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Opinião

O segredo para vencer as doenças da sociedade contemporânea

Por Lênia Almeida

Se bem enraizada, a passar do tempo, a semente se transformará em uma árvore que dá frutos. Alimentar-se da Palavra, estar na presença de Deus e escutar a sua voz, representam o enraizamento na caminhada cristã. No devocionário Cuide das Raízes, Espere pelos Frutos, o autor apresenta sete características específicas e necessárias para o cuidado das raízes: seriedade no relacionamento com Deus, piedade autêntica, compromisso permanente, renúncia, ausência de hipocrisia, apego a Jesus Cristo e confiança absoluta em Deus!

Mas sabemos que o cenário contemporâneo é desafiador. Zygmunt Bauman (1925 - 2017) – um dos sociólogos mais respeitados da atualidade, autor de mais de vinte títulos traduzidos no Brasil – inaugurou o termo “modernidade líquida”. Em sua frase mais conhecida, ele afirma que “vivemos em tempos líquidos, nada é para durar”. É uma época de liquidez, de fluidez, de volatilidade, incerteza e insegurança. Ou seja, são muitos os desafios que o verdadeiro cristão enfrenta para enraizar-se espiritualmente. São tempos que sugerem o desenraizamento.

>>> O que esperar de 2018? <<<

Bauman e outros autores diagnosticaram algumas das “doenças” que estão matando a nossa humanidade, na sociedade contemporânea:

- A sociedade do espetáculo, que considera a performance e não o caráter das pessoas. Alguns autores a consideram “um pesadelo da sociedade aprisionada”;

- A mentira, que faz com que as pessoas se retirem da relação, se recusem a compreender e a serem compreendidos;

- O individualismo, uma forma de poder egocêntrico que luta por realizar os próprios desejos e sonhos sem importar com os demais;

- As relações líquidas, baseadas na competividade, na desconfiança e no descarte, causando um alto custo psicológico e gerando diversos transtornos emocionais;

- A falta de tempo, que não permite investigar a motivação por trás de cada tarefa cotidiana. Desperdiçamos muito de nosso tempo em atividades que podem ser valorizadas socialmente, mas que intimamente significam muito pouco para nós;

- O hiperconsumismo, através do qual buscamos sempre coisas novas que, no final das contas, não nos trazem satisfação. Cada vez temos mais coisas, o que não significa que estamos mais felizes;

- A ironia, que mina a capacidade do indivíduo vivenciar e expressar socialmente sentimentos verdadeiros e significativos. Se antes a ironia era um instrumento fortalecedor do espírito, agora tornou-se uma força debilitante do próprio espírito humano.

Como podemos lutar para nos enraizarmos biblicamente em uma sociedade que nos leva ao desenraizamento? O que nos motiva a cuidar das raízes? Qual é a atitude básica necessária para alcançarmos o alvo? O que precisamos aceitar? Como entender e raciocinar sobre nosso tempo, conservando a esperança? Como nos mover diante destes desafios e como manter esta prática cotidianamente?

Alguns extratos do capítulo 8 de Romanos respondem estas perguntas:

“O Espírito da vida em Cristo, como um vento forte, limpou totalmente o ar, libertando-nos da tirania brutal do pecado e da morte” (v. 2). Em vez de redobrar nossos esforços, simplesmente aceitemos o que o Espírito está fazendo em nós. Confiando em Deus, nos certificamos que o Espírito está em nós, vivendo e respirando o próprio Deus. Quem foca em Deus é levado para um caminho aberto, a uma vida livre. Mesmo que ainda experimentemos as limitações do pecado, experimentamos a vida de acordo com Deus. Deus fará em nós o mesmo que fez em Jesus!

Com seu Espírito vivendo em nós, nosso corpo será tão cheio de vida quanto o de Cristo! Não temos mais de fazer tudo por nós mesmos. A única iniciativa é engajar na vida com Cristo! O Espírito nos chama, há muito o que fazer, muitos lugares para conhecer. Há uma constante expectativa. “E agora, Pai, o que vamos fazer?” Iremos passar pelo que Cristo passou. Se enfrentamos momentos difíceis com ele, então é certo que com ele passaremos momentos inesquecíveis!

O autor do devocionário conclui a reflexão sobre o enraizamento bíblico com as seguintes palavras: “é o rio, as águas, e não a árvore... o segredo da beleza, da constância dos frutos, é ter raízes próximas ao rio”. Ou seja, o segredo é cultivar a nossa verdadeira identidade, uma vida de apego que se enraíza no amor a Deus!

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Imagem: Photo by Nik Shuliahin on Unsplash

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