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Padre defende celibato opcional e ordenação de mulheres

(ALC) O celibato é uma norma disciplinar que nada tem a ver com questões de fé. Ele tem sentido na liberdade de opção, na medida em que contribui para a evangelização, mas “enquanto ‘lei sem exceção’ pode tornar-se um peso e, em certo sentido, uma aberração”, declarou o filósofo, teólogo, mestre em Comunicação Social, padre Dirceu Benincá, em entrevista ao Instituto Humanitas (IHU), da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).

Ele lamentou que o Vaticano tenha encerrado a discussão a respeito do celibato sem nunca ter feito um debate amplo, profundo, aberto e efetivo sobre o tema. “O mesmo diga-se em relação à ordenação de mulheres e de homens casados, à reabilitação de padres casados ao ministério, bem como à situação de padres exercendo o sacerdócio ou vivendo o matrimônio de modo irregular”, agregou.

Quando a obrigatoriedade do celibato faz muitos padres abandonarem o ministério é hora de rever a lei “e não apenas rezar para que haja mais vocações ao sacerdócio celibatário”, frisou. Ele entende que a caminhada do povo de Deus avançaria muito mais com um maior número de sacerdotes e sacerdotisas. “Diante da complexidade e desafios da missão evangelizadora no mundo moderno, a Igreja precisa dispor-se a rever sua posição tradicional de manutenção do celibato obrigatório e ordenação exclusiva de homens”, afirmou.

Para Benincá, celibato e ordenação de mulheres ao sacerdócio são dois temas intrínsecos, que envolvem questões de gênero e de poder dentro da igreja. “Ao permitir o celibato opcional dos padres e a ordenação de mulheres, ia se garantir o exercício menos monolítico e mais democrático do poder sacerdotal”, avaliou.

O sacerdócio feminino só confirmaria para dentro da igreja o que ela julga interessante no interior da sociedade – a conquista de novos espaços de participação das mulheres, analisou. “Quem prega a igualdade e a democracia não pode faltar com elas”, disse, apontando que o tema da ordenação de mulheres “toca em um ponto estrutural nevrálgico dentro da igreja, que é a questão do poder”.

Benincá recorre à história, aos tempos de Jesus e à Igreja primitiva para sinalizar que não se encontram razões teológicas que ancorem o celibato. No grupo dos 12 chamados por Jesus havia homens casados, não-casados, e mulheres que o seguiam e o serviam. O apóstolo Paulo destaca, na Carta aos Coríntios, a liberdade que o celibato proporciona para “entregar-se ao Senhor”, mas nunca apresenta tal condição como obrigatória.

As primeiras determinações acerca da continência sexual são do século IV. A primeira proibição aparece no Concílio de Elvira, em 306. As regras celibatárias oscilaram muito entre os séculos VI e XII, e foi com o Concílio Lateranense II, de 1139, que o celibato tornou-se obrigatório e universal no catolicismo de rito ocidental, porque na Igreja Católica de Rito Oriental há padres casados. 

Fonte: www.alcnoticias.org 


O que Ultimato publicou sobre o assunto
Até quando os padres casados estarão à margem do caminho?, ed. 305
Padres casados também estão cansados, ed. 290
A repressão de ontem e a licenciosidade de hoje vão nos destruir, ed. 285
Ed. 277 - Padres sem castidade

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