edição brasileira foi prefaciada por Ricardo Barbosa da Silva, que ressalta de maneira adequada a tese fundamental do livro - a interpretação bíblica não deve ser um esforço individual e subjetivo, mas levar em conta a rica tradição exegética da igreja cristã. Uma parte especialmente frutífera dessa tradição é aquela representada pelos antigos escritores cristãos, os pais da igreja.

O autor deixa claro o seu propósito na introdução: apresentar de modo tão claro e correto quanto possível a metodologia e o conteúdo da interpretação bíblica patrística, especialmente dos pais reconhecidos como bons leitores da Escritura. O refrão que se repete vez após vez é o fato de que os pais entendiam a interpretação bíblica como uma atividade comunitária praticada no contexto da oração e da vida devocional.

O primeiro capítulo ("Por que ler os pais?") aponta para o mito moderno e contemporâneo do intérprete autônomo que despreza o passado como algo inferior e assim se empobrece intelectual e espiritualmente. No capítulo 2 ("A mente moderna e a interpretação bíblica") Hall critica tanto o iluminismo, com sua ênfase na razão autônoma, quanto o subjetivismo e o pragmatismo pós-moderno. Ele insiste que os intérpretes bíblicos atuais devem aprender a ser humildes e estar abertos às valiosas contribuições do passado. Nem tudo que os pais disseram pode ser aceito, mas é preciso reconhecer que, até mesmo por uma questão de afinidade cultural e lingüística, eles tiveram um discernimento das Escrituras que faríamos bem em conhecer e apreciar.

O terceiro capítulo indaga quem são os pais (e mães) da igreja. Depois de mencionar algumas mulheres notáveis como Marcela, Paula, Melânia, Olímpia e Macrina, que certamente estariam entre os teólogos da igreja caso tivessem deixado escritos, o autor enumera os quatro critérios básicos usados para determinar se um certo personagem merece o título de "pai da igreja" - antigüidade, santidade de vida, ortodoxia e aprovação eclesiástica -, apontando ao mesmo tempo para as limitações desses critérios. Nos capítulos 4 e 5, Hall analisa quatro doutores do Oriente (Atanásio, Gregório Nazianzeno, Basílio de Cesaréia, João Crisóstomo) e quatro do Ocidente (Ambrósio, Jerônimo, Agostinho e Gregório Magno) como indivíduos especialmente representativos do que houve de melhor e mais salutar na exegese patrística grega e latina. Em cada caso, além de fornecer as informações biográficas mais relevantes e um apanhado da produção literária dos personagens, o autor oferece exemplos ilustrativos de suas estratégias hermenêuticas.

Nos capítulos 6 e 7 são abordadas as duas grandes escolas de interpretação bíblica às quais os pais da igreja estavam associados em maior ou menor grau, Alexandria e Antioquia, a primeira com sua ênfase na pluralidade de sentidos na Escritura (a interpretação alegórica) e a segunda com sua maior preocupação com o sentido literal e histórico do texto. Por um lado, Hall demonstra como a abordagem alegórica respondeu a desafios apresentados pelo ambiente cultural helenístico e ao mesmo tempo revelou o enfoque profundamente cristocêntrico da interpretação dos pais, com seu desejo de ver Cristo em cada passo das Escrituras. Por outro lado, o autor argumenta que a diferença entre as duas escolas é mais de ênfase do que de essência. Os intérpretes da Escola de Antioquia também iam além do sentido literal, valorizando a tipologia e buscando significados mais ricos e profundos por trás da mera letra do texto bíblico. São apresentados exemplos de exegese bíblica de alguns dos representantes mais destacados das duas escolas.

O último capítulo ("Dando sentido à exegese patrística") sugere ao leitor uma via média entre a aceitação incondicional e a rejeição peremptória da exegese patrística. Hall reconhece que, por terem vivido em um mundo tão diferente do atual, os pais nem sempre são fáceis de entender. Todavia, para aqueles que forem pacientes e souberem ouvir, eles podem dar uma contribuição extremamente relevante ao seu esforço de ler as Escrituras com integridade. O autor também acredita que o estudo dos pais pode ser um instrumento de aproximação e diálogo entre as diferentes tradições cristãs (ortodoxa, católica e protestante). Ele conclui observando que a tradição exegética patrística oferece alguns princípios hermenêuticos muito úteis para os leitores modernos: ler a Bíblia holisticamente, cristologicamente, comunitariamente, bem como no contexto da vida devocional e do discipulado cristão.

