Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Prateleira

Heróis profanos e santos anônimos

Deus ama imparcialmente. Para quem se lembra do dilema descrito no Salmo 73 — a vida nababesca dos maus e o infortúnio dos que se mantêm puros — essa afirmação é, no mínimo, desconfortável. A frase está em A Espiritualidade na Prática, e Paul Stevens é ainda mais específico: “O amor de Deus é sem causa ou previsibilidade humana”.

É verdade que o sol brilha sobre mocinhos e bandidos e a chuva cai sobre honestos e corruptos (Mt 5.45). E sei, como C. S. Lewis, que Deus não é um velho bondoso e solene nem um guarda que anda com um cassetete escondido pronto para acertar contas com o primeiro que dobrar a esquina. No entanto, não raro ficamos embaraçados com o sucesso dos maus. Temos um desejo quase incontrolável de manipular a graça de Deus e nos irritamos quando ela sobeja, quando uns e outros são alcançados por ela e, sem perceber, nos perguntamos: “por que não eu?”

Na semana passada encontrei Deus em um dos lugares mais inesperados. Fui ver o guitarrista americano Stanley Jordan e fui surpreendido pela graça. A apresentação aconteceu na Sala Fernando Sabino, na Universidade Federal de Viçosa, em meio às montanhas de Minas. Puro êxtase. Não me passou pela cabeça envenená-lo por inveja, o que teria feito, diz a lenda, o compositor italiano do século 18 Antonio Salieri com Amadeus Mozart. Na verdade, lembrei-me de Bezalel, da sua destreza e capacidade artística (Êx 35.31); de Jubal, pai dos que tocam harpa (Gn 4.21) e, agradecido, murmurei algumas frases de adoração.

A verdade é bela e cura. Saliere, no entanto, não entendia como Mozart, um devasso, podia compor algo tão sublime. Recorro a Calvino, citado em Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não: “Quando vemos em escritores pagãos a admirável luz da verdade que transparece nos seus livros, devemos perceber que a natureza do homem, embora caída da sua integridade e muito corrompida, não deixa de ser adornada ainda com muitos dons divinos. Se reconhecermos o Espírito de Deus como única fonte da verdade, nunca desprezaremos a verdade onde quer que apareça”. 



Leia o livro
Um Ano com C. S. Lewis, leituras diárias de suas obras clássicas
Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não, Paul Freston
A Espiritualidade na Prática, Paul Stevens
É diretor editorial da Ultimato.
  • Textos publicados: 173 [ver]

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Prateleira

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.