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Opinião

Maranata!

“Sim, venho em breve! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20).

Quarto artigo da série “A Igreja e suas eras”:
- A Igreja e suas eras (artigo 01)
- Carecemos de gigantes (artigo 02)
- A Igreja e a era das reformas (artigo 03)

Este é o quarto e último artigo temático sobre as “eras” da igreja cristã1. Vale ressaltar que este texto foi escrito originalmente para o contexto de uma igreja local, com vida paroquial típica, com cristãos engajados, piedosos que, no entanto, não possuem treinamento específico e abrangente em História da Igreja. Escrevo, sobretudo, para estes irmãos, para que tenham um mínimo de informação e quem sabe, se a Deus for servido, virem a se interessar e aprofundar seus conhecimentos.

Daremos um enorme salto na história. Depois da era dos Reformadores Magisteriais, outras épocas e outros personagens marcaram o cenário do cristianismo. Do lado católico, a descoberta do Novo Mundo e as investidas de Portugal e Espanha deram novo fôlego à Igreja combalida na Europa. A Contrarreforma do Concílio de Trento fechou de vez as portas para as contribuições dos reformadores. Os jesuítas enviaram missionários à Índia, China, Japão, Brasil. Os “Tratados do Latrão” transformaram o Vaticano em Cidade-Estado ao mesmo tempo em que os movimentos culturais e a modernidade foram minando as forças e a influência política da Igreja de Roma na Europa.

Do lado do Cristianismo Reformado os pais peregrinos seguiam rumo à América com o sonho de liberdade religiosa e política a bordo do Mayflower. Nos séculos seguintes os ventos do expansionismo missionário arejaram também a ortodoxia protestante e os irmãos morávios e as sociedades missionárias enviaram missionários aos lugares mais remotos da terra: Índia, China, Birmânia, interior da África, Nepal, Coreia, Polo Norte etc.

Chegando à fase de transição entre o moderno e o contemporâneo, a Igreja Católica se reuniu em dois grandes Concílios: o inacabado Vaticano I: deu-se de 8 de dezembro de 1869 a 18 de dezembro de 1870 e foi proclamado por Pio IX (1846 a 1878). As principais decisões do Concílio foram conceber uma Constituição Dogmática intitulada "Dei Filius", sobre a fé católica e a Constituição Dogmática "Pastor Aeternus", sobre o primado e infalibilidade do Papa quando se pronuncia "ex-cathedra", em assuntos de fé e de moral. Este concílio também tratou-se de questões doutrinárias que eram necessárias para dar novo alento e informar melhor sobre assuntos essenciais de fé.

Depois aconteceu o Vaticano II. O Concílio Vaticano II (21º Concílio Ecumênico da Igreja Católica) foi convocado no dia 25 de dezembro de 1961, através da bula papal "Humanae salutis", pelo Papa João XXIII. Este mesmo papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em quatro sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI. Nestas sessões, mais de dois mil prelados convocados de todo o planeta discutiram e regulamentaram vários temas da Igreja Católica. As suas decisões estão expressas nas quatro constituições, nove decretos e três declarações elaboradas e aprovadas pelo Concílio. Apesar da sua boa intenção em tentar atualizar a Igreja, os resultados deste Concílio, para alguns estudiosos, ainda não foram capazes de responder aos anseios dos católicos na modernidade.

Do nosso lado, eventos produzidos por homens como Friedrich Schleiermarcher (1768-1834) e Rudolph Bultman (1884-1976), para citar os mais conhecidos, levaram a Igreja a uma crise de fé na autoridade das Escrituras e na veracidade dos milagres. Estes eventos conhecidos como “Alta Crítica” ou “Teologia Liberal”, deformaram também a moral e o estilo de vida das igrejas e dos cristãos.

Nesta fase, e quem sabe, como uma reação a isso (ou seu resultado?), surge o fenômeno da Rua Azusa nos Estados Unidos. Tendo a frente o pregador Willian Joseph Seymour no culto de 14 de abril de 1906, aquela igreja viveu a experiência do “pentecostes” e os fenômenos de oração em línguas, revelações particulares, transes e êxtases, ganharam o mundo como uma onda de avivamento. Ainda que pesem suspeitas e críticas a este movimento.

Em nossa época, assistimos ainda o “Movimento de Lausanne” para as missões mundiais, reunido pela primeira vez na cidade do mesmo nome na Suíça em 1974 que trouxe o tema das “Missões” e da “Missão Integral” definitivamente para o centro das preocupações da Igreja.

A sociedade, a cultura e o mundo mudaram drasticamente desde o dia dos apóstolos. Já perdemos de vista o heroísmo dos dias dos Reformadores. Há uma generalizada confusão quanto à natureza e a missão da Igreja, bem como uma generalizada desconfiança quanto à sua relevância e credibilidade. Aprendemos que só há uma saída para a Igreja ao longo de sua história: voltar às Escrituras e em humilde adoração ouvir assim a voz do seu Amado. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito fala às igrejas!”


Nota
1. Inspirada na obra sobre a história da Igreja de Daniel-Rops.


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Lausanne 3 – lições e desafios para a Igreja de Cristo
A visão missionária na Bíblia 
O novo rosto da missão
É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
  • Textos publicados: 47 [ver]

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