
No dia 06 de agosto de 1945, há exatos 67 anos, o mundo se assustava com o poder destrutivo da humanidade. A cidade japonesa de Hiroshima e região eram bombardeadas pelos Estados Unidos no primeiro ataque nuclear da história. A bomba atômica Little Boy foi lançada sobre a cidade, matando instantaneamente cerca de 80 mil pessoas. No entanto, em consequência do bombardeio, dos ferimentos e da radiação, aproximadamente mais 140 mil pessoas morreram.
Hoje, Hiroshima homenageou as mais de 200 mil vítimas da bomba atômica. A cerimônia reuniu apelos para a paz, a não proliferação e o fim de armas atômicas no mundo. Manifestantes se reuniram no Parque Memorial da Paz de Hiroshima. Houve um minuto de silêncio. "Não podemos esquecer a tragédia", apelou o primeiro-ministro do Japão, Yoshihiko Noda.
Há 10 anos
Há 10 anos, a revista Ultimato estampava a manchete
Faça paz e não guerra. A edição 276, de maio-junho de 2002 admitia a realidade das guerras, mas apelava para que o cristão não assumisse passivamente a posição em favor delas.
“É muito difícil não ficar apavorado. Acabamos de sair de um século que começou com a Guerra dos Bôeres (1899-1902) e terminou com a Guerra de Kosovo (1999). Durante o século 20 tivemos, entre outras, a Primeira Guerra Mundial (1914-18), a Guerra Civil Espanhola (1936-39), a Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Guerra da Indochina (1946-54), a Guerra da Coréia (1950-53), a Guerra do Suez (1956), a Guerra do Vietnã (1956-75), a Guerra dos Seis Dias (1967), a Guerra do Camboja (1970-75), a Guerra entre Irã e Iraque (1980-1988), a Guerra das Malvinas (1982) e a Guerra do Golfo (1991).”
O primeiro artigo da matéria de capa denunciava a
máquina que faz a guerra e listava os recursos que ela utiliza, entre eles, o controle da imprensa e o uso da religião. No artigo
Na crista da onda, a revista afirmava que quem apoia a guerra assumi uma postura de alto risco. “Se você não tiver horror à guerra e não se posicionar contra ela, você terá sua parcela de culpa diante da história e diante de Deus. Você será culpado das tragédias criadas pela guerra”.
Os tempos mudaram nos 67 anos desde Hiroshima e nestes dez anos desde a revista Ultimato 276. Lamentavelmente, no entanto, a indústria da guerra ainda sobrevive (a julgar, por exemplo, pelo sangrento
conflito em curso na Síria e o fracasso da ONU em aprovar um
novo tratado para regulamentação do multimilionário comércio mundial de armas).