Infelizmente, essa obra tão relevante e valiosa fica prejudicada por sérios problemas de tradução e revisão, que, espera-se, sejam corrigidos em uma nova edição. Apontamos alguns exemplos dos muitos que podem ser facilmente encontrados no livro: não estamos no "limiar do segundo milênio," e sim do terceiro (p. 15); o moto Sola Scriptura é a franca asserção e aceitação de que a igreja pode errar" (p. 19); não se demonstra "profunda cautela" e sim "profunda desconfiança" do passado cristão (p. 20); não se trata de "diferentes suposições inteiramente," e sim "suposições inteiramente diferentes" (p. 23); não "cânons" e sim "cânones" (p. 25); "horrorizados e repugnados após anos de guerras religiosas" em vez de "horrorizados e intoleráveis após anos de atividade religiosa" (p. 27); "não há literalmente nenhum outro sentido senão o sentido que elas criam para si mesmas" em vez de "não há literalmente nenhum sentido do que o sentido que elas criaram para si" (p. 29); "história de reflexão da igreja" em vez de "história da igreja de reflexão" (p. 30); "dispensacional" em vez de "dispensional" (p. 31); "as ponderações... parece levar" (p. 35); "os ideais do iluminismo moldou" (p. 38).

O tradutor mantém os títulos das obras de alguns pais e reformadores em inglês, como se eles tivessem escrito nesse idioma (pp. 17,19). Quanto aos erros de revisão, eis alguns exemplos: a palavra "assumiu," embora inicie uma sentença, está com inicial minúscula (p. 21); "palalvras" (p. 30); "metolologia" (p. 31); "tantativas" (p. 34); "iuminismo" (p. 35); "protistuto" (p. 37). Esses são apenas alguns dos problemas encontrados nos dois capítulos iniciais do livro. Existem muitos outros no restante do texto.

Os senões da edição brasileira não devem desestimular o leitores, pois a maior parte do texto apresenta boa tradução e um estilo agradável de ler. O mais importante é o conteúdo, com sua argumentação cuidadosa, sua rica documentação através de fontes primárias e secundárias, e sua mensagem relevante para os dias atuais.

Fides Reformata, 17/08/2004.



HALL, Christopher A. Lendo as Escrituras com os Pais da Igreja, Viçosa, MG, Ed. Ultimato, 2000, 207 p.

Sim, pode espantar... Protestantes lendo os "Padres" com amor filial! O A. comenta o pensamento de oito nomes de realce na tradição grega e latina: Ambrósio de Milão, Jerônimo, Agostinho de Hipona, Gregório Magno, Atanásio, Gregório de Nazianzo, Basílio Magno e Crisóstomo. Um saboroso prefácio à edição brasileira, assinado por Ricardo Barbosa de Sousa, naturalmente dirigido a leitores não-católicos, fala da reação de seus alunos diante das aulas sobre a vida da Igreja antes da Reforma Protestante: "A sensação era de que o período anterior à Reforma (...) havia sido dominado pelos bandidos e o período depois da Reforma, pelos mocinhos." Entre nós, católicos, não raro ocorre semelhante maniqueísmo. No prefácio do A., palavras a ponderar: "Os pais argumentam que a interpretação bíblica é uma atividade eclesiástica a ser praticada na Igreja e para a Igreja, no contexto da oração e da adoração." Bom de se ler, quando tantos fizeram do Livro Santo apenas um objeto de estudo. Racionalismos, arghh!
Antônio Carlos Santini

O Lutador, outubro de 2000.

Opinião do leitor

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#1

Rodrigo Gonçalves De Souza

Goiânia - GO

Um livro que deve ser muito divulgado no movimento evangélico brasileiro. Este muitas vezes sofre da "síndrome do umbigo de Adão", como se o Espírito Santo tivesse adormecido nos séculos da história cristã até ser acordado na fundação de sua denominação ou mesmo igreja local.
O cristianismo emerge como uma tradição desde as 1ªs reuniões comunitárias após a Assunção de Jesus. Organiza suas memórias do ministério de Jesus, sua ética, sua liturgia, seu lidar com desafios.
Ao ler a Bíblia enquanto membros do corpo de Cristo, e aplicá-la a Igreja, estamos ligados umbilicalmente aos Pais. Parabéns

Postado em 23/04/2009 às 19:58:10
#2

João Márcio

Caninde - CE

Um livro apaixonante!
O autor escreve como um mestre da palavra. Mescla de erudição com poesia, de teologia com história, de linguística com filosofia.
Esse livro me mostrou como é complexo, holístico mas profundamente espiritual a leitura bíblica.
Toda palavra antes de ser lida e escrita, ela é falada e ouvida.
Leia esse livro e prepare-se para aguçar o ouvido e perceber nuances textuais, seja pela exegética profunda, seja pela hermenêutica sublime, que inspira-nos essa obra. Um grande livro que me fez descobrir esse grande autor. Uma leitura gostosa de ler, lírica e culta. Aproxima-nos das inspirações seminais dos autores bíblicos, oferecendo a mesma paixão, o mesmo fôlego divino que enche de reverência e gratidão nossa leitura singela.

Postado em 23/12/2011 às 21:59:05
Editora Ultimato ABU Editora